segunda-feira, 16 de maio de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Pertinência da energia nuclear

Faz parte do quotidiano da vida dos Portugueses e, nos últimos tempos, ganhou redobrada atualidade. É a crise, a crise financeira, a crise económica, a crise energética, a crise social, a crise humanitária.

Na sua crónica desta segunda, Clara Marinho fala destas fragilidades de Portugal e chama a atenção para o problema energético, colocando a questão: “Deve o país avançar para esta fonte de energia mais barata?”

A ler… e pensar!

"
"Deve o país avançar para esta fonte de energia mais barata?"

A crise económica portuguesa – Não é novidade que Portugal é um dos países mais pobres da Europa, e este facto tem efeitos negativos na população portuguesa.

Nós, enquanto povo, sofremos com o estado debilitado da nossa economia, mas será que poderíamos ter feito alguma coisa para mudar a nossa situação atual?

Na minha opinião, o facto de sermos muito dependentes de outros países é um fator negativo. Uma das maiores crises financeiras que se fez sentir em todo o mundo foi a de 2008, e começou nos Estados Unidos da América. Portugal já se debatia com a estagnação do crescimento económico e com a queda de emprego desde o início do século, mas, quando a crise do subprime atingiu Portugal, a atividade económica do nosso país diminuiu drasticamente e Portugal foi afetado nas suas exportações e no crédito bancário.

Todos nós estamos a par do que se passa na Ucrânia e sabemos das sanções que estão a ser impostas à Rússia por diversos países, incluindo Portugal. Os impactos negativos que estas sanções estão a ter em Portugal já fazem parte do nosso quotidiano. Exemplo disso é o aumento dos custos energéticos, como os combustíveis, o gás, a energia elétrica, assim como de outros produtos. Estas são algumas das consequências diretas desta guerra de poder.

Portugal encontra-se numa situação difícil, tem uma dívida externa acentuada, e uma dependência do exterior muito elevada, talvez consequência de políticas erradas e de falta de visão. Se adicionarmos a esta crise económica a corrupção, estamos perante uma combinação perigosa.

A questão energética é muito sensível, pois é um dos mais importantes fatores produtivos. Aqui chegados, devemos refletir sobre a pertinência da energia nuclear. Deve o país avançar para esta fonte de energia mais barata? Qual o seu impacto económico? Que riscos estão associados? Deve Portugal ter uma palavra a dizer na central nuclear espanhola que se encontra junto à fronteira portuguesa?

Em conclusão, Portugal é um país frágil, em termos económicos, e uma má gestão da nossa economia agrava o problema. É importante que os jovens tenham conhecimento da nossa situação económica e política, pois isso tem um profundo impacto no nosso futuro, enquanto cidadãos e profissionais do nosso país.

Clara Marinho, 9.º ano.

sábado, 14 de maio de 2022

Agrupamento partilha projetos 

em reuniões da DGEstE

Três projetos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca foram apresentados em reuniões de “microrrede temática de partilha”, promovidas pela Equipa Regional do Norte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), nos dias 3, 4 e 11 de maio.

Ao longo de três sessões por videoconferência, os professores Luís Arezes, Renato Ferreira e Lucília Oliveira, deram a conhecer as dinâmicas educativas do “Opiniões de Segunda” e do programa semanal de rádio “Leituras e Companhia”. Os professores Emanuel Cruz e Lucília Oliveira deram ainda conhecimento do projeto “IamART”.

A participação do Agrupamento surgiu na sequência de um convite formulado pelo CENFIPE (Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação/ escolas associadas do Alto Lima e Paredes de Coura), constituindo uma excelente oportunidade de partilha de práticas sobre os temas “Estratégias de ensino-aprendizagem promotoras do desenvolvimento de competências do PASEO” e “Ambientes de Aprendizagem ativos e inovadores”.

As sessões possibilitaram ainda um interessante e produtivo debate em torno dos temas em análise, com a participação ativa de representantes da Tutela, de Centros de Formação de Professores e de agrupamentos de escolas/ escolas não agrupadas.

A Organização

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Alunos do 12.º ano aplaudem 

“Memorial do Convento”

Os alunos do 12.º ano da Escola Secundária de Ponte da Barca foram ao teatro para assistir a uma encenação inspirada no romance “Memorial do Convento”, de José Saramago.

O espetáculo aconteceu no Cine-teatro Garrett, na Póvoa de Varzim, e teve encenação e produção da companhia “ETCetera Teatro”.

Com esta aula aberta, os alunos puderam contactar com uma leitura teatral desta obra clássica de José Saramago, que faz parte dos conteúdos programáticas que estão a trabalhar na disciplina de Português.

Esta foi também uma oportunidade para os estudantes apreciarem e aplaudirem os múltiplos códigos cénicos, da força da palavra ao silêncio, da expressividade do movimento à postura em palco, da indumentária e dos adereços à música e à sonoplastia.

O balanço global da atividade é claramente positivo, tal a riqueza e a diversidade das linguagens levadas a palco e o forte contributo proporcionado, ao nível da qualidade das aprendizagens e do exercício da cidadania.

Os docentes de Português do 12.º ano

segunda-feira, 9 de maio de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Ensinam-nos tudo!

Diz-se que são pais duas vezes e, de facto, a intensidade da presença dos avós deixa uma marca profunda na vida da maioria das pessoas.

Na crónica desta semana, Raquel Neiva celebra a sua grandeza e presta uma homenagem sentida à sua avó materna, a quem deve quase tudo o que sabe: “ensinou-me a ser feliz, apesar de todas as circunstâncias, (…) ajudou-me a perceber que as dificuldades também nos ajudam a crescer.”

"Os avós ensinam-nos tudo, exceto a viver sem eles."

Os avós ensinam-nos tudo, exceto a viver sem eles. Desde que nascemos, estão prontos para nos amar, ajudar e, sobretudo, ensinar.

Conforme vamos crescendo, vamos criando maior ligação com um deles, no meu caso é a minha avó materna. Eu passei a maior parte da minha vida com ela e, com o passar do tempo, foi ela que me ensinou a maioria do que sei hoje.

Ensinou-me a falar, a andar e, quando tive dificuldades em aprender a tabuada, ela ajudou-me. Mais importante do que tudo, ensinou-me a ser feliz, apesar de todas as circunstâncias.

A minha avó ajudou-me a perceber que as dificuldades também nos ajudam a crescer. Como nasci numa época de sofrimento para ela, tornei-me na esperança de um futuro melhor. Talvez por isso é que eu e ela temos esta conexão tão especial.

A primeira vez que li "Os avós ensinam-nos tudo, exceto a viver sem eles", deu-me que pensar. Como vai ser, um dia, estar em casa sem a ouvir a rir ou a resmungar comigo, porque deixei a luz do corredor acesa? Como vou viver o resto da minha vida sem ela para me acalmar e fazer rir? Assusta-me a simples ideia da vida sem ela ao meu lado…

Se é verdade que os avós nos ensinam tudo, exceto a viver sem eles, resta-nos a consolação de saber que os que amamos nunca partem. Ficam sempre connosco, no nosso mundo.

Raquel Neiva, 10.º ano.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

 Agradecer aos Bombeiros

Estão sempre alerta para partir em socorro de uma  emergência.

Na opinião de Gonçalo Gonçalves, Ricardo Reis e Simão Calheiros, são verdadeiros heróis do Voluntariado e do serviço altruísta, a quem a sociedade muitas vezes não dá o devido valor.

O que não deixa de ser lamentável. Porque – afirmam – “os bombeiros merecem todo o nosso respeito e a nossa profunda gratidão.”

"(...) Os bombeiros merecem 
todo o nosso respeito e a nossa profunda gratidão."

Com a chegada do tempo quente, os bombeiros voltam a estar na ordem do dia, apesar de terem um trabalho extraordinário que se desenvolve ao longo de todo o ano e que nem sempre é devidamente valorizado.

Poucas são as pessoas que se dedicam ao seu ofício de corpo e alma. Poucas são as que apostam a sua vida pela do outro, pelo bem comum. Mas podemos identificar estas características nos nossos soldados da paz, nos nossos bombeiros.

Bombeiros são para nós sinónimo de generosidade, abnegação e sacrifício. Numa sociedade atravessada por numerosos fenómenos de egoísmo e de crueldade contra o homem, o voluntariado no serviço próximo constitui uma força de primeira ordem, um autêntico valor. Estas corporações são, aliás, de interesse público, visto que desempenham tarefas de extrema importância para a nossa segurança, o nosso bem-estar, e para a preservação do nosso património.

Lamentavelmente, este reconhecimento não é, de todo, evidenciado por grande parte da nossa sociedade. Ainda existem, infelizmente, bastantes pessoas que têm uma imagem desvalorativa dos nossos soldados da paz.

A verdade é que os bombeiros merecem todo o nosso respeito e a nossa profunda gratidão. Porque não há maior generosidade do que estar sempre pronto para dar a “Vida por Vida”. Voluntariamente!

Ricardo Reis, Gonçalo Gonçalves e Simão Calheiros, 11.º ano

domingo, 1 de maio de 2022

O elogio do “Respeito”

Foi um verdadeiro hino ao valor do “Respeito” o espetáculo apresentado pelo Grupo de Teatro MiNC Juvenil a alunos do 8.º ano da Escola Secundária de Ponte da Barca.

Encenado por Ana Rosário Costa, o espetáculo aconteceu no auditório da Escola e constituiu um momento de singular beleza, em que os participantes puderam apreciar e aplaudir múltiplos códigos cénicos, da força da palavra ao silêncio, da expressividade do movimento à postura em palco, da indumentária e dos adereços à música e à sonoplastia.


A representação – que ofereceu ainda o mérito inspirador de ser levada a palco por atores que eram colegas do público – teve uma primeira parte em que duas irmãs deram vida a uma paródia do quotidiano em família, ridicularizando situações do dia a dia, num contexto localizado em Ponte da Barca.

Seguiu-se um momento de grande intensidade humanista, um verdadeiro hino ao valor do “Respeito” pelo Homem, pela Natureza, pelos Idosos, pelos Pobres, pelos Refugiados. A terminar, foi deixada uma mensagem de aceitação e de esperança e confiança nas capacidades de cada um.

Biblioteca Escolar

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Aluna oferece coleção “Tempo dos mais novos”

A aluna Bruna Mesquita, do 12.º ano, tomou a decisão de oferecer à Biblioteca Escolar da Secundária de Ponte da Barca a coleção completa “Tempo dos mais novos”.

Trata-se de uma coleção constituída por 24 volumes, em que escritores consagrados da atualidade recontam/ adaptam para os mais novos, com ilustrações, obras clássicas da Literatura Portuguesa.

Em causa estão livros de autores como Gil Vicente, Pêro Vaz de Caminha, Padre António Vieira, Almeida Garrett, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiros e Fernando Pessoa.

Saudamos esta atitude, felicitando a Bruna pelo seu gesto de cidadania ativa, partilhando com a comunidade escolar fontes de informação que potenciam oportunidades de conhecimento.

Biblioteca Escolar

501 da MORTE DE MAGALHÃES

Celebrando um Património da Humanidade

Encontra-se patente ao público, até ao próximo dia 6 de maio, no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca, a exposição “501 anos da Partida Suprema de Magalhães”.

Organizada pelo Agrupamento de Escolas (Biblioteca Escolar e Plano Nacional das Artes) em parceria com a Câmara Municipal, a mostra foi inaugurada a 27 de abril, dia em que, há 501 anos, o navegador morreu na Ilha de Mactan, nas Filipinas.

A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, vereadores da maioria, Subdiretor do Agrupamento, Manuel Soares Alves, Presidente da Junta da União de Freguesias de Ponte da Barca, Paço Vedro de Magalhães e Vila Nova de Muía, Vieira da Silva, e ainda de Fernando García Leyenda, de Puerto de Santa Cruz, na Argentina.

A mostra inclui um painel sobre a naturalidade do navegador, um outro sobre o seu percurso de vida, desde a sua chegada a Lisboa, em 1492, até às suas viagens pelo Oriente ao serviço de Portugal e à sua ida para Sevilha, em 1517, um terceiro sobre a viagem da “Armada das Molucas” e um último painel sobre o legado civilizacional do grande navegador.

Com esta iniciativa, pretende-se preservar e divulgar a vida e a obra de Magalhães, dando a conhecer, de uma forma simples, o enorme impacto científico da sua expedição e o Património notável que constitui a sua herança.  

Biblioteca Escolar


segunda-feira, 25 de abril de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Celebrar Abril!

No dia em que se assinala o 48.º aniversário da Revolução dos Cravos, Rita Vilela evoca a “opressão e a pobreza extrema” dos tempos do Estado Novo e canta a “Revolução que deu asas a Portugal para reconquistar a dignidade e a liberdade perdidas.”

Eis o canto de uma jovem à “Revolução que reclamou a dignidade, a saúde, a educação, o tomar nas mãos o destino das nossas vidas. (…) O 25 de abril!”

"(...) A ressuscitação chegou com um cravo vermelho ao peito."

Felizmente, nasci muito depois do Estado Novo, muito depois do país salazarista sufocado pela opressão e pobreza extrema. Tempos marcados pela clausura, mais tarde derrotada pela Revolução que deu asas a Portugal para reconquistar a dignidade e a liberdade perdidas.

Antes do que viria a ser o 25 de abril de 1974, viviam-se momentos de terror e angústia testemunhados por aqueles que resistiram ao caos de um país censurado e acorrentado ao fascismo e à ditadura. Desde os testemunhos das crianças e adolescentes que viram a PIDE matar e espancar inocentes, aos testemunhos das mulheres, mães e esposas obedientes que aprenderam a ler às escondidas e rezavam oprimidas e aos testemunhos dos homens, jovens, maridos e pais ausentes, obrigados a ir para a guerra sofrer e ver os companheiros morrer.

Corações atropelados pela tormenta de um país em ruínas, onde os dias demoravam a passar e eram invadidos pelo negrume de uma vida de submissão e guerra. Era viver do pouco que a vida dava e do único prato cheio do dia, a esperança que aquecia as almas cansadas, mesmo sem certezas do que estaria por vir. A esperança de dias melhores.

Aquela que viria a ser a ressuscitação chegou com um cravo vermelho ao peito. Levantaram-se as vozes recalcadas, cantou-se a liberdade e viu-se renascer das cinzas o país. A Revolução que reclamou a dignidade, a saúde, a educação, o tomar nas mãos o destino das nossas vidas. A libertação do povo escravizado, exaurido e torturado.

O mudar de vida dos Portugueses…

O 25 de abril!

Rita Vilela, 12.º ano.

sábado, 23 de abril de 2022

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA

Dez alunos do Agrupamento participam 

na fase intermunicipal

Dez alunos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca participaram, esta sexta-feira, na fase intermunicipal CIM Alto Minho do Concurso Nacional de Leitura.

A prova reuniu representantes dos 10 municípios do Distrito de Viana do Castelo e, este ano, ainda devido à situação pandémica, está a desenvolver-se em duas etapas, tendo sido a primeira em formato digital, com os concorrentes a realizarem as tarefas a partir da sua localidade de origem, cabendo à Biblioteca Municipal de Valença a organização e a condução dos trabalhos.

Em Ponte da Barca, a Biblioteca Escolar da Secundária foi o centro de operações, envolvendo os participantes de cada um dos quatro escalões – 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Básico e Secundário –, que haviam sido apurados na fase anteriormente realizada ao nível da escola.

No 1.º ciclo, a representação barquense esteve a cargo de Miguel Ângelo Carvalho, Marta Alves e Valentim Cerqueira, enquanto o 2.º ciclo contou com a participação de Francisca Cerqueira, Simão Alves e António Agostinho Cerqueira.

Por sua vez, o escalão do 3.º ciclo foi defendido por Leonor Lemos, Maria João Pereira e Maria Rego, enquanto, no Secundário, a delegação barquense foi constituída por Rita Ribeiro.

Na próxima sexta-feira, no auditório da Escola de Ciências Empresariais de Valença, acontece a segunda etapa da prova, com a participação presencial dos cinco primeiros classificados em cada escalão.

A todos os participantes e respetivos professores e famílias, os nossos parabéns e a mensagem de que continuem a fazer da leitura um prazer! Porque é a ler que a gente cresce e se amadurece no saber…

Biblioteca Escolar

segunda-feira, 18 de abril de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Nascer para conviver

Os problemas da solidão e o seu impacto na estabilidade emocional continuam na ordem do dia. Mais ainda agora, na sequência da pandemia…

Nesta segunda-feira pascal, Sara Parente retoma o tema, sublinhando que a solidão “é um problema muito sério que deve ser cada vez mais falado e valorizado, pois o ser humano não nasceu para se sentir sozinho, nasceu para conviver e para amar e ser amado.”

"(...) O ser humano nasce para conviver."

Nos dias que correm, a solidão tem vindo a assumir novas formas que merecem uma reflexão especial, até porque, cada vez mais, as pessoas sentem-se sós, em diversas circunstâncias.

Em primeiro lugar, é importante distinguir o “sentir-se só” de “estar ou viver sozinho”. Estas expressões não têm o mesmo significado, pois o “sentir-se só” é quando a pessoa sente que não pertence a um lugar, é quando, mesmo estando com alguém, nos sentimos perdidos e isolados, sem qualquer tipo de comunicação, partilha e cumplicidade.

Por sua vez, “estar sozinho” é quando nós mesmos optamos por viver assim, seja pelo motivo que for, já que eu posso estar ou viver sozinha, mas não me sentir só, se é esta situação que eu pretendo para mim e que me preenche, em determinado momento da minha vida.

Por outro lado, a solidão é subjetiva e é assim que ela tem de ser compreendida. Quantas vezes, uma pessoa pode estar rodeada por outras pessoas e, mesmo assim, sentir-se só, porque a solidão é algo que se vive quando não estamos bem a nível psicológico e quando sentimos um vazio que nada nem ninguém consegue preencher. E, quando alguém entra neste estado, é frequente tentar aliviar a sua dor e problemas refugiando-se em substâncias prejudiciais para a saúde, tais como o álcool, o tabaco, as drogas.

É muito importante reconhecer os perigos da solidão, uma vez que não é nada bom uma pessoa sentir-se só, sentir que não pertence a um lugar, sentir que não é útil ou querido. A solidão não tem estatuto, pode afetar qualquer um e, por isso, é um problema muito sério que deve ser cada vez mais falado e valorizado, pois o ser humano não nasceu para se sentir sozinho, nasceu para conviver e para amar e ser amado.

Sara Parente, 12.º ano.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Uma questão de confiança

Numa sociedade que, muitas vezes, gosta de cultivar a aparência, multiplicam-se os enganos e a confiança teima em escassear. O que é uma pena, pois, para Íris Almeida, “todos os enganos são maus”.

Na sua opinião, “os enganos que sofremos todos os dias podem fazer-nos pensar e desejar a "vida perfeita", mas isso não passa de uma ilusão.”

"(...) Todos os enganos são maus."

Os enganos, sejam eles quais forem, são um dos principais motivos para não termos uma sociedade 100% de confiança. Na minha opinião, todos os enganos são maus.

De facto, para mim, ser enganada ou traída pelas pessoas de quem gostamos e em quem confiamos é uma das piores situações que podem acontecer. Apesar da culpa não ser da vítima, a mesma sente-se culpada por não ser "boa" o suficiente e isso é algo que pode afetar a integridade humana da pessoa, fazendo-a duvidar de si mesma.

Já o engano do dinheiro faz as pessoas serem gananciosas e acreditarem que apenas precisam do dinheiro para viver, descartando completamente toda a empatia pelo próximo e levando-as a danificar as relações interpessoais ou até mesmo maltratar, roubar e humilhar alguém apenas por causa do dinheiro que, no fundo, não passa de papel e metal. De facto, a Humanidade dá muito valor aos bens materiais e acha que, tendo a maior quantia de dinheiro, mais poderoso é; por isso é que quanto mais temos mais queremos.

Para terminar, vou abordar um engano que abrange muito os(as) adolescentes da sociedade atual, nomeadamente o engano dos "padrões" da internet. O facto de as redes sociais se terem espalhado pelo mundo inteiro criou uma febre nos adolescentes, mas a pura verdade é que quase nada do que vemos lá é real. Muitos famosos que nós achamos que têm a vida e o corpo perfeitos não passam de uma farsa, pois utilizam aplicações para editar as suas fotos e, assim, passar a imagem do estereótipo perfeito, influenciando os adolescentes a entrarem em dietas malucas para ficarem com o corpo perfeito, o que os faz desenvolver diversas doenças.

Concluindo, os enganos que sofremos todos os dias podem fazer-nos pensar e desejar a "vida perfeita", mas isso não passa de uma ilusão que influencia a sociedade em pleno século XXI.

Íris Almeida, 9.º ano.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

PARLAMENTO DOS JOVENS

Equipa do Secundário apurada para a final nacional 

À semelhança do que vem acontecendo há vários anos, a Escola Secundária de Ponte da Barca participou na fase distrital do Parlamento dos Jovens, que se realizou no auditório do Forte de Santiago da Barra, em Viana do Castelo.

A representação do 3.º Ciclo do Ensino Básico esteve a cargo de Íris Almeida, Guilherme Silva, Afonso Cerqueira e Tomé Lopes, enquanto no escalão do Ensino Secundário a comitiva barquense foi constituída por Manuel Ribeiro, Afonso Amorim e Afonso Alves.



Comum aos dois escalões é a temática da edição deste ano, a problemática abrangente da desinformação e da manipulação, mais conhecida por “fake news” ou notícias falsas.

Sob a orientação da professora Gabriela Menezes, o desempenho das duas equipas da Escola Secundária de Ponte da Barca foi muito positivo, em termos de exercício da cidadania e partilha de experiências, tendo mesmo a equipa do escalão do Secundário sido apurada para representar o Alto Minho na final nacional, que está agendada para 30 e 31 de maio, no Palácio de São Bento, em Lisboa.

Em debate está a problemática das “fake news” e os riscos que este desafio representa para a democracia. A reflexão orienta-se ainda no sentido de indagar “estratégias para combater a desinformação”,

Recorde-se, mais uma vez, que “desinformação” é o termo utilizado para definir qualquer tipo de conteúdo ou prática manipulada, que contribua para o aumento de informação falsa ou enganadora, com o objetivo de afastar os cidadãos do conhecimento factual da realidade e para obter vantagens económicas ou para enganar o público.

Este fenómeno de propaganda manipuladora, cada vez mais visível à escala mundial devido às plataformas de sociabilidade digital, representa um problema para a democracia em geral, na medida em que coloca em causa o debate livre e informativo, prejudica o interesse público, mina a confiança nas instituições e nos meios de comunicação tradicionais e digitais e, consequentemente, fragiliza a estabilidade das sociedades democráticas, ao comprometer a capacidade dos cidadãos de tomarem decisões bem informadas.

Daí que, neste contexto, seja fundamental a promoção das literacias mediática e digital, de tal modo que as pessoas se sintam habilitados a navegar no atual oceano da informação e sejam capazes de, num mar de mentiras e de desinformação, encontrar/ discernir o caminho civicamente responsável.

A Organização

segunda-feira, 4 de abril de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Uma nova globalização

O mundo tornou-se uma “aldeia global” e a problemática da globalização é um dos temas incontornáveis dos nossos tempos, com muitas vantagens, mas também com inúmeros perigos.

Na opinião de João Sousa, “poderia e deveria funcionar de outra maneira, mais igualitária, de tal forma que todos, a nível planetário, pudessem usufruir das suas vantagens.”

Eis um nobre desafio, “ainda mais agora, por causa dos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia.”

"O segredo está no equilíbrio e num apurado sentido de justiça."

O tema da globalização é frequentemente discutido e levanta opiniões divergentes, ainda mais agora, por causa dos efeitos da pandemia e da guerra na Ucrânia.

Com o aparecimento de novas tecnologias de transporte e de comunicação, as relações entre os países/ povos estão cada vez mais interativas, tendo-se reduzido o tempo e a distância. Daí dizer-se que a globalização é a integração global da sociedade, da política, da economia e da tecnologia.

Como qualquer outro tema, a globalização tem vantagens, mas também perigos. Por um lado, promove, por exemplo, a inovação tecnológica e, favorecendo a competitividade, contribui para a diminuição dos preços e para o reforço da qualidade. Por outro, pode também aumentar as desigualdades e a destruição do meio ambiente.

Na minha perspetiva, a globalização tem grande importância nos dias de hoje e é uma realidade inevitável. É verdade que que tem os seus pontos negativos, por vezes geram-se dependências excessivas e perigosas, muitas pessoas são excluídas deste mundo e outras vivem tão fascinadas com as novas tecnologias que até se esquecem que devem dar um tempo a elas próprias e às pessoas das suas relações. Mas o segredo está no equilíbrio e num apurado sentido de justiça.

Concluo afirmando que, apesar de favorecer muitas desigualdades, a globalização possui, realmente, muitos benefícios. Mesmo tendo o privilégio de participar e beneficiar deste mundo, acredito que poderia e deveria funcionar de outra maneira, mais igualitária, de tal forma que todos, a nível planetário, pudessem usufruir das suas vantagens.

João Sousa, 12.º ano.

quinta-feira, 31 de março de 2022

Fundo documental oferecido pela Autarquia

A biblioteca de cada uma das quatro Escolas do Agrupamento recebeu um conjunto alargado de títulos oferecido pela Câmara Municipal de Ponte da Barca.

Intitulada "Uma Biblioteca para Todos", a iniciativa aconteceu no âmbito da celebração do Dia do Livro Português (26 de março) e pretendeu promover o gosto pelo livro e pela leitura, junto de todas as faixas etárias.

O fundo documental distribuído pelo Município tem a ver com obras de autores locais e de autores que de alguma forma estão ligados à região e tratam temas relacionados com a nossa terra, pelo que se trata de um importante contributo para a preservação da nossa memória e identidade coletivas. 

São livros que vão da poesia, à narrativa e à banda desenhada, passando ainda pela história local, património e tradições de Ponte da Barca

Para além das escolas do concelho, foram ainda contempladas as IPSS locais, a APPACDM e a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca.

Biblioteca Escolar

segunda-feira, 28 de março de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

Armadilhas das redes sociais

As oportunidades que este mundo nos oferece são enormes, mas os riscos e até as armadilhas também existem.

Na opinião de Alexandre Rodrigues, impõe-se “evitar os extremos e as dependências”. E “conseguir o equilíbrio na sua utilização, sem nunca nos tornarmos escravos do sistema”.

Até parece fácil! Mas o desafio não tem fim…

"(...) Conseguir o equilíbrio na sua utilização, 
sem nunca nos tornarmos escravos do sistema."

A internet mudou consideravelmente a maneira como comunicamos e percebemos o mundo.

Graças a ela, a distância desapareceu, a comunicação tornou-se instantânea e não faltam histórias de pessoas que, através das redes sociais, comunicam com quem se encontra distante ou até histórias de reencontros. No entanto, regista-se também uma diminuição acentuada do contacto social, cara a cara. De facto, é mais fácil investir na imagem que projetamos virtualmente do que na nossa verdadeira imagem, investir mais em relações virtuais do que nas reais, que implicam ir ao encontro do outro.

De uma forma estranha, nunca estivemos tão ligados entre nós e nunca nos sentimos tão sozinhos e com tanta necessidade de falar. Parece que as redes sociais não passam de esconderijos emocionais que em quase nada favorecem o conhecimento e a comunicação.

Pior ainda. Assiste-se a uma explosão de sentimentos discriminatórios e preconceituosos, com as redes sociais a serem um campo fértil onde prolifera a agressividade, o ódio, os juízos de valor sobre tudo e sobre nada.

Na minha opinião, devemos preocupar-nos com o uso excessivo das redes sociais, pois podem baixar em muito a nossa autoestima, quando a gratificação não é imediata e em número significativo, para além de poderem provocar um grande isolamento social.

A fronteira entre a sua utilização saudável e o uso excessivo é definida pelo bom senso de cada um. As redes sociais são uma ferramenta muito útil e não lhes dar a devida atenção seria não aceitar que vivemos na era da informação e do conhecimento. Mas é necessário evitar os extremos e as dependências, tanto na vida real como na virtual.

Cabe a cada um de nós conseguir o equilíbrio na sua utilização, sem nunca nos tornarmos escravos do sistema.

Alexandre Rodrigues, 12.º ano.   


quinta-feira, 24 de março de 2022

aLeR+

Biblioteca Escolar partilha boas práticas

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca participou numa discussão em grupo, promovida pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) e pelo Plano Nacional de Leitura (PNL2027).

A iniciativa – que se realizou por videoconferência – teve como objetivo debater e discernir novos caminhos de melhoria do projeto “aLeR+2027”, reunindo vários responsáveis, entre eles Teresa Calçada, Comissária do PNL 2027, e Manuela Silva, Coordenadora do Gabinete da RBE.

Respondendo ao convite, o professor Luís Arezes, docente bibliotecário do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, partilhou algumas das boas práticas dinamizadas no Agrupamento, nos domínios da promoção da leitura e da escrita.

Tentando aprofundar de que forma as escolas “aLeR+” podem fazer a diferença na promoção da leitura e ser referenciadas como bons exemplos, a discussão recolheu contributos que permitam fazer crescer este projeto.

Particular realce mereceu a necessidade de dar consistência às atividades e também a importância de articular o trabalho com a família e com a comunidade em geral, apostando na visibilidade e divulgação dos projetos e no seu impacto.

Outra ideia sublinhada teve a ver com o facto de a aprendizagem/ competência leitora exigir esforço e trabalho, pelo que é importante gratificar o empenho.

Recorde-se que o Programa “aLeR+2027” é, desde a sua criação em 2008, uma parceria entre o PNL e a RBE, destinada a apoiar as escolas que desenvolvem de forma consolidada um ambiente integral de leitura, centrado na melhoria da compreensão leitora e no prazer de ler e escrever.

Biblioteca Escolar

terça-feira, 22 de março de 2022

Viva a Poesia!

O átrio do edifício dos Paços do Concelho de Ponte da Barca acolheu, na noite de 21 de março, a Festa da Palavra, que assinalou o Dia Mundial da Poesia.

Numa iniciativa da Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas em parceria com a Câmara Municipal, o Sarau Poético mobilizou um leque alargado de alunos do 1.º Ciclo ao 12.º ano e ainda pais, professores e outros membros da comunidade, que fizeram questão de dar voz à Palavra feita música e Poesia, celebrando a criatividade e a inspiração poética.

Foi mais uma Festa em que a leitura e a música se conjugaram harmoniosamente, dando aos participantes a oportunidade de partilhar as suas emoções e de provocar a reflexão.

Usando da palavra, tanto Carlos Louro, Diretor do Agrupamento, como Augusto Marinho, Presidente da Câmara Municipal, enalteceram o trabalho em parceria entre as duas entidades e felicitaram os participantes na iniciativa, assim como os seus organizadores.

A Organização


segunda-feira, 21 de março de 2022

OPINIÕES DE SEGUNDA

O horror da guerra

Com a guerra na Ucrânia na quarta semana, Bruno Cunha dá a sua opinião sobre o assunto. Diz ele que “se trata de um comportamento bárbaro e desumano”, uma “uma opção inaceitável, pela destruição, sofrimento e morte que causa.”

E a pergunta que coloca parece muito simples: “Será que não existem outras formas de resolver as diferenças?”.

"A guerra é uma opção inaceitável,
pela destruição, sofrimento e morte que causa."

Um comportamento bárbaro e desumano – O tema que escolhi para dar a minha opinião é a guerra. Tal como todos sabemos, guerra é um confronto entre dois ou mais grupos distintos que usam armas para aniquilar o inimigo e, por isso, guerra é sinónimo de destruição e de morte.

Na minha perspetiva, a guerra é algo desnecessário porque se trata de um comportamento bárbaro e desumano, que provoca não só destruição, mas, sobretudo, um sofrimento infinito, com mortes sem conta e o luto dos que perdem familiares e amigos.

Nas últimas semanas, a guerra entrou no nosso dia a dia e estamos a acompanhar vários países com a sua população a viver aterrorizada com o fantasma da guerra e a comunidade internacional a não conseguir esconder a sua preocupação face ao que se está a passar na Ucrânia.

O simples facto de alguém não acreditar nas mesmas crenças que eu ou não ter a mesma ideologia ou visão da sociedade tornou-se um motivo para começar uma guerra. A minha pergunta é: Será que não existem outras formas de resolver as diferenças?

O mundo viveu os piores anos da sua História durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais. Em apenas oito anos, estas duas tragédias vitimaram dezenas e dezenas de milhões de pessoas inocentes, números que deveriam ser suficientes para que nunca mais isto voltasse a acontecer, mas, a cada dia que passa, percebemos que podemos estar cada vez mais perto de uma terceira guerra mundial.

Resumindo e concluindo, a guerra é uma opção inaceitável, pela destruição, sofrimento e morte que causa. Com outras soluções, resolver-se-iam os problemas, de uma forma mais eficaz e sem ninguém sofrer.

Bruno Cunha, 12.º ano.