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domingo, 27 de abril de 2025

FERNÃO DE MAGALHÃES

 504

Fernão de Magalhães morreu no dia 27 de abril de 1521, em Mactan, Ilhas de São Lázaro, atuais Filipinas.

O navegador, em cujas veias corre sangue barquense, ignorou os apelos de Humabon e mobilizou um contingente de apenas uns 60 homens, desvalorizando as forças de Lapu-Lapu, que se calculou serem em número superior a mil e quinhentos.

Recusou ainda o auxílio das forças aliadas de Humabon e escolheu um local inadequado para o desembarque, perdendo-se, assim, a proteção da retaguarda, com o poder de fogo da armada.

Demasiados erros fatais!

Foi no dia 27 de abril de 1521.

Foi há 504 anos!

Veja aqui a vida, a obra e o legado de Magalhães…

Biblioteca Escolar

quinta-feira, 28 de abril de 2022

501 da MORTE DE MAGALHÃES

Celebrando um Património da Humanidade

Encontra-se patente ao público, até ao próximo dia 6 de maio, no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca, a exposição “501 anos da Partida Suprema de Magalhães”.

Organizada pelo Agrupamento de Escolas (Biblioteca Escolar e Plano Nacional das Artes) em parceria com a Câmara Municipal, a mostra foi inaugurada a 27 de abril, dia em que, há 501 anos, o navegador morreu na Ilha de Mactan, nas Filipinas.

A sessão contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, vereadores da maioria, Subdiretor do Agrupamento, Manuel Soares Alves, Presidente da Junta da União de Freguesias de Ponte da Barca, Paço Vedro de Magalhães e Vila Nova de Muía, Vieira da Silva, e ainda de Fernando García Leyenda, de Puerto de Santa Cruz, na Argentina.

A mostra inclui um painel sobre a naturalidade do navegador, um outro sobre o seu percurso de vida, desde a sua chegada a Lisboa, em 1492, até às suas viagens pelo Oriente ao serviço de Portugal e à sua ida para Sevilha, em 1517, um terceiro sobre a viagem da “Armada das Molucas” e um último painel sobre o legado civilizacional do grande navegador.

Com esta iniciativa, pretende-se preservar e divulgar a vida e a obra de Magalhães, dando a conhecer, de uma forma simples, o enorme impacto científico da sua expedição e o Património notável que constitui a sua herança.  

Biblioteca Escolar


sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

MÁRIO AUGUSTO EM PONTE DABARCA

“Magalhães é um exemplo de astúcia e de resiliência”

Fernão de Magalhães é um exemplo de astúcia, de determinação e de resiliência, que nos deixou a admirável lição de que na vida é preciso ir sempre à procura de algo novo.

A afirmação é de Mário Augusto – rosto amplamente conhecido pela presença continuada na televisão a falar de cinema, para além de ser autor de várias obras – e foi proferida no auditório da Casa de Santo António do Buraquinho, em Ponte da Barca, no âmbito do colóquio “De Fernão de Magalhães à Magia da 7.ª Arte – Conversa à volta da circum-navegação, da Literatura e do Cinema”.


Falando para uma plateia constituída maioritariamente por alunos do 12.º ano, a que se juntou, na parte final, o Presidente da Câmara e os seis vereadores, até então em reunião ordinária, o convidado partilhou a sua experiência como jornalista especializado em cinema, dedicando ainda particular atenção ao projeto “Planeta Magalhães”, em que assina 14 episódios sobre a viagem de circum-navegação.

A vida e a viagem de Fernão de Magalhães são uma grande história que daria um grande filme e o mais estranho é que ainda não tenha sido produzido. Aliás, sublinhou, é notável o percurso deste homem que, ainda adolescente, partiu para a corte e daí fez-se ao largo, dando novos mundos ao mundo e estando na origem de uma verdadeira revolução a vários níveis.

Neste contexto, interpelou diretamente os alunos para que sejam sempre curiosos, porque a melhor universidade é a curiosidade, atitude que nos permite descobrir coisas e relacioná-las, produzindo conhecimento.

 Um mundo de sucesso efémero

Num registo muito informal e próximo, Mário Augusto falou também de cinema e dos grandes desafios que se colocam à Sétima Arte.

Respondendo a algumas perguntas, disse que a indústria do audiovisual está em transformação e que o mundo de hoje está feito para o sucesso efémero e muito virado para experiências.

Em relação ao cinema português, garantiu que está melhor, com uma geração jovem a fazer um trabalho de muita qualidade. Mas somos um público muito reduzido, pelo que, na sua opinião, o futuro passa pela aposta na coprodução, para, assim, ganharmos escala.

Confrontado com o desafio de indicar os seus três filmes de eleição, Mário Augusto mostrou algumas reservas face à dificuldade da escolha, mas sempre foi avançando que os melhores filmes são aqueles que nos inquietam. E, neste contexto e em diferentes etapas da sua vida, houve três que tiveram (e ainda têm) um impacto muito relevante: “O Padrinho”, de Francis Ford Coppola; “Ladrões de Bicicletas”, de Vittorio De Sica; e “ET – O Extraterrestre”, de Steven Spielberg.

500 árvores para o navegador

O colóquio aconteceu no âmbito do trabalho do Plano Nacional do Cinema que está a ser dinamizado no Agrupamento de Escolas e contou com o apoio do Município e das edições Opera Omnia.

Para além da promoção da literacia para o cinema e do gosto pela Sétima Arte junto do público escolar, pretendeu ainda divulgar a vida e a obra, assim como o legado civilizacional da viagem de Magalhães que, há 500 anos, abraçou povos e uniu continentes.

Esta ideia da globalização e da universalidade foi, de resto, sublinhada tanto pelo Diretor do Agrupamento, Carlos Louro, como pelo Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho.

No final do colóquio, Mário Augusto apadrinhou a plantação de uma árvore, na Avenida Fernão de Magalhães, para assinalar a viagem do navegador com raízes barquenses.

Trata-se da primeira de um conjunto de 500 árvores que serão plantadas, numa iniciativa do Agrupamento de Escolas em parceria com a Câmara Municipal, com o objetivo de promover os valores da sustentabilidade e da cidadania global, tendo em conta a “Agenda 2030”, da Organização das Nações Unidas, e os seus “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”.

A Organização

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

COLÓQUIO COM MÁRIO AUGUSTO

“De Fernão de Magalhães à Magia da 7.ª Arte – Conversa à volta da circum-navegação, da Literatura e do Cinema”

Realiza-se, na próxima quinta-feira, 9 de dezembro, às 10.30 H, no auditório da Casa de Santo António do Buraquinho, em Ponte da Barca, um colóquio com Mário Augusto, subordinado ao tema “De Fernão de Magalhães à Magia da 7.ª Arte – Conversa à volta da circum-navegação, da Literatura e do Cinema”.

O convidado é um rosto amplamente conhecido pela presença continuada na televisão a falar de cinema, para além de ser autor de várias obras, nomeadamente, "Como se fosse um romance", que acaba de ser editada, e de, recentemente, ter assinado um conjunto de 14 documentários sobre a viagem de circum-navegação.

É nesta múltipla perspetiva que Mário Augusto vai estar em Ponte da Barca, para uma conversa aberta ao público que andará à volta da vida e da viagem de Magalhães, da literatura e do cinema.

Promovido pela equipa do Plano Nacional do Cinema (PNC) no Agrupamento de Escolas, o colóquio conta com o apoio da Câmara Municipal de Ponte da Barca e das edições Opera Omnia e acontece no âmbito das comemorações dos 500 anos da viagem de Magalhães e da ação do PNC, uma iniciativa conjunta das áreas governativas da Cultura e da Educação a que o Agrupamento aderiu, tendo em vista a divulgação de obras cinematográficas nacionais e a promoção da literacia para o cinema junto do público escolar.

A Organização

sexta-feira, 30 de abril de 2021

 Exposição “Fernão de Magalhães:

500 anos da Partida”

Encontra-se patente ao público até ao dia 11 de maio, no bloco C da Secundária de Ponte da Barca, a exposição “Fernão de Magalhães: 500 anos da Partida”.

A mostra assinala a passagem dos 500 anos da morte de Magalhães, ocorrida a 27 de abril de 1521, na ilha de Mactan, no arquipélago de São Lázaro, pouco depois designado das Filipinas, em homenagem ao príncipe Filipe.

Organizada pelas equipas da Biblioteca Escolar e do Plano Nacional das Artes, a exposição traça o percurso de vida do navegador, apresentando a questão da naturalidade, a sua vida em Lisboa e pelo Oriente, ao serviço de Portugal, a sua passagem pelo Norte de África e a partida para Sevilha.

Particular destaque é dado aos painéis dedicados à viagem da Armada das Molucas, que acabaria por se tornar na primeira viagem de circum-navegação em continuidade, à morte do Navegador e ao extraordinário legado científico, cultural e civilizacional deste vulto da Humanidade.

Mural celebra a viagem

A exposição conta ainda com o contributo de vários trabalhos que conferem ao espaço um ambiente ainda mais inspirador, da autoria de Eduardo Fernandes, Catarina Sousa, Irina Almeida, Júlia Crepaldi e Vanessa Prado, no âmbito das disciplinas de Educação Visual e do Curso de Artes. Lugar central ocupa a nau quinhentista construída com a colaboração de alguns encarregados de educação da turma 3.º C no ano letivo 2019/20, sob orientação do professor Óscar Sousa.

E foram, precisamente, os alunos do curso científico-humanístico de Artes Visuais que, no último ano letivo, conceberam e agora realizaram um mural, à entrada do bloco onde está patente a exposição, para assinalar a viagem de circum-navegação. O quadro comemorativo ficará brevemente concluído com a pintura da figura central, Fernão de Magalhães.


Ainda no âmbito da passagem dos 500 anos da morte do navegador, as equipas da BE e do PNA do Agrupamento produziram diversos recursos educativos, nomeadamente, um Quizz e QR Codes sobre a vida e a viagem de Magalhães e um roteiro no Google Earth WEB, seguindo o itinerário da expedição, ao longo de três anos.

Aproveitando a exploração dos locais de passagem do nosso navegador e da sua armada, o “viajante” é remetido para diversos recursos, nos mais variados suportes, tendo em vista o aprofundamento dos seus conhecimentos, capacidades e atitudes em múltiplos domínios.

De uma forma dinâmica, pretende-se que os utilizadores, através da resolução dos desafios lançados, exercitem as literacias da leitura, da informação e digital, participando com autonomia e responsabilidade na construção do seu conhecimento.

Estas ações surgem na sequência do vasto trabalho que o Agrupamento tem desenvolvido para assinalar esta odisseia épica e, ao mesmo tempo, aprofundar a história e a identidade locais, cultivando a memória e a consciência da cidadania global inspirada na figura de Fernão de Magalhães, que tem as suas raízes na Terra da Nóbrega, havendo mesmo fortes indícios de que terá nascido por estas paragens.

Toda esta ação só foi possível graças à conjugação de um conjunto alargado de entusiasmos que mobilizaram sinergias, envolvendo o Diretor, Dr. Carlos Louro, as equipas da BE e do PNA, o Grupo de Artes Visuais, as assistentes operacionais do bloco C e a professora Isabel Gonçalves. A todos, muito obrigado!

A Organização

segunda-feira, 26 de abril de 2021

MORTE DO NAVEGADOR

 Fernão de Magalhães: 500 anos da Partida

Assinalam-se, amanhã, os 500 anos da morte de Fernão de Magalhães, na ilha de Mactan, arquipélago de São Lázaro, pouco tempo depois designado Filipinas, em homenagem ao príncipe Filipe.

Para evocar esta efeméride, o Agrupamento de Escolas, dando continuidade ao vasto trabalho em curso para celebrar o V centenário da Armada das Molucas, produziu vários recursos educativos, com o objetivo de aprofundar a história e a identidade locais, cultivando a memória e a consciência da cidadania global inspirada nesta figura extraordinária que, segundo vários historiadores, terá nascido na Terra da Nóbrega, atual concelho de Ponte da Barca.

As equipas do Plano Nacional das Artes e da Biblioteca Escolar do Agrupamento criaram um Quizz e um Roteiro da Viagem no Google Earth WEB, seguindo o itinerário da expedição, ao longo de três anos (1519-1522).

Aproveitando a exploração dos locais de passagem do nosso navegador e da sua armada, o “viajante” é remetido para diversos recursos, nos mais variados suportes, tendo em vista o aprofundamento dos seus conhecimentos, capacidades e atitudes em múltiplos domínios.

De uma forma dinâmica, pretende-se que, através da resolução dos desafios lançados, sejam exercitadas as literacias da leitura, da informação e digital, participando com criatividade na construção autónoma do conhecimento.

QUIZZ:

https://forms.gle/jXpY8Nbr5xL9rb8m9

ROTEIRO da VIAGEM - QRCODES:

https://earth.google.com/web/data=Mj8KPQo7CiExOFNQVmFGdEMydlJmNHlJRTNnTi1CREZuQUxOc1FIU0QSFgoUMDA5NEMxRjJEQzFBMjFERURDNEQ

VÍDEO DE ENQUADRAMENTO:

https://youtu.be/7zWoUSI20bY

 Exposição e Mural

Amanhã, dia 27 de abril, é inaugurada, no bloco C da Escola Secundária de Ponte da Barca, a exposição “Fernão de Magalhães: 500 anos da Partida”.

A mostra, que estará aberta a toda a comunidade, apresenta a vida e a obra do navegador, dedicando um destaque especial ao seu notável legado científico, cultural e civilizacional.

Para assinalar a viagem da Armada das Molucas, será ainda inaugurado um Mural, concebido e realizado pelos alunos do curso científico-humanístico de Artes Visuais.

A Organização

sábado, 24 de abril de 2021

 Fernão de Magalhães: 500 anos da Partida

Na próxima terça-feira, 27 de abril de 2021, assinalam-se os 500 anos da morte de Fernão de Magalhães, em Mactan, Ilhas de São Lázaro, poucos anos depois designadas Filipinas, em homenagem ao príncipe Filipe.

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca celebra a efeméride, tanto mais que este notável vulto da Humanidade é muito provavelmente natural da Terra da Nóbrega. 

A vida de Fernão de Magalhães é uma verdadeira aventura, marcada pelo signo da partida…

Foi a partida, por volta de 1492, ainda menino e moço, da sua terra natal, muito provavelmente a Terra da Nóbrega, para a capital do reino, a Lisboa das Descobertas, dal mil e uma partidas e de muitas chegadas.

Foi a partida, em 1505, para o Oriente, na armada de D. Francisco de Almeida, por lá participando em alguns dos acontecimentos mais relevantes da afirmação lusa naquelas paragens longínquas.

Foi a partida, em 1511, de Malaca em direção às Ilhas das Especiarias, na armada comandada por António de Abreu, integrando o grupo dos primeiros europeus que alcançaram as Molucas do Sul e navegaram, sem o saber, as águas do Mar do Sul, depois chamado Oceano Pacífico.

Foi a partida, em 1513, para Azamor, no Norte de África, onde foi quadrilheiro-mor. E a partida amarga de, injustamente, o acusarem de negócios desonestos. E ainda a partida de ser ferido em combate, ficando a coxear para o resto da vida.

Foi, depois, a negra partida de D. Manuel I. O monarca Venturoso recusou-lhe o aumento da moradia, ou ordenado a que tinha direito como cavaleiro da Casa Real, assim como o comando de uma armada às Molucas pela rota do Oceano Índico, ao serviço de Portugal.

Foi, então, a partida, em 1517, para o outro lado da fronteira, a partida a caminho de Sevilha, o grande centro da preparação das navegações espanholas.

Foi a partida para Valhadolide e para Barcelona, ao encontro de Carlos I, futuro imperador Carlos V, para negociar o apoio ao seu projeto de chegar às Ilhas das Especiarias, agora navegando para Ocidente e contornando o continente americano.

Foi a partida da sua vida! A partida de Sevilha da “Armada das Molucas”, a 10 de agosto de 1519, rio Guadalquivir abaixo, e a partida para o alto mar, em Sanlúcar de Barrameda, a 20 de setembro do mesmo ano.

E foram tantas as partidas e as paragens por esses mares além, “para lá do fim do mundo”. Nas Canárias, na Baía de Santa Luzia (Baía de Guanabara, Rio de Janeiro), no estuário do rio da Prata, na Baía de São Julião (Patagónia, Argentina), no estuário de Santa Cruz, pelas labirínticas, gélidas e assustadoras águas da passagem desejada, a que chamaram Canal de Todos-os-Santos e que para a posteridade ficou como Estreito de Magalhães.

E foi a partida para a heroica travessia do mar que batizaram de Pacífico. Mais de 100 dias sem pisar terra firme, numa luta pela sobrevivência, até que, a 6 de março de 1521, chegaram a Guam.

E foi a partida daquela a que designaram Ilha dos Ladrões. E de Homonhon, já no arquipélago a que deram o nome de São Lázaro e que, pouco tempo depois, passou a Filipinas – em honra do príncipe Filipe. E de Limasawa e de Cebu, grande centro comercial da região.

E foi a partida para a Ilha de Mactan, para impor a sua autoridade ao chefe local, que se recusava a prestar vassalagem ao rei de Cebu, que já se declarara súbdito de Carlos V e se convertera.

Era o dia 27 de abril de 1521. Fernão de Magalhães ignorou os apelos e conselhos e mobilizou um contingente de apenas uns 60 homens contra as forças de Lapu-Lapu, que se calculou serem em número superior a 1500.

Como que num gesto sacrificial, recusou ainda o auxílio das forças aliadas de Humabon e escolheu um local inadequado para o desembarque, perdendo-se, assim, a proteção da retaguarda, com o poder de fogo da armada.

Demasiados erros fatais!

Fernão de Magalhães caiu morto no areal da Ilha de Mactan.
Mesmo na hora suprema, mostrou-se igual a si próprio: determinado, heroico. A última imagem que os companheiros guardaram dele, combatendo ainda na praia, foi a de um líder a olhar para trás, para verificar se os seus homens já estavam a salvo, na retirada nos batéis. Magalhães tombou a bater-se pelos seus…

Foi a última partida que a vida lhe pregou. A partida suprema e definitiva.

Era o dia 27 de abril do ano da graça de 1521.

Era um sábado!

O dia da última partida de Magalhães!

Biblioteca Escolar

quinta-feira, 1 de abril de 2021

A caminho do 5.º centenário da morte do navegador

 Magalhães e o Agrupamento 

são notícia nas redes sociais do PNL 2027

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca foi notícia nas várias redes sociais do Plano Nacional de Leitura 2027 (Facebook, Twitter e Instagram).

A propósito das comemorações dos 500 anos da viagem da “Armada das Molucas”, o PNL 2027 divulgou, no último dia de março, o livro digital de acesso livre “Fernão de Magalhães – Celebrando o V Centenário da Viagem”, da autoria de Luís Arezes, professor bibliotecário no Agrupamento.

Na sua página do Facebook, o PNL 2027 partilhou ainda a gravação da sessão de apresentação da obra, ocorrida a 27 de abril do ano passado, dia em que se completaram 499 sobre a morte do navegador, em Mactan, no então arquipélago de S. Lázaro, hoje Filipinas.


Recorde-se que este grande vulto da Humanidade é oriundo da linhagem dos “Magalhães”, cuja casa-mãe se localizava na freguesia de S. Martinho de Paço Vedro de Magalhães, tendo ele próprio nascido, muito provavelmente, na Terra da Nóbrega.

Biblioteca Escolar

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Celebrando os 500 anos da descoberta                do Estreito de Magalhães

No passado dia 28 de novembro, assinalou-se uma data memorável para Ponte da Barca e para a Humanidade.

Há precisamente 500 anos, Fernão de Magalhães e a sua Armada das Molucas conseguiam concretizar o sonho: a 28 de novembro de 1520, a armada entrou, novamente, no mar aberto, navegando já num outro oceano, “para lá do fim do mundo”. Estava descoberta a passagem do Oceano Atlântico para o outro mar, o então chamado Mar do Sul.

Diz-se que as lágrimas escorreram pelo rosto de Magalhães…

Monumento ao navegador:
Praça Fernão de Magalhães - Ponte da Barca

Depois de sete semanas épicas, a explorar quase 600 quilómetros labirínticos e assustadores, em condições meteorológicas extremas.

Depois de sete semanas aflitivas, desafiando medos e enfrentando o desconhecido, a ponto de uma das naus, a “Santo António”, ter desertado, a 8 de novembro…

Depois de sete semanas de tempestade, surge a bonança e as condições náuticas que encontram são tão favoráveis que ao navegador só ocorre um nome para o novo mar – chama-lhe Oceano Pacífico.

E à passagem acabado de descobrir, dando novos mundos ao mundo, “por mares nunca de antes navegados” (Camões), atribui a designação de Canal de Todos-os-Santos. Depressa, porém, os cartógrafos tratam de lhe dar o nome que ficaria para a posteridade, imortalizando o seu descobridor – é o Estreito de Magalhães. 

Ainda têm grandes desafios para ultrapassar. Como o da travessia, pela primeira vez e à primeira tentativa, da imensidão do Oceano Pacífico, até chegarem às longínquas ilhas a que chamam de São Lázaro e que, uns anos depois, seriam designadas de Filipinas. Mas já está conseguida a primeira grande descoberta da mais extraordinária aventura marítima da história e da ciência, que se tornaria “A Primeira Viagem ao redor do Mundo” (António Pigafetta) em continuidade.

A viagem mais revolucionária, que provaria em navegação a esfericidade da Terra, já afirmada teoricamente por Pitágoras, há dois mil anos.

A viagem que revelaria à Humanidade, de uma forma experimental, a verdadeira dimensão global do planeta que habitamos e que alteraria, para sempre, os limites do conhecimento e redesenharia o “mapa mundi” que ainda hoje usamos.

A viagem que conseguiu unir todos os oceanos e provar pela experiência que estes se alargam por uma maior extensão, circundando os continentes.

A viagem que abriu horizontes para uma notável herança científica, cultural, civilizacional, para um valioso património universal.

Foi há 500 anos! Sob a liderança de Fernão de Magalhães, o mentor e capitão-geral da expedição marítima mais revolucionária da História da Humanidade. Sob a liderança de um herói que tem as suas raízes na antiga Terra da Nóbrega e em São Martinho de Paço Vedro de Magalhães, freguesia-sede da Casa-mãe da linhagem dos Magalhães, cujo sangue lhe corria nas veias.

500 anos de história e de glória, que alimentam esta memória, que hoje recordamos, isto é, oferecemos, de novo, com o coração.

Fernão de Magalhães: um herói à escala global, que uniu povos e abraçou continentes. De Ponte da Barca para o mundo!

Luís Arezes 

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

 “À Descoberta de Novos Mundos” 

celebra 500 anos da epopeia de Fernão de Magalhães

 


“À Descoberta de Novos Mundos” é o título de uma exposição de pintura que hoje foi inaugurada, no átrio do bloco C da Escola Secundária de Ponte da Barca, com a presença do Diretor do Agrupamento, Carlos Louro, do Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, e da Vereadora da Educação, Fernanda Marques, entre outros.

Da autoria do professor José Félix, a exposição pretende assinalar a capacidade de realização, a inovação, a criatividade, a abertura, o encontro de culturas e de civilizações, o sonho, o engenho e a arte do ser humano, nas mais diversas áreas de ação / conhecimento, e acontece a propósito dos 500 anos do início da exploração da passagem labiríntica que viria a ficar conhecida como o Estreito de Magalhães.

A mostra, que pode ser visitada até ao final do mês de outubro, é uma organização conjunta da coordenação do Plano Nacional das Artes no Agrupamento e da Biblioteca Escolar, contando com o apoio da Direção, da Câmara Municipal e da Publivez.

Fernão de Magalhães

D. Afonso Henriques

Isaac Newton

Salvador Dalí

Luís Vaz de Camões

Ludwig van Beethoven

Enquadramento

Há 500 anos, Fernão de Magalhães e a Armada das Molucas entraram numa região labiríntica e assustadora, cheia de estreitos, ilhas e grandes baías interiores. O mentor, organizador e capitão-geral da expedição estava firmemente convencido de que seria por ali a tão desejada passagem do Oceano Atlântico para o outro mar, o então chamado Mar do Sul.

Foi há 500 anos. Foi no dia 21 de outubro de 1520!

Pela frente, acabariam por ter perto de 600 quilómetros para explorar, em condições dificílimas. Eram tais os desafios que uma das naus, a “Santo António”, desertou, a 8 de novembro.

Mas a persistência, o espírito de sacrifício e o sonho indomável de Fernão de Magalhães levaram-no em frente, desafiando os medos do desconhecido, sempre À DESCOBERTA DE NOVOS MUNDOS.

E conseguiu. Conseguiu concretizar um grande sonho: a 28 de novembro de 1520, a armada entrou, novamente, no mar aberto, navegando já num outro oceano, “para lá do fim do mundo”. Diz-se que as lágrimas escorreram pelo rosto de Magalhães… Depois da tempestade, surgia a bonança e as condições náuticas que encontraram eram tão favoráveis que ao navegador só ocorreu um nome para o novo mar – chamou-lhe Oceano Pacífico.

À passagem que tinha acabado de descobrir, dando NOVOS MUNDOS ao mundo, “por mares nunca de antes navegados” (Camões), atribuíram a designação de Canal de Todos-os-Santos. Depressa, porém, os cartógrafos trataram de lhe dar o nome que ficou para a posteridade, imortalizando o seu descobridor – Estreito de Magalhães.

Ainda tinham grandes desafios para ultrapassar. Como o da travessia, pela primeira vez e à primeira tentativa, da imensidão do Oceano Pacífico, até chegarem às longínquas Filipinas. Mas já estava conseguida a primeira grande descoberta da mais extraordinária expedição marítima da história e da ciência, que se tornaria “A Primeira Viagem ao redor do Mundo” (António Pigafetta) em continuidade. A viagem mais revolucionária, que revelaria à Humanidade, de uma forma experimental, a verdadeira dimensão global do planeta que habitamos e que alteraria, para sempre, os limites do conhecimento e redesenharia o “mapa mundi” que ainda hoje usamos.

O arrojo da sua aventura épica traduziu-se, de facto, numa notável herança científica, cultural, civilizacional, num valioso património universal.

500 anos depois, Fernão de Magalhães – que tem as suas raízes em Ponte da Barca, a antiga Terra da Nóbrega – permanece um símbolo unânime de ação, da excelência, do espírito empreendedor, da resiliência, da inovação, da abertura, do encontro de culturas e de civilizações.

Ele é um herói à escala universal, que uniu povos, abraçou o mundo. Um visionário, que soube “ALIMENTAR SONHOS”!

Tal como o são D. Afonso Henriques, Luís de Camões, Isaac Newton, Ludwig van Beethoven, Salvador Dalí, que nesta exposição também são recriados.

Em diferentes épocas e nas mais diversas paragens, todos foram espíritos inquietos, criativos, sonhadores.

Todos viveram À DESCOBERTA DE NOVOS MUNDOS!     

No final da exposição, os trabalhos passarão a integrar o fundo documental da Biblioteca Escolar, desejando-se que inspirem os utilizadores no desafio pessoal da construção autónoma do conhecimento e da aprendizagem ao longo da vida.

Ao professor José Félix, muito obrigado!

Prof. Luís Arezes

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Livro Digital reúne atividades                  de integração curricular


Ao longo do corrente ano letivo, a figura incontornável de Fernão de Magalhães e o V centenário da viagem de circum-navegação estiveram no centro de um conjunto de atividades de integração curricular que mobilizaram várias turmas do 2.º ciclo.

Liderado pela professora Lucília Oliveira, o projeto foi desenvolvido em articulação com Oferta Complementar, Cidadania e Desenvolvimento, Autonomia e Flexibilidade Curricular, Plano Nacional das Artes e Biblioteca Escolar.

Tratou-se de uma trabalho abrangente e mobilizador que, partindo da viagem e da figura do seu mentor e capitão-general, cujas origens radicam em Ponte da Barca, trabalhou a vida, a obra e o legado civilizacional do navegador Fernão de Magalhães, a diversidade cultural e o encontro de culturas, o ambiente e os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que fazem parte da Agenda 2030 da ONU e ainda questões relacionadas com a pandemia e a saúde pública.

O resultado final desta dinâmica de trabalho colaborativo e integrado é este livro digital que, de uma forma interativa, reúne as múltiplas atividades levadas a cabo.

Veja aqui o livro…   

Biblioteca Escolar


terça-feira, 28 de abril de 2020

LIVRO DIGITAL

Para assinalar o aniversário da morte de Fernão de Magalhães, ocorrida no dia 27 de abril de 1521, na Ilha de Mactan (Filipinas), a Biblioteca Escolar publica um contributo para a preservação da memória deste vulto da Humanidade.
Com o documento de acesso livre “Fernão de Magalhães – Celebrando o V Centenário da Viagem”, prestamos uma homenagem a esta figura com origens em Ponte da Barca, que nos deixou um notável legado científico, cultural, civilizacional.
Trata-se de mais um recurso que a Biblioteca Escolar partilha com toda a comunidade, tendo em vista a promoção da história local e da cidadania global.



Boa viagem…, com Fernão de Magalhães!
Biblioteca Escolar