Que marca queremos deixar no
território que é nosso… e das próximas gerações?
Hoje
convido-vos a fazer algo simples… mas poderoso: olhar à vossa volta com
olhos de geógrafo.
Celebrar
o Dia da Geografia é isto mesmo — perceber que o território não é apenas o
lugar onde vivemos. É uma história viva, feita de montanhas, rios, cidades,
pessoas, cultura e escolhas.
Portugal
é um verdadeiro laboratório a céu aberto. Temos um litoral vibrante e
densamente povoado, e um interior mais sereno, marcado por paisagens rurais e
tradições antigas. Temos montanhas imponentes no Norte, vales como o do Douro,
do Tejo ou do Mondego, onde a natureza e a ação humana desenham paisagens
únicas. Tudo isto constrói a nossa identidade.
Mas
o território também sente. Sente os ventos extremos, as cheias que invadem as
margens ribeirinhas, os incêndios que todos os verões ameaçam florestas e
comunidades. Estes fenómenos não acontecem por acaso. Resultam da interação
entre clima, relevo, uso do solo e decisões humanas. E é aqui que entra a
Geografia: não apenas para descrever o que acontece, mas para compreender padrões,
antecipar riscos e planear soluções.
Quando
falamos do Alto Douro Vinhateiro, da Peneda-Gerês, da Laurissilva da Madeira,
dos Açores ou da Paisagem Cultural de Sintra, falamos de património. Mas
falamos também de responsabilidade. Como conciliar turismo, economia e
preservação? Como proteger sem travar o desenvolvimento? A Geografia ajuda-nos
a encontrar esse equilíbrio.
Estudar
Geografia é aprender a ler o mundo. É desenvolver espírito crítico. É perceber
que cada decisão — onde construir, como cultivar, como viajar — tem impacto no
ambiente e nas pessoas.
Por
isso, neste Dia da Geografia, deixo uma pergunta no ar: que marca queremos
deixar no território que é nosso… e das próximas gerações?
Porque
a Geografia não é apenas uma disciplina escolar — é o conhecimento que nos
permite compreender o nosso território e evitar erros que nascem da sua
ignorância.
Grupo de Geografia do AE de Ponte da Barca










