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domingo, 20 de novembro de 2022

Educação Especial celebra centenário de Saramago


No âmbito da celebração do centenário do nascimento de José Saramago, o grupo de Educação Especial, em colaboração com outros professores, realizou vários trabalhos de expressão plástica, tendo por base a obra «A maior flor do mundo». 


A obra do Prémio Nobel da Literatura foi trabalhada com os alunos de uma forma transversal nas várias áreas específicas, apelando aos valores da proteção da Natureza e da educação ambiental presentes na própria obra.

A criação dos trabalhos respeitou uma dinâmica sustentável, sendo desenvolvidos a partir de materiais reciclados/reaproveitados.

Grupo de Educação Especial

quinta-feira, 18 de junho de 2020

Saramago faleceu há 10 anos


“Memorial do Convento”
é uma reescrita subversiva da História oficial
- defende Cândido Martins
“Para uma síntese da leitura de ‘Memorial do Convento’”, de José Saramago, foi o tema genérico de uma conversa em linha que Cândido Martins, professor na Universidade Católica e investigador, manteve com alunos e professores da Escola Secundária de Ponte da Barca.
A sessão foi aberta pelo Diretor do Agrupamento, Prof. Carlos Louro, que, depois de saudar os participantes, apresentou o convidado e realçou a aposta no fomento e consolidação de aprendizagens, através do recurso aos mais diversos contextos.
Num registo sereno, pedagógico e muito assertivo, Cândido Martins começou por assinalar a feliz coincidência de a iniciativa coincidir com o dia em que passa o décimo aniversário da morte de José Saramago (18 de junho).
Num primeiro momento, falou da génese do romance, relevando a vontade do autor de imortalizar os humilhados e ofendidos que foram escravizados ao longo da construção do palácio-convento de Mafra.
Em termos de universo diegético, apresentou a(s) história(s) possíveis, nomeadamente, a epopeia da construção de um edifício (Poder), a utopia da construção de uma passarola (Saber) e o enredo de uma relação amorosa (Amor).
A linguagem e o estilo, com predomínio da liberdade de pontuação e do discurso direto, num contexto de valorização da oralidade / fala, e a riqueza simbólica da escrita, presente, por exemplo, nas construções do palácio-convento e da passarola, nas múltiplas viagens, e no jogo dos nomes, das relações, dos números e das cores, foram outros tópicos explorados na intervenção.
No que à temática dominante diz respeito, Cândido Martins afirmou que o romance apresenta uma visão alternativa do passado, ou seja, uma reescrita subversiva da História “oficial”, com uma crítica frontal ao poder (régio e religioso) e uma valorização do ponto de vista dos explorados.
Daí que, a terminar, o investigador tenha sublinhado tratar-se de um romance-construção de livre inspiração histórica, uma narrativa intemporal e alegórica que se afirma como um memorial dos dominados.  
Encerrou a sessão o Subdiretor do Agrupamento, Prof. Manuel Soares Alves, que felicitou o convidado pela sua magnífica comunicação e reiterou a importância da leitura, mais ainda neste tempo de pandemia e de confinamento, fazendo apelo a outras obras de Saramago.
Recorde-se que esta conversa em linha sobre uma obra que faz parte dos conteúdos programáticos de Português no 12.º ano aconteceu no âmbito da parceria que o Agrupamento mantém com as edições Opera Omnia e contou com a organização da Biblioteca Escolar e do Grupo de Português.
A Organização

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Saramago ganha vida


A apresentação pública de uma peça escultórica de José Saramago, da autoria do professor José Félix, motivou uma sessão sobre o Prémio Nobel da Literatura, em que participaram a Direção do Agrupamento, professores e os alunos do 12.º ano da Escola Secundária.

Os participantes aplaudiram a escultura, tendo o Diretor, Carlos Louro, felicitado o autor da peça, uma obra singular que, segundo afirmou, constitui uma interessantíssima representação de Saramago e um desafio a um estudo mais atento do “Memorial do Convento”, por parte dos alunos do 12.º ano.
Na mesma linha se pronunciou o professor José Félix, que alargou o apelo a todos os alunos, porque – sublinhou – a Arte é um desafio para todos e é neste contexto que considero importante deixarmos, na Biblioteca Escolar, este marco de um artista das letras.

Considerando que os alunos do 12.º ano estão a iniciar o estudo do “Memorial do Convento”, a sessão incluiu um momento de tertúlia sobre esta obra.
Depois da visualização do documentário da RTP da série “Grandes Livros”, a professora Frederica Cascão falou da relevância que a arte musical assume na obra, com destaque para Scarlatti e para o poder mágico da música do seu cravo.
Por sua vez, o professor Soares Alves partilhou a sua experiência de leitor do romance, sugerindo algumas pistas de abordagem e destacando a importância do tema da justiça, ao longo da narrativa.
Aliás, o Subdiretor do Agrupamento convidou mesmo os alunos a fazerem uma leitura do “Memorial do Convento” à luz da atualidade ou vice-versa, dedicando especial atenção às arbitrariedades e às injustiças.
Promovida pela Biblioteca Escolar no âmbito da Semana das Artes, esta sessão pretendeu ser um contributo para a divulgação do único Prémio Nobel da Literatura Portuguesa e, ao mesmo tempo, despertar, entre os alunos do 12.º ano, um maior interesse pelo estudo do “Memorial do Convento”, um romance polifónico, que remete para inúmeras intertextualidades.
Prof. Luís Arezes