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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Um encontro entre a escola, cultura, famílias e comunidade

No último dia de junho, realizou-se, ao fim da tarde, a atividade "À descoberta do Centro Histórico de Ponte da Barca".

Esta iniciativa reuniu alunos, encarregados de educação e profissionais do Agrupamento de Escolas, tendo-se proporcionado um agradável momento de convívio, partilha e descoberta do património histórico e cultural do concelho de Ponte da Barca.

Ao longo do percurso, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer melhor alguns dos locais mais emblemáticos da sede do concelho, num ambiente descontraído e enriquecedor.

A atividade revelou-se uma experiência muito positiva, que permitiu aproximar famílias da comunidade local. Para além da vertente cultural, este encontro constituiu um importante momento de fortalecimento das relações entre a escola, as famílias e a comunidade, e reforçou a importância da participação ativa dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos.

Fica o desejo de que esta tenha sido apenas a primeira de muitas iniciativas que continuem a fortalecer os laços entre a escola, as famílias e a comunidade, construindo, em conjunto, um Agrupamento cada vez mais participativo, inclusivo e intercultural.

Francisca Fernandes, Mediadora Linguística e Cultural

segunda-feira, 4 de maio de 2026

ASSOCIAÇÃO DE ESTUDANTES

Terceira edição do jornal “100 Fronteiras”

Prometemos e estamos a cumprir! No início, em dezembro, prometemos que voltaríamos ao vosso convívio, de dois em dois meses, e aqui estamos, com a terceira edição do jornal…

Neste número, divulgamos as mais recentes atividades da Associação de Estudantes, as “Opiniões de Segunda” publicadas em março e abril e ainda um texto sobre a interculturalidade, da autoria do 8.º D.

Com mais este “100 Fronteiras”, continuamos a alimentar um projeto que tem em vista a oferta de canais de comunicação, partilha, participação ativa dentro da nossa Escola.

Contamos contigo – com as tuas sugestões, críticas, textos, fotografias, criatividade. Juntos, podemos construir uma Escola ainda mais viva, mais consciente, mais responsável, mais nossa.

Boa leitura, aqui… e até à próxima edição, lá para o final das atividades letivas!

O Núcleo da Rádio e do Jornal da Associação de Estudantes

terça-feira, 14 de abril de 2026

50 anos da Constituição 

da República Portuguesa

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca está a assinalar a passagem dos 50 anos da Constituição da República Portuguesa com uma exposição aberta ao público, até ao dia 25 de abril, no átrio do bloco C da Escola Secundária.

A exposição apresenta 16 cartazes – editados pela Associação para a Promoção Cultural da Criança, com ilustrações de outros tantos artistas –, que realçam alguns dos direitos fundamentais consagrados na Lei Fundamental do nosso país, que entrou em vigor há quase 50 anos, mais precisamente a 25 de abril de 1976.

A mostra recorda ainda todo o processo das eleições para a Assembleia Constituinte, divulgando os resultados a nível nacional e no Círculo Eleitoral de Viana do Castelo: três mandatos para o PPD (Abel Augusto Carneiro, António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro e António Roleira Marinho); dois para o PS (Alberto Marques de Oliveira e Silva e Manuel Alfredo Tito de Morais, que chegou a ser substituído por Manuel Amadeu Pinto de Araújo Pimenta); e um para o CDS (António Pereira de Castro Norton de Matos).


Lembra ainda que a missão dos 250 deputados sufragados, no dia 25 de abril de 1975, nas primeiras eleições livres com sufrágio universal após a Revolução dos Cravos, era, precisamente, redigir uma nova Constituição para substituir a do regime do Estado Novo.

Esta tarefa foi dada como terminada a 02 de abril de 1976 – já lá vão 50 anos –, com a aprovação da Lei Fundamental, que consagra uma democracia parlamentar de tipo ocidental e, entre outros aspetos, define os direitos, liberdades e deveres dos cidadãos.

No período de funcionamento das atividades letivas, a exposição pode ser visitada pelas Comunidades Escolar e Educativa e pelo público em geral, num exercício de maturidade cívica e de cidadania proativa.

Biblioteca Escolar

segunda-feira, 9 de março de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

Na edição desta semana, Juliano Krüger sublinha a importância de uma vida com intensidade e propósito. Em vez de irmos vegetando no tempo, “presos a rotinas estéreis, receios infundados e convenções sociais que sufocam”.

Para ler e pensar!

terça-feira, 3 de março de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

A indiferença mata.

Por isso, há que combater esta postura inaceitável de, face a “situações de injustiça, exclusão ou bullying”, virar costas e dizer que “não é um problema meu”.

Este “Opiniões de Segunda” da Maria Sousa dá que pensar…

segunda-feira, 2 de março de 2026

Nova edição do jornal 

100 Fronteiras

Na 2.ª edição do jornal 100 Fronteiras, divulgamos as atividades da Associação de Estudantes e ainda as “Opiniões de Segunda” que, semanalmente, foram publicadas em janeiro e fevereiro.

2.ª edição do jornal 100 Fronteiras

Com mais este número do jornal, o Núcleo da Rádio e do Jornal da Associação de Estudantes, continua, com o apoio editorial da BE, a alimentar um projeto que tem em vista a oferta de canais de comunicação, partilha, participação ativa dentro da nossa Escola.

Contamos contigo – com as tuas sugestões, críticas, textos, fotografias, criatividade. Juntos, podemos construir uma Escola ainda mais viva, mais consciente, mais responsável, mais nossa.

Boa leitura, aqui... e até à próxima edição!

O Núcleo da Rádio e do Jornal da Associação de Estudantes

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Dia da Geografia

Que marca queremos deixar no território que é nosso… e das próximas gerações?

Hoje convido-vos a fazer algo simples… mas poderoso: olhar à vossa volta com olhos de geógrafo.

Celebrar o Dia da Geografia é isto mesmo — perceber que o território não é apenas o lugar onde vivemos. É uma história viva, feita de montanhas, rios, cidades, pessoas, cultura e escolhas.

Portugal é um verdadeiro laboratório a céu aberto. Temos um litoral vibrante e densamente povoado, e um interior mais sereno, marcado por paisagens rurais e tradições antigas. Temos montanhas imponentes no Norte, vales como o do Douro, do Tejo ou do Mondego, onde a natureza e a ação humana desenham paisagens únicas. Tudo isto constrói a nossa identidade.

Mas o território também sente. Sente os ventos extremos, as cheias que invadem as margens ribeirinhas, os incêndios que todos os verões ameaçam florestas e comunidades. Estes fenómenos não acontecem por acaso. Resultam da interação entre clima, relevo, uso do solo e decisões humanas. E é aqui que entra a Geografia: não apenas para descrever o que acontece, mas para compreender padrões, antecipar riscos e planear soluções.

Quando falamos do Alto Douro Vinhateiro, da Peneda-Gerês, da Laurissilva da Madeira, dos Açores ou da Paisagem Cultural de Sintra, falamos de património. Mas falamos também de responsabilidade. Como conciliar turismo, economia e preservação? Como proteger sem travar o desenvolvimento? A Geografia ajuda-nos a encontrar esse equilíbrio.

Estudar Geografia é aprender a ler o mundo. É desenvolver espírito crítico. É perceber que cada decisão — onde construir, como cultivar, como viajar — tem impacto no ambiente e nas pessoas.

Por isso, neste Dia da Geografia, deixo uma pergunta no ar: que marca queremos deixar no território que é nosso… e das próximas gerações?

Porque a Geografia não é apenas uma disciplina escolar — é o conhecimento que nos permite compreender o nosso território e evitar erros que nascem da sua ignorância.

Grupo de Geografia do AE de Ponte da Barca

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

No “Opiniões de Segunda” desta semana, Miguel Silva reflete sobre a rotina e a imprevisibilidade, no dia a dia.

Na sua perspetiva, “cabe a cada um de nós decidir aquilo que é o melhor para o seu bem-estar".

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

Nesta semana, Inês Costa, do 11.º ano, coloca uma questão muito direta: Sim ou não ao namoro na adolescência?

É para ler e pensar!

Escola e Internet Mais Segura

No âmbito do Dia da Internet Mais Segura, que este ano se celebra amanhã, a equipa da Escola Segura propõe-se dinamizar um conjunto de sessões sobre o uso seguro e responsável da internet.

As sessões, que resultam de um trabalho articulado entre o Grupo 550 Informática, a Biblioteca Escolar, o Departamento do 1º Ciclo e a Escola Segura, acontecem de acordo com o seguinte calendário: 

Escola Básica Diogo Bernardes

Dia

Hora

Local

Turmas | Professora Titular

10 de fevereiro (terça)

09.10 H

Auditório

da Escola

 

4.º A – Professora Emília Pinto

4.º B – Professora Flávia Mota

4.º C – Professora Anabela Canossa

Escolas Básicas de Crasto e de Entre Ambos-os-Rios

Dia

Hora

Escola

Turmas | Professora Titular

12 de fev. (quinta)

09.10 H

Escola Básica de Crasto

3.º ano – Professora Arminda Alves

4.º ano – Professora Fátima Gomes

11.00 H

Escola Básica de Entre Ambos-os-Rios

3.º ano – Professora  Diana Soares

4.º ano – Professora Elisabete Encarnação

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

Temas como o respeito e a cordialidade entre pessoas nunca foram tão importantes como nos dias de hoje.

Ouvir, analisar e estimar a opinião do outro é, segundo Eva Lopes, o caminho a seguir para o alcance de um ambiente escolar mais dinâmico, produtivo e feliz.

Um tema a refletir... e mudar!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

PROMOÇÃO DO LIVRO E DA LEITURA

Pau de Chuva espalha magia 

entre os mais novos

As crianças da Educação Pré-escolar (EPE) e do 1.º Ciclo do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca vibraram com a magia da apresentação do livro Pau de Chuva, da autoria de Maria do Céu Sousa, Manuela Fernandes e Catarina Palhares.

Ao longo de duas manhãs, as autoras visitaram a Escola Básica Diogo Bernardes, em Ponte da Barca, e ainda as EB de Crasto e de Entre Ambos-os-Rios, proporcionando aos mais novos – e também a vários encarregados de educação – um momento mágico, que fez apelo ao movimento, à fantasia, à criatividade.

Num registo dinâmico e interativo, em cada uma das sessões houve a leitura encenada da estória, música, movimento e yoga, tendo os participantes sido envolvidos por um ambiente de encanto, num equilíbrio perfeito do corpo e das emoções.

A atenção e o compromisso dos miúdos tornaram-se ainda mais fortes com a surpresa da participação de alguns colegas, nomeadamente, a Joana Amorim, o Salvador Ferreira e a Maria Elisa Sendão, que cantaram, tocaram instrumentos musicais e colaboraram na narração, que foi conduzida por Sandrine Anjos.

Esta iniciativa da Biblioteca Escolar, em articulação com os Departamentos da EPE e do 1.º Ciclo, é mais um contributo na afirmação de uma cultura organizacional amiga do livro e da leitura, promovendo a imaginação, a criatividade, a autonomia e o espírito crítico dos mais novos e não só.

Biblioteca Escolar

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

OPINIÕES DE SEGUNDA

Com o apoio da Biblioteca Escolar, a Associação de Estudantes da Escola Secundária de Ponte da Barca continua a dar vida ao “Opiniões de Segunda”. 

Na edição desta semana, Rita Costa reflete sobre o desafio da defesa dos direitos humanos e da igualdade de género. Nas suas palavras, não estamos perante uma opção, mas diante de uma responsabilidade, que é de todos…

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Jornal 100 Fronteiras

A Associação de Estudantes da Escola Secundária de Ponte da Barca acaba de publicar a 1.ª edição do jornal digital 100 Fronteiras.

Trata-se de um projeto que “nasce da vontade coletiva de abrir novos espaços de comunicação, partilha, participação ativa.”

Com este exercício da cidadania, “aberto à participação de todos, sem fronteiras”, propõem-se contribuir para a construção de “uma Escola ainda mais viva, mais consciente, mais responsável, mais nossa.”

O 100 Fronteiras tem uma periodicidade bimestral e o apoio editorial da Biblioteca Escolar.

Veja aqui o jornal!

Biblioteca Escolar

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

NATAL SOLIDÁRIO

Agrupamento de Escolas oferece 

30 cabazes de Natal

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca celebrou o espírito natalício com a oferta de 30 cabazes a famílias de alunos que vivem momentos de maior dificuldade.

Com esta iniciativa que mobilizou a comunidade educativa, exercitou-se a cidadania ativa, num gesto de partilha solidária que procurou estreitar laços de proximidade e de entreajuda, e aprofundar os valores humanistas a que a quadra festiva do Natal faz apelo.

A concretização desta campanha traduziu-se num trabalho conjunto das quatro escolas do Agrupamento, mobilizando os Departamentos da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo, os Diretores de Turma do 2.º Ciclo, a Associação de Estudantes da Escola Secundária, o Grupo Disciplinar de Educação Moral e Religiosa Católica e a Biblioteca Escolar.

Em articulação com as famílias dos alunos do Agrupamento, foi possível angariar perto de uma tonelada de géneros alimentares que, distribuídos por 30 cabazes, ajudaram outras tantas famílias a ter um Natal com um pouco mais de aconchego e de calor humano. 

A Organização

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

FELIZ 2026!

Glória a Deus e Paz na terra,

Cantavam os anjos no céu

Quando o Menino nasceu…

Eis a Boa-nova: com o Natal, chegou o Príncipe da Paz!

E de Paz muito se tem falado, mais ainda por estes dias, marcados pela guerra, sempre bárbara e cruel.

Amanhã, primeiro dia do Ano Novo, celebra-se mais um Dia Mundial da Paz. É assim que acontece desde 1968.

À época, a guerra no Vietname dominava as preocupações dos homens de boa vontade.

58 anos depois, a Humanidade parece não ter aprendido nada ou quase nada. À entrada de 2026, estamos longe de uma terra “liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz”, como nessa altura desejou o Papa Paulo VI, na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz.

À entrada de 2026, ninguém fica indiferente, sobretudo às vítimas mais frágeis e indefesas da guerra, as crianças da Ucrânia, da Faixa de Gaza, do Sudão e de tantas outras geografias, onde a força das armas persiste em destruir a Paz.

São vítimas inocentes do século XXI, que nos lembram os Santos Inocentes de há dois mil anos, que a liturgia católica celebrou no dia 28 de dezembro.

Foram as primeiras vítimas do nascimento do Príncipe da Paz. O sanguinário rei Herodes, temendo vir a perder o seu poder, não hesitou em eliminar Jesus e para isso mandou matar todas as crianças de Belém e de todo o seu território, com menos de dois anos, conforme narra o evangelista Mateus.

Vinte séculos passados, a loucura da tirania continua a fazer vítimas entre as crianças e a tornar presente esta “História Antiga”, poeticamente celebrada por Miguel Torga:

“Era uma vez, lá na Judeia, um rei.

Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto

E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava, e via

Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.

 

E, na verdade, assim acontecia.

Porque um dia,

O malvado,

Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,

Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da Nação.

 

Mas,

Por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho pela areia fora,

Fugiu

Daquelas mãos de sangue um pequenito

Que o vivo sol da vida acarinhou;

E bastou

Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria;

Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças,

Só porque ele não gostava de crianças.”

 

Feliz Ano Novo!

Que 2026 seja um ano cheio de Luz e de Paz!

Professor Luís Arezes

terça-feira, 7 de outubro de 2025

115 anos da República

Encontra-se patente ao público, até ao próximo dia 17 de outubro, no átrio do bloco C da Escola Secundária, a exposição “115 anos da República”.

A mostra – que é constituída por dois painéis – pretende assinalar mais um aniversário da Implantação da República, chamando a atenção da comunidade escolar para a forma como o novo regime foi acolhido em Ponte da Barca e ainda para dois dos seus principais símbolos: a bandeira e o hino nacionais.

“A República em Ponte da Barca” é um painel da responsabilidade da Biblioteca Escolar, que ilustra, a partir de “O Povo da Barca” e das atas camarárias, a lentidão da chegada das notícias a Ponte da Barca e a adesão do Município ao novo regime, assim como algumas das medidas que foram tomadas, localmente, ao longo de 1910-1911.

Por sua vez, “Da Monarquia à República” é um quadro que traça a história da bandeira nacional, com nove figurações durante a Monarquia, e explicita o significado/ simbologia da bandeira republicana, para além de apresentar o hino nacional.

Trata-se de um trabalho desenvolvido em Área de Projeto, por ocasião do centenário da Implantação da República, pelos alunos Ana Patrícia Dias, Rui Cunha e João Maurício Fernandes, sob a orientação da professora Maria José Gonçalves.

Biblioteca Escolar

quinta-feira, 25 de setembro de 2025

CIDADANIA AMBIENTAL E SOLIDARIEDADE

700 quilos de “Papel por Alimentos"

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca angariou, nos últimos meses, perto de 700 quilos de resíduos de papel para reciclagem, nomeadamente, livros escolares já fora de uso, jornais, papel e cartão.

Os materiais acabam de ser entregues ao Banco Alimentar Contra a Fome de Viana do Castelo, tendo o transporte sido garantido pelo Rotary Club de Ponte da Barca, no âmbito da parceria que, há vários anos, existe entre as duas instituições.


Trata-se de mais uma ação educativa que mobilizou a comunidade escolar em termos de exercício da cidadania ambiental e da solidariedade. Com efeito, as centenas de quilos de material reciclável foram entregues nos termos da campanha "Papel por Alimentos", um projeto da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, em que o valor obtido pela venda do papel a operadores certificados é convertido em produtos alimentares para distribuir localmente.

Com esta atividade, deu-se ainda um contributo muito significativo para a consecução de cinco dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas: erradicação da pobreza (1), fome zero e agricultura sustentável (2), cidades e comunidades sustentáveis (11), produção e consumo responsáveis (12) e parcerias e meios de implementação dos objetivos (17).

Para além de se ter valorizado a importância do papel de cada pessoa na sociedade e no mundo e a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor, o trabalho de parceria desenvolvido entre o Agrupamento de Escolas e o Rotary Club mostra bem a força inspiradora do lema rotário para o corrente ano: "Unidos para Fazer o Bem". 

Biblioteca Escolar

terça-feira, 10 de junho de 2025

V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CAMÕES

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Erros meus, má fortuna, amor ardente

Em minha perdição se conjuraram;

Os erros e a fortuna sobejaram,

Que para mim bastava amor somente.

 

Tudo passei; mas tenho tão presente

A grande dor das cousas, que passaram,

Que as magoadas iras me ensinaram

A não querer já nunca ser contente.

 

Errei todo o discurso de meus anos;

Dei causa [a] que a Fortuna castigasse

As minhas mal fundadas esperanças.

 

De amor não vi senão breves enganos.

Oh! quem tanto pudesse, que fartasse

Este meu duro Génio de vinganças!

Luís Vaz de Camões, Lírica Completa II, prefácio e notas de Maria de Lurdes Saraiva, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1980, p. 164.

 

Num registo autobiográfico, o sujeito poético faz o balanço do seu percurso de vida, assinalando as causas da sua perdição: os erros que cometeu, o destino infeliz, que o perseguiu, e o amor intenso, que o desgraçou.

Segundo confessa, “Errei todo o discurso de meus anos”, assim justificando que a “Fortuna” tenha sido tão pouco generosa consigo. Mas, para que não restem dúvidas, garante que bastaria o amor, por si só, para a sua perdição. Uma perdição tão atroz e irremediável, que o impede de ter qualquer tipo de esperança, no presente…: “A não querer já nunca ser contente”.

Cópia de Luís de Resende do retrato de Camões
pintado por Fernão Gomes, ainda em vida do Poeta.
O original perdeu-se.

Numa primeira leitura, apetece afirmar que estamos perante o tópico clássico do amor como origem da desventura pessoal. Acontece que este testemunho intenso sobre o amor, de que o sujeito poético só viu “breves enganos”, convoca-nos para uma abordagem mais alargada. E aqui encontramos uma dimensão nova, profundamente pessoal e sofrida.

De facto, “o conjunto de poemas de Camões que abordam o tema da morte física ou psicológica do amor é demasiado vasto para que os possamos considerar meros exercícios de estilo, imitação convencional de modelos consagrados ou encomendas de outrem. Petrarca e os poemas petrarquistas – continua Isabel Rio Novo – influenciaram-no, seguramente; todavia, enquanto a poesia do italiano transmite uma impressão de serenidade, a de Camões está perpassada de agitações, impulsos, impaciências, contradições, que não advêm do sentimento do amor em si, mas antes das circunstâncias que o rodeiam: desigualdades sociais, afastamento, ausência, saudade, ciúme, remorso”.

Quer dizer, neste soneto sobejamente conhecido parece estar todo o drama emocional, existencial do Poeta, resultante do amor impossível – porque desigual… – que o perseguiu ao longo da vida e que esteve na origem de mil e uma desventuras, desde a prisão ao desterro.

Este tom fortemente disfórico, de profundo extremismo no balanço da existência, remete-nos para um outro soneto, igualmente sombrio, em que fala do início da sua vida:

(…) O dia em que nasci moura e pereça, (…)

(…) Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!


Túmulo de Luís Vaz de Camões, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, da autoria de António Augusto da Costa Motta (1862-1930), conhecido como Costa Motta (Tio). Fotografia de Carlos Luis M. C. da Cruz.

Camões partiria no dia 10 de junho de 1580, já lá vão 445 anos. Morreu amargurado pela doença e pela miséria.

Morreu…, mas deixou-nos uma obra notável que vale uma literatura e que o afirmou como o símbolo maior da identidade nacional e da união do mundo da lusofonia.

É no dia da sua partida que celebramos quem somos. É a 10 de junho que comemoramos o Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

Um bom dia para celebrar Camões, na voz de Amália Rodrigues! “Erros meus”, um tema do álbum “Fado Português”…

Fonte: Isabel Rio Novo, Fortuna, Caso, Tempo e Sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões, Lisboa, Contraponto, 2024, pp. 133 e 586-587.

A Organização