quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

FELIZ 2026!

Glória a Deus e Paz na terra,

Cantavam os anjos no céu

Quando o Menino nasceu…

Eis a Boa-nova: com o Natal, chegou o Príncipe da Paz!

E de Paz muito se tem falado, mais ainda por estes dias, marcados pela guerra, sempre bárbara e cruel.

Amanhã, primeiro dia do Ano Novo, celebra-se mais um Dia Mundial da Paz. É assim que acontece desde 1968.

À época, a guerra no Vietname dominava as preocupações dos homens de boa vontade.

58 anos depois, a Humanidade parece não ter aprendido nada ou quase nada. À entrada de 2026, estamos longe de uma terra “liberta dos seus tristes e fatais conflitos bélicos, que quer dar à história do mundo um devir mais feliz”, como nessa altura desejou o Papa Paulo VI, na sua primeira mensagem para o Dia Mundial da Paz.

À entrada de 2026, ninguém fica indiferente, sobretudo às vítimas mais frágeis e indefesas da guerra, as crianças da Ucrânia, da Faixa de Gaza, do Sudão e de tantas outras geografias, onde a força das armas persiste em destruir a Paz.

São vítimas inocentes do século XXI, que nos lembram os Santos Inocentes de há dois mil anos, que a liturgia católica celebrou no dia 28 de dezembro.

Foram as primeiras vítimas do nascimento do Príncipe da Paz. O sanguinário rei Herodes, temendo vir a perder o seu poder, não hesitou em eliminar Jesus e para isso mandou matar todas as crianças de Belém e de todo o seu território, com menos de dois anos, conforme narra o evangelista Mateus.

Vinte séculos passados, a loucura da tirania continua a fazer vítimas entre as crianças e a tornar presente esta “História Antiga”, poeticamente celebrada por Miguel Torga:

“Era uma vez, lá na Judeia, um rei.

Feio bicho, de resto:

Uma cara de burro sem cabresto

E duas grandes tranças.

A gente olhava, reparava, e via

Que naquela figura não havia

Olhos de quem gosta de crianças.

 

E, na verdade, assim acontecia.

Porque um dia,

O malvado,

Só por ter o poder de quem é rei

Por não ter coração,

Sem mais nem menos,

Mandou matar quantos eram pequenos

Nas cidades e aldeias da Nação.

 

Mas,

Por acaso ou milagre, aconteceu

Que, num burrinho pela areia fora,

Fugiu

Daquelas mãos de sangue um pequenito

Que o vivo sol da vida acarinhou;

E bastou

Esse palmo de sonho

Para encher este mundo de alegria;

Para crescer, ser Deus;

E meter no inferno o tal das tranças,

Só porque ele não gostava de crianças.”

 

Feliz Ano Novo!

Que 2026 seja um ano cheio de Luz e de Paz!

Professor Luís Arezes

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