terça-feira, 2 de outubro de 2018


Raquel Ramos na apresentação do Diário de Ana Joana:
A leitura é um prazer que é preciso treinar


A iniciação à leitura exige esforço, tal como o exige aprender a andar de bicicleta ou a nadar, mas, uma vez apanhado o gosto, trata-se de uma experiência que nos proporciona uma enorme satisfação e um enriquecimento sem limites.
A mensagem foi deixada por Raquel Ramos a um grupo de alunos do 3.º ciclo da Escola Secundária de Ponte da Barca que participaram na sessão de lançamento da sua mais recente obra, “Diário de Ana Joana – 13 anos e 30 moinhos de vento”.

Num ambiente informal, mas de grande envolvimento dos participantes, a sessão ficou assinalada pelo contributo assertivo e mobilizador de um grupo de alunos do 9.º ano.
A Maria Miguel de Gusmão começou por apresentar a autora, seguindo-se um momento muito interessante em que a Maria João Cerqueira, a Luana Silva, a Rita Ribeiro e a Silvana Silva partilharam com o público a sua experiência da leitura do livro.
Dos diferentes testemunhos resultou a certeza de que uma obra pode proporcionar diferentes viagens interiores e múltiplas reflexões, consoante a sensibilidade de cada leitor, mas todas foram unânimes em sublinhar a forte personalidade e o carácter determinado de Ana Joana, a protagonista do diário.
Esta ideia foi aprofundada no período de perguntas e respostas. Confrontada com um conjunto de questões colocadas pelos alunos, Raquel Ramos explorou o lema de vida de Ana Joana – “Eu consigo!” – para sublinhar quanto é importante acreditarmos nas nossas capacidades e perseguirmos os nossos sonhos.
A autora falou ainda dos livros que marcaram a sua vida e da importância da leitura, porque um bom leitor é sempre alguém que está em vantagem, na medida em que vê mais longe.
Para além de alunos, professores, encarregados de educação e outros membros da comunidade educativa, a sessão contou ainda com a presença de um representante da editora Coolbooks (marca da Porto Editora), da Vereadora da Educação e Cultura e do Diretor do Agrupamento.
Nas suas intervenções, todos felicitaram a iniciativa e sublinharam também a importância da leitura, enquanto ferramenta que nos ajuda a crescer como pessoas e como cidadãos.
A encerrar, Raquel Ramos presenteou os seus leitores com uma sessão de autógrafos.
Biblioteca Escolar

segunda-feira, 1 de outubro de 2018


Ser Português é…

Numa das primeiras aulas de Português do presente ano letivo, dedicada a uma oficina de escrita, os alunos das turmas A e B, do 12.º ano, foram desafiados a exprimir a sua opinião sobre Portugal e os portugueses.
Denunciando uma acentuada capacidade crítica ou até um notável sentido de humor dos seus autores, eis alguns trabalhos que evidenciam as qualidades, mas também os defeitos que caraterizam o povo lusitano.
Professora Laura Rodrigues

     Ser português é carregar em si uma nação repleta de história e conhecimento, é ter nas veias o sangue e a coragem dos mais audazes, é tradição e admiração.
     Ser português é orgulhar-se da sua história e das suas origens, é sofrer com as derrotas e vibrar com as conquistas. É apoiar o nosso povo em qualquer lado e em qualquer circunstância.
     Um bom português aprecia um bom copo de vinho e um prato cheio de comida. Aprecia desde as tripas ao bacalhau, do verde ao maduro. Dança o folclore ao toque de uma concertina e canta o fado ao som de uma guitarra. Um bom português sabe sofrer e continua a lutar. Encontra paz, ao som do rebentar das ondas do mar que outrora tanta dor o fez passar.
     Português é aquele que sai levando consigo o seu país e contando em um dia regressar. É aquele que acolhe os povos que nos visitam como se fossem da família. Ser português é ajudar.
     Mas ser português é muito mais que isto, é união e amizade, é muita comida e bebida, é futebol, é música, ser português é tanta coisa. Mas acima de tudo e de qualquer outra coisa, ser português é orgulhar-se deste pequeno e belo país à beira mar plantado.
Maria Armanda Cerqueira, 12.º A
Mariana Leitão, 12.º A

No ano de 1179, por meio da Bula “Manifestis Probatum”, documento redigido pela Sede Papal do Vaticano, o equivalente à atual Organização Mundial de Saúde, foi finalmente reconhecido pela comunidade internacional o transtorno psico-fisiológico-social que hoje em dia afeta mais de onze milhões de pessoas: “ser português”.
A epidemia foi contraída pelo paciente zero, D. Afonso Henriques, que se autodiagnosticara em 1143, e alastrou-se ao longo de quase um milénio, chegando mesmo a atravessar continentes.
Sintomas de que poderá “ser português”: o doente revela uma tendência sistemática para não cumprir horários, usando expressões como “lá para as onze e pico…” ou “às duas e tal…”; o paciente demonstra um total desrespeito para com o sistema de tributação fiscal vigente, através de atitudes como fuga aos impostos e não passar fatura; o típico português é impelido a comer arroz em toda e qualquer refeição (inclusive sobremesas), ignorando a importância de outros hidratos; o infetado começa a demonstrar memória curta, elegendo líderes demagogos e irresponsáveis, cujas ações visam a satisfação do povo, a curto-prazo, sem salvaguardar o futuro; a infeção do vírus lusitano resulta ainda no perpétuo descontentamento para com a pátria, mas paradoxal amor à nação, olhando os tempos idos com nostalgia e saudade.
Ainda não existe cura definitiva, mas o tratamento mais recomendado pela Comunidade Europeia é emigrar para a França. Um dos efeitos secundários deste procedimento é a “azeitice”, que consiste na utilização constante de terços, fieiras de ouro e camisolas da Seleção Portuguesa de Futebol.
Isto é ser português
João Sousa, 12.º A
Sara Arezes, 12.º A

Enquanto jovens cidadãs de um país tão diminuto, mas com tanto para oferecer, torna-se imperativo valorizar e, consequentemente, dar a conhecer aquilo que Portugal tem de melhor. Porque, afinal de contas, ser português é ter coragem, ambição, dedicação, espírito de aventura, amor à pátria, amor ao mundo.
Desde os tempos remotos que os portugueses se têm afirmado como seres inigualáveis, desde sempre que alcançam inúmeros e grandiosos feitos. Como prova disso, não podemos ficar indiferentes à época que se revelou como o auge do povo lusitano, os Descobrimentos, momento no qual se deram novos mundos ao mundo, no qual se enfrentaram todos e quaisquer obstáculos, o que permitiu um enriquecimento tanto a nível pessoal, para os nossos marinheiros, como económico e cultural para o país. Relembrar o passado é relembrar não só o auge como também os momentos mais difíceis e daí destacar a bravura, a união e a luta pela liberdade, pelos direitos de Portugal, pondo sempre em prática o lema “O povo unido jamais será vencido”.
E que bom é ser português neste tempo presente. E porquê? Porque continuamos a desempenhar um papel crucial. Somos os melhores nos mais variados domínios. Joana Vasconcelos na arte plástica, Cristiano Ronaldo no futebol, António Guterres e Marcelo na política, Salvador Sobral na música, por aí adiante…
Enfim, desde sempre e para sempre que é um orgulho pertencer a esta nação, porque ser português é honrar o passado, trabalhar e viver o presente e procurar melhorar o futuro!
Inês Costa, 12.º B
Joana Ferreira, 12.º B

Ser português é um fardo, é carregar uma grandiosa história aos ombros, é ter a correr nas veias o sangue de um lutador.
Portugal fora outrora dos maiores países do mundo, um país com um povo ambicioso, que levou a nação a novas conquistas e à evolução. Ser descendente destes bravos homens desperta em cada um de nós uma necessidade constante de corresponder às expectativas passadas, desperta uma vontade de ser mais, de ajudar o mundo a evoluir em nome de Portugal.
A aventura que nos vai no sangue leva-nos a partir para o desconhecido sempre que o desejo de alcançar novos horizontes fala mais alto. Somos um povo capaz e talentoso, com grandes nomes em diversas áreas, desde o Ronaldo, no futebol, até Pessoa e Saramago, na literatura.
Somos uma nação rica em cultura, “nunca lhes faltando amabilidade e vontade de ajudar o próximo”, dizem os estrangeiros. Detemos a chama da revolução. Somos uns patriotas desmedidos, de alma grande e mão ao peito.
Ser português é procrastinar, é comer bem e preservar as tradições. Ser português é ser campeão europeu. Ser português é ser um campeão no mundo.
                                                           Carolina Fernandes, 12.º B
Cristiana Tenente, 12.º B

sábado, 29 de setembro de 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018


Apresentação do Diário de Ana Joana
– 13 anos e 30 moinhos de vento, de Raquel Ramos


Realiza-se na próxima segunda-feira, às 16 horas, no auditório da Escola Secundária de Ponte da Barca, a apresentação do livro selecionado para o concurso de leitura – 3.º ciclo: Diário de Ana Joana – 13 anos e 30 moinhos de vento, de Raquel Ramos.
A autora estará presente e disponível para responder a questões dos leitores e para participar numa sessão de autógrafos.
A participação na sessão – que contará com intervenções / depoimentos de alunos do 3.º ciclo – está aberta à comunidade educativa.
Biblioteca Escolar

segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Ponte da Barca tem 53 novos estudantes
no Ensino Superior Público

Cinquenta e três estudantes que, no ano letivo 2017/2018, concluíram o 12.º ano na Escola Secundária de Ponte da Barca acabam de ver concretizado um sonho, com o ingresso no Ensino Superior Público.
De acordo com os resultados do concurso nacional de acesso de 2018, os estudantes conseguiram colocação em 36 cursos diferentes, o que mostra bem a diversidade de preferências e também a riqueza da oferta das instituições de ensino.
Turismo foi o curso com mais colocações (5), seguindo-se Design Industrial, Gestão e Arquitetura com três ingressos em cada um.
Por sua vez, para os cursos de Ciências da Comunicação, Direito, Educação Social e Gerontológica, Design de Moda, Medicina, Enfermagem, Engenharia e Gestão Industrial, Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação entraram dois estudantes.
Os restantes 23 caloiros passaram a frequentar outros tantos cursos, a saber: Educação, Educação Básica, Línguas e Literaturas Europeias, Serviço Social, Finanças, Contabilidade e Fiscalidade, Osteopatia, Ciências Farmacêuticas, Geologia, Química, Química Industrial, Arte e Design, Engenharia Mecânica, Engenharia Têxtil, Engenharia Informática, Engenharia Biomédica, Genética e Biotecnologia, Psicologia, Matemática, Estatística Aplicada, Publicidade e Marketing, Agronomia e Marketing.

Proximidade geográfica
Em termos geográficos, o critério da proximidade acabou, mais uma vez, por ditar leis, com a Universidade do Minho a receber praticamente um terço dos novos caloiros, isto é, 17 dos 53 candidatos.
Na segunda posição, aparece o Instituo Politécnico de Viana do Castelo, com 12 ingressos, seguindo-se as Universidades do Porto e da Beira Interior com cinco colocações cada, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com três e as Universidade de Coimbra e de Aveiro com duas cada uma. 
Os restantes sete estudantes foram colocados nos Institutos Politécnicos do Cávado e do Ave (2), de Bragança (2), do Porto (1), de Leiria (1) e de Lisboa (1).
Para esta nova etapa das suas vidas, desejamos aos 53 jovens as maiores felicidades e os melhores sucessos académicos e pessoais.
Prof. Luís Arezes  

quarta-feira, 18 de julho de 2018

BOAS LEITURAS


“Nadir Afonso: o pintor de cidades geométricas”, de Raquel Ramos

A Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca acaba de ver enriquecido o seu fundo documental com a mais recente obra de Raquel Ramos, intitulada “Nadir Afonso: o pintor de cidades geométricas”.
Direcionada para o público juvenil, trata-se de uma interessante biografia do arquiteto e grande mestre da pintura, que soube como ninguém explorar o jogo das cores e das formas geométricas, afirmando-se como um notável artista à frente do seu tempo, sempre empenhado na busca de um produto final harmonioso que fosse “um espetáculo de plenitude, de exatidão”.
O livro, que se apresenta como um belo artefacto, reproduz ainda algumas das pinturas mais emblemáticas deste artista plástico, um dos mais marcantes do nosso país no século XX.
Nadir Afonso nasceu em Chaves, em 1920, e iniciou a sua formação no Liceu local, cujo patrono é Fernão de Magalhães, o grande navegador com raízes em Ponte da Barca.
Estudou na Escola de Belas Artes, no Porto, e, depois, partiu para Paris, onde colaborou com Le Corbusier. Passou ainda pelo Brasil, onde trabalhou com Óscar Niemeyer, e, em 1980, regressou definitivamente a Portugal. Condecorado com a Ordem Militar de Sant’Iago da Espada, realizou dezenas de exposições, em Portugal e no estrangeiro, e publicou várias obras de reflexão sobre a Arte e o ato criativo. Faleceu em 2013.

“Diário de Ana Joana: 12 anos, 1,36 m de altura”
Para além da sua mais recente obra, Raquel Ramos teve ainda a amabilidade de oferecer à Biblioteca Escolar um conjunto de 10 exemplares do “Diário de Ana Joana: 12 anos, 1,36 m de altura”.
Reeditado pela Coolbooks, o diário partilha com os leitores a vida de uma adolescente que deseja ser política e que tem como lema de vida “Eu consigo!”.
Este é o 1.º volume de uma série de quatro que vão transformar a Ana Joana numa amiga inseparável. A publicação do próximo volume está para breve.
Raquel Ramos é professora de Inglês e Alemão e, desde 2007, colabora com a RBE (Rede de Bibliotecas Escolares). É autora de vários livros infantojuvenis: “Episódios da vida de um jovem gato” (2014); “Segredos do jardim da casa grande de barras amarelas” (2015); Diário de Ana Joana: 12 anos, 1,36 m de altura (2015); “Nadir Afonso: o pintor de cidades geométricas” (2018).
Prof. Luís Arezes

segunda-feira, 18 de junho de 2018


Maratona da Leitura X
A Unidade de Apoio Especializado à Multideficiência (UAEM) acolheu, nos dias 5 e 6 de junho, a X edição da Maratona da Leitura.
Este evento, previsto no Plano Anual de Atividades, foi dinamizado pelas docentes de Educação Especial, em parceria com a Biblioteca Escolar, e teve como objetivo a promoção do livro e do gosto pela leitura, desenvolvendo a articulação entre os vários níveis de ensino. Teve ainda como propósito a promoção de um relacionamento positivo entre alunos com Necessidades Educativas Especiais e os restantes elementos da comunidade escolar, promovendo a inclusão. 
Nos dias em que decorreu a atividade, a Unidade foi um palco de convívio e de cultura, onde as turmas da Educação Pré-escolar e dos 1.º e 2.º Ciclos contaram histórias, cantaram, dançaram, dramatizaram, declamaram poesia de vários autores, incluindo o poeta barquense e patrono da Escola Básica Diogo Bernardes. Foi também evocado o escritor barquense Manuel Parada, através de excertos da sua obra literária.
Os alunos da UAEM acolheram os colegas com alegria, participaram em algumas atividades e presentearam-nos com momentos musicais.
O Grupo de Educação Especial e a Biblioteca Escolar agradecem a colaboração e o empenho demonstrado pelas educadoras e pelos docentes das várias turmas na participação nesta atividade, sendo de realçar mais uma vez a qualidade e a diversidade das apresentações realizadas pelos alunos, nesta nossa iniciativa, iniciada há dez anos.
Grupo de Educação Especial