sábado, 16 de outubro de 2021

“Réplicas do Museu do Prado”

podem ser visitadas na Secundária de Ponte da Barca

Encontra-se patente ao público até ao próximo dia 25 de outubro, no átrio do bloco da Escola Secundária de Ponte da Barca, a exposição “Réplicas de obras de arte do Museu do Prado”.

A mostra foi inaugurada ao fim da manhã desta quinta-feira, 14 de outubro, numa sessão que contou com a presença de várias entidades locais, nomeadamente, o Presidente da Câmara Municipal, Augusto Marinho, os Vereadores José Alfredo Oliveira e Diana Sequeira, o Diretor do Centro de Formação e Inovação dos Profissionais de Educação – CENFIPE, José Carlos Fernandes, e ainda o Diretor do Agrupamento de Escolas, Carlos Louro.

A aquisição temporária de um conjunto de 20 reproduções de obras de arte do Museu do Prado, disponibilizadas pela Consejería de Educación da Embaixada de Espanha em Lisboa, foi coordenada pelo Plano Nacional das Artes do Agrupamento, no âmbito do Projeto Cultural de Escola, e contou com a colaboração de alunos, professores e assistentes operacionais.

Do conjunto de pinturas expostas, destacamos algumas: "Carlos V en la batalla de Muhlberg", de Tiziano; "El Caballero de la mano en el pecho", de El Greco; "Las Meninas" e "El príncipe Baltasar Carlos a caballo", de Velázquez; "La familia de Carlos IV", de Goya; "Niños en la playa", de Sorolla.


As obras serão pretexto para a dinamização de diversas atividades curriculares e de enriquecimento curricular, que envolvem alunos dos diferentes níveis de ensino, desde a Educação Pré-escolar ao Secundário.

Até ao próximo dia 25, a comunidade educativa é convidada a apreciar algumas destas obras mais emblemáticas daquele museu espanhol, considerado um dos mais importantes do mundo, não só pela qualidade do seu espólio, mas também pelo número de visitantes que recebe anualmente.

A Organização


Lectura propuesta en el ámbito del proyecto “Cuentos para Crecer”

El arte… de mirar… de sentir… de ver… de VIVIR

He decidido compartir con toda la comunidad educativa este brillante texto de Almada Negreiros puesto que, desde mi punto de vista, define de una forma simple lo que es el ARTE!

De hecho, el ARTE es una manifestación estética, creativa, suelta y libre que potencia el establecimiento de una relación intimista y dinámica entre nuestro mundo interior y el mundo que nos rodea… es una forma de comunicación con los demás a través de los más diversificados medios y recurriendo a una paleta de múltiplos colores. La forma como observamos, nos acercamos y nos apropiamos de las obras de arte es única, peculiar y refleja nuestras propias vivencias, experiencias, sentimientos y emociones.

Adentramos en un mundo de auténtica descubierta, de viajes impresionantes e impactantes, de enamoramiento y de plenitud personal. Todo puedo ser ARTE… Todo es SENTIR… Todo es COMUNICAR… Todo es VIVIR.

Para el niño, retratado por Almada Negreiros, el entrelazar de líneas corresponde efectivamente a su forma de ver y de representar la FLOR. Hizo… sintió… vivió el ARTE… creó y compartió su forma de VER el mundo que le rodea.

Hoy en nuestro instituto hemos celebrado el ARTE con la inauguración oficial de la exposición de las réplicas de las obras notables del Museo del Prado. Dos amables representantes de una época llena de magía, de descubrimiento y de aficción por las manifestaciones artísticas nos obsequiaron con la interpretación de cada pintura de acuerdo con el propósito de sus creadores. Os invito a callejear por la exposición y a explorarla… harán descubiertas sorprendentes que podrán compartir.

Os dejo una primera impresión: la representación dramática del fuzilamiento del 3 de mayo de 1808 por Francisco de Goya es una pintura que me llega al alma y me conmueve profundamente. La brutalidad del acto anti-heróico, representativo del grado más satánico de la cobardía humana… la sangrienta matanza (sobresaliente a través del juego de luces – el inocente en tonos más claros, los asesinos en tonos más oscuros y la sangre corriendo como un mar de vileza) de inocentes civiles cuyos rostros demuestran aflicción, misericordia e impotencia nos deja un mensaje muy fuerte y nos acuerda de la fragilidad de nuestra condición humana.

Professora Cristina Leitão

segunda-feira, 11 de outubro de 2021

OPINIÕES DE SEGUNDA

 “Ser português é…”

Na crónica desta semana, Rita Ribeiro reflete sobre a idiossincrasia da alma nacional, sobre alguns dos traços que nos tornam únicos no mundo. E conclui: “Ser português é um orgulho. Ser português é um privilégio. Ser português é tanto.”

E é mesmo!

"Ser português é um orgulho. 
Ser português é um privilégio. 
Ser português é tanto."

Ser português é tanto. Pensei que seria fácil enumerar tudo o que nos torna tão nossos, mas é complicado passar para o papel tudo o que sentimos quando, no silêncio, o nosso hino soa e todas as vozes se unem ao som d’“A Portuguesa”.

Ser português é sentirmo-nos grandes num país tão pequeno. É um orgulho imenso na nossa cultura, nas nossas tradições e gastronomia. É vibrar com os nossos atletas. É ter o coração apertado sempre que a seleção joga e gritar a plenos pulmões quando, no último minuto, um de nós faz a diferença.

Ser português é ser consumido por um patriotismo desmedido e um bairrismo, muitas vezes, irracional. É criticar um país no quotidiano, mas jamais admitir que algum estrangeiro o faça. É a incessante luta entre regiões para decidir qual a palavra certa a usar e como é correto pronunciá-la.

No entanto, ser português também é errar. É viver num país onde roubar comida, por necessidade, é crime, mas roubar milhões é permitido; ou viver, grande parte do tempo, numa realidade paralela, onde os Descobrimentos representam apenas o apogeu do povo português e não uma época de tortura e opressão dos povos que colonizamos. É acabar tudo em cima do prazo de entrega. É deixar tudo para o dia seguinte.

Ser português é tudo isto e muito mais. Ser português é um orgulho. Ser português é um privilégio. Ser português é tanto.

Rita Ribeiro, 12.º ano

segunda-feira, 4 de outubro de 2021

OPINIÕES DE SEGUNDA

Um ombro amigo

Sempre, mas sobretudo nos momentos difíceis da vida, é fundamental ter um ombro amigo que nos ajude a combater o stress e a ansiedade e a vencer a solidão.

Nas palavras de Maria Beatriz Beito, esse ombro mora num amigo, reside na nossa família. É aqui que está “a melhor coisa que pode existir na vida, pois oferecem-nos um ambiente favorável à partilha de sentimentos."

"A amizade verdadeira e a família 
são a melhor coisa que pode existir na vida."

A Amizade e a Família – Sempre ouvi dizer que “é preciso ter coragem para viver”. E sempre me perguntei porquê?

Todos nós passamos por tanto ao longo dos anos, coisas inacreditáveis e realmente dolorosas, que só quem tem coragem é que consegue sobreviver.

Não é fácil ter de passar por momentos complicados, se não tivermos alguém, mesmo que seja só para dizer “vai ficar tudo bem…” Perante situações difíceis, mantermo-nos calados é o pior que podemos fazer a nós próprios, porque, muitas das vezes, quando deixamos algo guardado, entramos logo em stress e, ainda pior, em ansiedade. Depois, andamos sempre zangados e irritados, acabando também por descarregar em toda a gente, parece que nada nos corre bem. A solidão é, de facto, uma situação existencial muito grave, que pode deixar sequelas e trazer, no futuro, grandes problemas psicológicos.

Para mim, a amizade e a família são suportes verdadeiramente importantes nestas circunstâncias. Seja em que idade for, é fundamental ter alguém com quem contar, um ombro amigo, alguém realmente verdadeiro que esteja ao nosso lado para nos apoiar, sempre e incondicionalmente.

Quanto à família, é o mais importante de tudo, o nosso pilar. Ter um bom relacionamento com a família é do melhor que há, pela segurança e confiança que nos transmite e pela certeza que nos dá de que temos alguém com quem podemos desabafar.

Concluindo, a meu ver, a amizade verdadeira e a família são a melhor coisa que pode existir na vida, pois oferecem-nos um ambiente favorável à partilha de sentimentos.

Maria Beatriz Beito, 12.º ano.   

sábado, 2 de outubro de 2021

 Agrupamento celebra Dia Mundial da Música

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca assinalou o Dia Mundial da Música, que se comemora, anualmente, a 1 de outubro, promovendo um conjunto de manifestações alusivas a esta expressão artística.

Ao longo do dia, em contexto letivo e não letivo, a música foi valorizada, com recurso a diversas atividades, tais como exploração do hino do Agrupamento, fruição de música ambiente, canto e dança.

Na Escola Secundária, o intervalo da manhã ficou ainda assinalado com três atuações de alunos, que marcaram o ritmo e inspiraram a comunidade escolar. No átrio do Bloco C, Bruno Miguel e Rodrigo Costa apresentaram interpretações musicais com concertina, acompanhados por um grupo de dança. Por sua vez, Owen Chippendale ofereceu, à entrada do Bloco B, animação musical com saxofone, enquanto Ana Francisca Martins proporcionou uma audição de clarinete, junto ao bar.

Já na Escola Básica Diogo Bernardes, os alunos do 2.º Ciclo abordaram, na sala de aula, a importância desta efeméride e a sua origem e, no intervalo das atividades letivas, festejaram, ao som de vários estilos musicais, utilizando a expressão corporal de forma livre e espontânea. No período da tarde, alguns discentes tiveram a oportunidade de realizar uma atividade com a cantadeira barquense Cristiana Sá, onde houve espaço para mostrarem e partilharem os seus dotes musicais.

Instituído em 1975, o Dia Mundial da Música pretende, entre outros objetivos, divulgar a diversidade musical e promover a aplicação dos ideais da UNESCO, como a paz e amizade entre as pessoas, a evolução das culturas e a troca de experiências.

No Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, a fruição e a criação artística e cultural são, desde há muito, meios adotados para o desenvolvimento e crescimento dos alunos. Daí esta comemoração, promovida pela equipa do Plano Nacional das Artes, em articulação com a Direção, a Biblioteca Escolar, o Grupo de Educação Musical e os Departamentos da Educação Pré-escolar e do 1.º Ciclo.

A Organização

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

OPINIÕES DE SEGUNDA

 Fazer a diferença!

No dia a dia, há pequenos gestos que podem fazer a diferença e marcar, pela positiva, a nossa vida em sociedade.

Nas palavras de Daniela Costa, são “pequenos passos para a Mudança”, que beneficiam “a nossa paz de espírito e a daqueles que nos rodeiam.”

Uma crónica para ler e…!

"Existem pequenas atitudes diárias que fazem a diferença."

Pequenos passos para a Mudança – Considero que um simples “Bom dia!”, um sorriso ou um aceno podem mudar por completo o dia de alguém. Existem, de facto, pequenas atitudes diárias que fazem a diferença.

Felizmente, vivemos num meio que disponibiliza diversas maneiras de contribuir positivamente para a sociedade. Um simples sorriso, pequenas doações de bens essenciais que já não são utilizados, compras em mercados locais e ecológicos, reciclagem e muito mais. São ações simples que fazem a diferença para imensas pessoas e com consciência ambiental.

No início deste ano letivo, um professor disse: “Coloquem-se no lugar dos refugiados, daqueles que sofrem com o aquecimento global, daqueles que não têm um livro para ler ou nem sequer sabem ler. Temos tudo, porém, reclamamos muitas vezes por coisas fúteis.” Esta frase sensibilizou-me e fez-me refletir sobre o que cada indivíduo pode fazer para contribuir positivamente na sociedade.

Apesar do meu optimismo, estou ciente de que o ser humano é egocêntrico, é invejoso. Se recorrermos à História, confirmamos que muitas das crises mundiais ocorreram devido a este egocentrismo. Mas a globalização e as TIC, apesar do perigo da desinformação, oferecem informação e, por isso, a possibilidade de conhecimento, sensibilizando mais o mundo para mudanças necessárias.

Na minha opinião, devemos dar o melhor de nós todos os dias, demonstrar compaixão pelos outros e ajudar no que for possível, com verdade e lógica, e isso beneficiará a nossa paz de espírito e a daqueles que nos rodeiam.

Daniela Costa, 12.º ano.

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

OPINIÕES DE SEGUNDA

 O amor de ontem e de hoje

No início de um novo ano letivo, o “Opiniões de Segunda” regressa ao convívio do leitor, começando por refletir sobre um tema intemporal – o amor.

Mudam-se os tempos, mudam as mentalidades, mas – nas palavras de Christian Ventura – “o amor é e será sempre um sentimento bonito.”

"O amor é e será sempre um sentimento bonito."

O amor hoje não é o mesmo amor de antigamente – Às vezes, olhamos para os nossos avós e perguntamo-nos como é que eles fizerem para estarem eternamente juntos. Como conseguiram estar unidos durante quarenta, cinquenta, sessenta anos, até ao fim das suas vidas, sem se terem violentado um a outro. Ninguém, hoje em dia, consegue este feito – o de estarem juntos para sempre.

Antigamente, o amor era mais fácil, mais simples de ser vivido. Um simples olhar era o suficiente para atrair o sexo aposto e, muitas vezes, o compromisso para a vida era assumido pouco depois dos primeiros encontros. Nesse tempo, o amor era vivido mais como um compromisso do que como um sentimento.

Nos dias de hoje, o amor é um sentimento que é vivido de modo diferente. Muitas vezes, associámo-lo a relações que duram pouco tempo ou que não são assumidas como um compromisso sério. Hoje, as redes sociais trouxeram significados diferentes de alguns sentimentos, e o amor é um deles. O amor virtual ocupa, com frequência, o lugar do amor real, com todas as vivências que lhe são atribuídas. Vivem-se relacionamentos virtuais à distância que, quantas vezes, “estragam” relacionamentos sérios que já existiam.

Apesar da necessidade de, cada vez mais, adaptarmos a nossa mentalidade aos tempos modernos, a verdade é que o amor é e será sempre um sentimento bonito.   

Christian Ventura, 11.º ano

 Oferta de Fundo Documental

A Biblioteca Escolar da Escola Secundária iniciou este ano letivo da melhor forma, com um encarregado de educação a fazer a doação de um conjunto de títulos que em muito vem enriquecer o fundo documental disponível.

Manuel Cortez ofereceu a coleção completa da “Collier’s Encyclopedia” (24 volumes), o “Collier’s Dictionary” (dois volumes) e ainda 12 volumes da “Time-Life History of the World”.

Do acervo doado constam ainda os 50 volumes da Alfa – “Biblioteca da Expansão Portuguesa” e 13 volumes da coleção “Seleções do Livro”, que apresentam dezenas de obras da literatura universal, escolhidas e editadas pelas “Seleções do Reader’s Digest”.

Muito obrigado!

Biblioteca Escolar