sexta-feira, 5 de abril de 2019


Semana da Leitura 
mobiliza Agrupamento
Encenações de histórias, leitura expressiva de prosa e de poesia e interpretação de poemas musicados deram vida à Semana da Leitura que o Agrupamento de Escolas dinamizou nos últimos dias do segundo período letivo.
Na segunda-feira, pelas 10:20 horas, as turmas dos 7.º e 8.º anos leram um excerto de “A Terra de Ana”, de Jostein Gaarder, enquanto as turmas dos restantes anos da Escola Secundária leram um excerto de “Long Walk to Freedom”, de Nelson Mandela.
Na terça-feira, também às 10:20 horas, alunas do 3.º ciclo animaram o bloco B com poemas cantados / musicados. Houve ainda um momento de dança protagonizado por um grupo de alunas do Ensino Secundário.
Na quarta, às 10:20 horas, no bloco C, e às 12:00 horas, no bloco B, a leitura foi celebrada através da declamação de textos poéticos de autores portugueses por dois grupos de alunos – um do 9.º ano e outro do 12.º ano. Estes momentos contaram, ainda, com a animação do grupo de bombos do Agrupamento de Escolas.

A magia da leitura para os mais novos
Ao longo desta semana, também os mais novos sentiram, de uma forma especialmente intensa, a força e a magia da leitura, com a dinamização de várias atividades, na Biblioteca Escolar.
Na Escola Básica Diogo Bernardes, a turma A da Educação Pré-escolar (Educadora Arminda Dias), constituída pelos alunos mais velhos, encenou a história em verso "Carochinha e o João Ratão", da escritora Luísa Ducla Soares, para as restantes turmas da Educação Pré-escolar (EPE) e ainda para as turmas do 3º ano.
Por sua vez, a turma B (Educadora Alberta Centeno) apresentou às turmas da EPE e do 2º ano um teatro de fantoches intitulado "O Casamento da Quadradinha".
Alguns alunos do 4º C, depois de terem trabalhado com o professor Renato Ferreira a história "O Feitiço da Birra", fizeram a sua apresentação em PowerPoint a todos os alunos da EPE. 
A educadora Fabíola Marinho, da equipa da Biblioteca Escolar, deslocou-se ainda à Escola Básica de Crasto, para apresentar aos alunos da EPE e à turma do 1º ano a história "O Gato Comilão", uma adaptação de Patacrua a partir de um conto popular dinamarquês.
Com estas atividades, promovidas em articulação entre o Departamento da EPE, o Grupo de Português e a Biblioteca Escolar, procurou-se promover o livro e a leitura e proporcionar momentos de fruição artística da palavra lida e cantada.
A Organização

terça-feira, 26 de março de 2019

SOLIDARIEDADE COM MOÇAMBIQUE
A Associação de Estudantes está a promover uma campanha de angariação de roupa a enviar para as vítimas moçambicanas do ciclone Idai, que, na noite de 14 de março, atingiu, tragicamente, a cidade da Beira e toda a região centro do país.
A recolha acontece em articulação com uma ação levada a cabo pelos CTT, que garantem o transporte do material.
Ao Agrupamento compete a tarefa de apoiar e colaborar nesta ação, garantindo meios e contactos e mobilizando a comunidade escolar.
Apelamos, por isso, a todos os membros da comunidade escolar para que, num exercício de cidadania solidária, coloquem o seu contributo, até ao próximo dia 5 de abril, nos espaços sinalizados na Biblioteca Escolar e no Polivalente.
Recomendamos que as roupas oferecidas tenham em conta o clima tropical da região afetada, com temperaturas elevadas e muita humidade.
Grato pela atenção prestada,
Carlos Alberto Louro (Diretor do Agrupamento)


sexta-feira, 22 de março de 2019


Viva a Poesia!
Foi pequeno o auditório da Casa da Cultura de Ponte da Barca para acolher todos quantos se quiseram associar à celebração do Dia Mundial da Poesia (21 de março).
Numa iniciativa do Agrupamento de Escolas com o apoio da Câmara Municipal, o Sarau Poético mobilizou alunos da Educação Pré-escolar ao 12.º ano, pais, professores e outros membros da comunidade, que fizeram questão de dar voz à palavra feita música e poesia, celebrando a criatividade e a inspiração poética.
Foi mais uma Festa em que a leitura e a música se conjugaram harmoniosamente, dando aos participantes a oportunidade de partilhar as suas emoções e de provocar a reflexão.
O sarau aconteceu num ambiente intimista, que despertou o envolvimento e a participação do público.
Usando da palavra, tanto Carlos Louro, Diretor do Agrupamento, como Augusto Marinho, Presidente da Câmara Municipal, enalteceram o trabalho em parceria entre as duas entidades, felicitando os participantes na iniciativa, assim como os seus organizadores (Bibliotecas Escolar e Municipal).
A Organização


Escola Secundária vence distrital e representa
o Alto Minho no Parlamento dos Jovens

A Escola Secundária de Ponte da Barca continua a marcar presença no Parlamento dos Jovens e, mais uma vez, conseguiu um resultado altamente meritório na fase distrital da edição deste ano, subordinada ao tema das alterações climáticas.
A equipa participante no escalão do Ensino Secundário, constituída pela Sara Arezes, Guilherme Santos e José Santos, foi eleita para representar o Distrito de Viana do Castelo na fase nacional, que se realiza em maio, na Assembleia da República.
As cinco propostas da comitiva barquense, subordinadas ao tema "Combate às alterações climáticas", foram também as mais votadas, pelo que integram, na íntegra, o projeto final.
Reformulação do imposto sobre as emissões de gases com efeito de estufa, aumentando as taxas de uma forma progressiva em função das quantidades emitidas, e aplicação desta medida a todos os setores, nomeadamente ao da agropecuária, é uma das medidas apresentadas.
O desenvolvimento de sistemas de transportes assentes na partilha de veículos – eléctricos e manuais – com um passe associado e, simultaneamente, redução do escalão do IVA aplicado a estes produtos e criação de uma linha atrativa de financiamento para instalação de painéis fotovoltaicos nas habitações, garantindo produção de energia para autoconsumo, redução da dependência energética do país e aumento das receitas das famílias e do Estado, são outras duas propostas.
Finalmente, a equipa barquense defendeu a redução do consumo de carne bovina nos estabelecimentos públicos e ainda a utilização das receitas provenientes das coimas aplicadas às empresas que ultrapassem os limites de emissão de gases com efeito de estufa para gerar incentivos económicos a laboratórios de investigação na área da proteção do ambiente.
A sessão distrital, que teve lugar no auditório do Castelo de Santiago da Barra, em Viana do Castelo, contou também com Inês Costa a assumir funções de vice-presidente de mesa que orientou os trabalhos dos deputados.
Em relação ao 3.º Ciclo do Ensino Básico, a representação da Escola Secundária de Ponte da Barca esteve a cargo de Manuel Ribeiro, Maria Miguel Gusmão, Érica Duque e Guilherme Afonso. 
Debatendo o tema "Proteção dos Oceanos", conseguiram um honroso quinto lugar, passando a escola suplente para a fase nacional.
A proposta de recomendação que apresentaram defende três medidas: reduzir a utilização de plástico; colocar depósitos de recolha seletiva, nos centros comerciais, atribuindo vales de desconto; colocar redes nos sistemas de esgotos, com vista à crivagem de sólidos.
Esta foi mais uma experiência muito gratificante, que contribuiu para o aprofundamento do espírito crítico e do exercício da cidadania.
A Organização

quinta-feira, 21 de março de 2019

SARAU POÉTICO

A Casa da Cultura de Ponte da Barca acolhe mais logo, às 21 horas, um Sarau Poético que assinala o Dia Mundial da Poesia, que hoje se celebra.
Organizado pelo Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, em parceria com a Câmara Municipal, o evento celebra a Criatividade, a Inspiração, a Palavra feita Poesia, a Arte. 
A Organização

sexta-feira, 15 de março de 2019

Frei Agostinho da Cruz: Vida e Obra do Venerável Poeta



Agrupamento apresenta vídeo 
sobre Frei Agostinho da Cruz
“Frei Agostinho da Cruz: Vida e Obra do Venerável Poeta” é o título de um vídeo produzido pelo Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca, para assinalar o IV centenário da morte do poeta arrábido.
A pesquisa histórica e o guião é da autoria do professor Luís Arezes e a realização tem a assinatura do professor Emanuel Cruz.
Com este trabalho pretende-se divulgar o legado de Frei Agostinho da Cruz (1540-1619), dando a conhecer o seu inspirador percurso de vida e também as marcas mais significativas da obra deste ilustre barquense.

quinta-feira, 14 de março de 2019


Agrupamento de Escolas assinala os 400 anos
da morte de Frei Agostinho da Cruz

O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca assinalou, hoje, a passagem dos 400 anos da morte de Frei Agostinho da Cruz, ilustre barquense que deixou uma obra literária de vulto e também um percurso de vida profundamente inspirador.

Logo pela manhã, todas as turmas da Escola Secundária iniciaram as suas atividades letivas com a visualização de um vídeo/documentário sobre Frei Agostinho da Cruz (pesquisa e guião da autoria do professor Luís Arezes e realização do professor Emanuel Cruz).
Pelas 10.30 horas, procedeu-se à inauguração de poesia de Frei Agostinho da Cruz inscrita em alguns bancos do recinto escolar, assim como de uma exposição no Bloco C da Escola Secundária sobre a vida e a obra do arrábido e sobre a sua presença em Ponte da Barca, seguindo-se um colóquio, a cargo do professor Luís Arezes.
O Diretor do Agrupamento abriu a sessão, a que se associaram o Presidente e Vereadores da Câmara Municipal e ainda representantes de diversas instituições concelhias.
Na sua intervenção, o professor Carlos Louro enalteceu a figura de Frei Agostinho, sublinhando a importância do seu legado na afirmação da identidade de Ponte da Barca. Por isso, esta homenagem constitui um ato da mais elementar justiça e um exercício de cidadania que o Agrupamento de Escolas não poderia deixar de promover, referiu.
No final da sessão, a comitiva escolar e convidados deslocaram-se até à Praceta Frei Agostinho da Cruz, em frente à Escola Básica Diogo Bernardes, onde a Autarquia descerrou uma placa com a indicação toponímica.
Durante o dia, foi ainda distribuído a todos os membros da comunidade escolar um desdobrável sobre o venerável poeta, concebido pelo Agrupamento e editado com o apoio da Câmara Municipal.
Por sua vez, uma turma do 9.º ano percorreu vários espaços públicos e instituições da vila de Ponte da Barca, distribuindo o desdobrável e lendo textos do poeta arrábido.


Vida e Obra do Venerável Poeta
Agostinho Pimenta nasce em Ponte da Barca, a 3 de maio de 1540, Dia da Santa Cruz. A sua família é letrada e o irmão mais velho, Diogo Bernardes, é um exemplo e uma inspiração.
Terá frequentado os bancos escolares do mosteiro românico de Santa Maria Virgem de Vila Nova de Muía e, por volta dos 15 anos, é acomodado ao serviço do Infante D. Duarte, mecenas das Letras, sobrinho de D. João III e primo de D. Sebastião. Aguarda-o o convívio nos círculos mais cultos e influentes do Reino, onde cresce e lança voos na arte poética, ao mesmo tempo que a todos encanta com o seu fino trato e alegre companhia.
Neste meio de eleição, Agostinho contacta com fidalgos da Casa de Aveiro, o Duque D. Álvaro de Lencastre e o filho, D. Jorge. Deste convívio resulta um especial afeto que perdurará no tempo...
Até que, na verdura da juventude, surpreende tudo e todos com a decisão radical de vestir o hábito de religioso. Ao celebrar 20 anos, inicia o noviciado em Santa Cruz de Sintra. Um ano depois, precisamente a 3 de maio de 1561, Dia da Santa Cruz, toma o hábito da rigorosa Ordem dos Capuchos Arrábidos, com o nome conventual de Frei Agostinho da Cruz.
Nas próximas quatro décadas e meia, o Convento na serra de Sintra será a sua nova morada… Na pobreza extrema, em ascese permanente. Apenas possui a companhia do silêncio, que revela a divindade, e a beleza da Natureza, que fala do seu Criador.
Frei Agostinho nunca aceita Guardianias, apesar de, por várias ocasiões, ter sido eleito para elas. Mas, ao fim de 45 anos de religioso em Sintra, face à insistência do Provincial, assume a do Convento de S. José de Ribamar, em Algés. Tem, agora, um novo desafio, ainda que por pouco tempo. Porque, nesse mesmo ano de 1605, consegue, finalmente, a tão desejada autorização para iniciar vida eremítica, na Arrábida.


14 anos de vida eremítica
Conta 65 anos e é no isolamento da serra que vai passar os restantes 14 da sua vida. O frade arrábido está, finalmente, onde sempre desejou estar: a Natureza, a serra e o mar ao fundo, são o paraíso perdido, o reino da paz, a morada da plenitude.
Segundo os biógrafos setecentistas, consegue na Arrábida uma tal sintonia com a Natureza, que os animais selvagens e as aves vinham comer-lhe à mão e, depois, retiravam-se, obedientes, com a sua bênção.
No tempo que lhe resta das suas obrigações e orações, compõe versos e faz bordões, que oferece aos Frades e aos Duques e Duquesas, que o visitam.
Foi visto muitas vezes a derramar lágrimas de espiritual consolação; outras, estar elevado e fora de si, numa enchente de graça com que o Senhor lhe inundava o espírito.
Até que, em março de 1619, uma aguda febre leva-o à enfermaria que os Capuchos Arrábidos tinham em Setúbal. Acabaria por falecer na noite do dia 14.
À volta dos seus restos mortais, aflui uma multidão de nobres e de gente do povo. Todos querem uma relíquia desse velho, que acabara de morrer com fama de santidade.
É sepultado na serra, junto da Igreja da Arrábida.
Durante anos e anos, este é um local de romagem, que atrai devotos de um homem singular que, para além de poeta, diziam ser um santo.

Um legado precioso
Passados 400 anos, o legado de Frei Agostinho da Cruz continua intemporal. Uma obra poética que reflete uma profunda inquietação existencial e uma forte inspiração religiosa, com temáticas dominantes como a exaltação da Cruz redentora, manifestação do Amor divino e porto de abrigo, e o canto da Natureza, revelação do Criador.
A inspiração bucólica de Agostinho da Cruz traduz-se num canto sublime da comunhão do Homem com a Natureza. Uma lição inspiradora, neste tempo que vai descobrindo os desafios da sustentabilidade e a urgência da mitigação da pegada ecológica.   
Passados 400 anos, o seu legado humanista, como homem e como poeta, mantém-se vivo e inspirador.

Frei Agostinho da Cruz na Ponte da Barca

Passados 400 anos sobre a morte de Frei Agostinho da Cruz, Ponte da Barca trata de perpetuar a sua memória.
A 27 de janeiro de 1906, a Câmara Municipal deliberou passar a designar por “Campo de Frei Agostinho da Cruz” o então chamado “Campo da Feira”. Mas, cinco anos depois, a 12 de janeiro de 1911, foi-lhe dado o nome de “Praça da República”, que ainda se mantém.
Só há alguns anos é que o expoente da poesia religiosa nacional voltaria a integrar a toponímia barquense, com a “Praceta Frei Agostinho da Cruz”, localizada junto à Escola Básica, que tem como patrono o irmão mais velho do arrábido, o também poeta Diogo Bernardes.
Desde 1940, os irmãos Diogo Bernardes e Frei Agostinho da Cruz inspiram a designação de “Jardim dos Poetas”, espaço anteriormente chamado “Largo de Maria Lopes da Costa” e, até 1906, “Largo do Pelourinho”.
A alteração toponímica e a construção do monumento evocativo aconteceram no âmbito das Comemorações Centenárias (1940) e da celebração do 4.º centenário do nascimento de Frei Agostinho da Cruz (3 de maio de 1540).
Os dois irmãos foram ainda os patronos do Centro Cultural Frei Agostinho da Cruz e Diogo Bernardes, fundado a 8 de abril de 1983, em Ponte da Barca, cuja sede funcionou na Casa de Santo António do Buraquinho.
A Organização

sábado, 23 de fevereiro de 2019


Papel por Alimentos 
e por um Planeta mais Sustentável
A Biblioteca Escolar acaba de receber vários exemplares de manuais escolares de Português e também uma quantidade significativa de materiais que foram objeto de desbaste.
A oferta foi realizada pelo Subdiretor do Agrupamento de Escolas, Prof. Soares Alves, que teve a feliz ideia de proporcionar uma utilidade educativa a um conjunto de títulos da sua biblioteca particular e também de atribuir uma mais-valia social e ambiental a uma grande variedade de documentos, cujo interesse se havia esgotado.
Estes materiais foram encaminhados para um depósito de papel que está a ser reunido, sob a coordenação da Biblioteca Escolar, tendo em vista a participação na campanha "Papel por Alimentos".

Trata-se de uma ação promovida pela Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, com contornos ambientais e de solidariedade, uma vez que pelo papel recolhido são entregues aos Bancos Alimentares Contra a Fome produtos alimentares básicos, por empresas certificadas de recolha e tratamento de resíduos.
A Campanha integra-se num ideal mais vasto de sensibilização para a importância do papel de cada pessoa na sociedade e no mundo e para a possibilidade de recuperar e reutilizar coisas que parecem não ter valor. Para além disso, vai ao encontro do tema aglutinador dos projetos em curso no Agrupamento, no âmbito da Autonomia e Flexibilidade Curricular.
É caso para dizer muito obrigado ao Prof. Soares Alves e convidar outros membros da comunidade a fazerem o mesmo. Porque o papel de cada um é essencial na defesa e promoção de um Planeta mais Sustentável. E também na luta contra a fome!
Prof. Luís Arezes (Biblioteca Escolar)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019


Juntos por uma internet melhor
Os alunos dos 3.º e 4.º anos do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca assinalaram o “Dia da Internet +Segura 2019”, que se celebrou a 5 de fevereiro, participando numa sessão de sensibilização para um uso mais responsável da internet, dinamizada por agentes do Núcleo Escola Segura (NES) da GNR.
Divididos em duas equipas, os agentes Sílvia Barros, João Melo, Nuno Freitas e Rui Cunha estiveram na Escola Básica Diogo Bernardes, em Ponte da Barca, e também na Escola Básica de Crasto e na Escola Básica de Entre Ambos-os-Rios, onde trabalharam com os mais novos a temática deste ano: “Juntos por uma internet melhor”.
Nos vários encontros, sublinharam as inúmeras vantagens da internet, mas chamaram também a atenção para os perigos que encerra, insistindo, por isso, na importância de uma navegação segura, consciente e responsável.
Em termos muito práticos, foram analisadas algumas situações de risco como, por exemplo, o fornecimento de dados pessoais, a interação com estranhos e o descarregar imagens enviadas por desconhecidos.
Recorrendo à projeção de materiais multimédia, os agentes alertaram ainda os alunos para os perigos do “phishing”, do “cyberbullying” ou assédio virtual e para o risco da dependência, em prejuízo do estudo e do descanso.
Mais duas mensagens muito importantes: ninguém dá nada a ninguém, pelo que é fundamental ser cuidadoso na abordagem da publicidade enganosa (de jogos, por exemplo), e é preciso pensar bem antes de publicar alguma coisa, porque, a partir desse momento, fica acessível a toda a gente, para sempre.
Em suma, o importante é usar a internet com segurança e responsabilidade, de uma forma saudável e equilibrada, tendo sempre consciência de que tudo o que se coloca na internet deixa de ser nosso e privado, ainda que, mais tarde, nos venhamos a arrepender e tratemos de apagar os conteúdos em causa.
As sessões revelaram-se muito interessantes, prendendo a atenção dos alunos que não se cansaram de partilhar experiências e de colocar perguntas.
Esta ação resulta de uma iniciativa conjunta do Grupo 550 (Informática), da Biblioteca Escolar, do Núcleo Escola Segura da GNR e da CPCJ de Ponte da Barca.
Biblioteca Escolar

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019


O que podemos fazer para tornar 
a Internet mais segura? 

Assinala-se, hoje, o Dia da Internet mais Segura, mas a sensação geral é de que a rede está cada vez mais ameaçada pelo “lado negro da força” que se reflete em ameaças crescentes aos utilizadores, roubo de informação e outros riscos.
Vale a pena ler e pensar um pouco no assunto, porque a responsabilidade é de todos.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019


Biblioteca Escolar é enriquecida 
com oferta de fundo documental

O fundo documental das Bibliotecas do Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca acaba de ser enriquecido com um conjunto alargado de obras que a professora Helena Sena teve a gentileza de oferecer.

A oferta contempla obras de várias áreas do saber, mas o destaque vai para a classe 0 (generalidades), com a docente do 1.º Ciclo do Ensino Básico a disponibilizar diversos dicionários e enciclopédias, nomeadamente, a título meramente exemplificativo: “Enciclopédia Luso-brasileira de Cultura” (22 volumes); “Geografia Universal – Grande Atlas do século XXI” (18 volumes); “Dicionário Enciclopédico” (3 volumes); “Biblioteca do Lar” (7 volumes).
As Ciências Naturais (classe 5) e a Literatura (classe 8) também marcam uma presença significativa, com a oferta, por exemplo, de títulos da colecção Safari e ainda de 15 obras de Eça de Queiroz, de 3 volumes com a obra completa de Luís de Camões (“Teatro e Cartas”, “Lírica” e “Os Lusíadas”) e de um conjunto alargado de títulos das coleções Sherlock Holmes e Biblioteca de Verão.
Por este gesto de cidadania e de sintonia com a missão que a Biblioteca Escolar é chamada a cumprir, tendo em vista a formação de cidadãos autónomos e responsáveis, aqui deixamos o nosso público agradecimento: Muito obrigado, professora Helena Sena!
Biblioteca Escolar

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019


Pat R apresenta romance
e inspira estudantes do Secundário

A mais recente obra de Pat R (nome artístico de Patrícia Ribeiro), “Os homens nunca saberão nada disto”, esteve no centro de uma interessante e inspiradora conversa que a autora manteve com alunos do Secundário.

Ao longo de duas sessões, a jovem escritora apresentou o romance e conversou sobre o processo criativo, dando ênfase à simbologia que une as personagens ao longo do enredo: a música, o tempo e o Mount Shasta (imagem da capa). 
Influenciada pela cultura norte-americana (literatura, música, cinema), a obra trata da história de uma família contada através do tempo e da música, pela voz dos dezoito filhos que poderiam ter resultado de um encontro entre Ian e Jeannette.
O projeto inclui ainda o chamado livro de extras (romance gráfico), com dois tipos de conteúdos: recriação de elementos que são reais no universo da história e várias interpretações das 11 personagens, feitas por diferentes ilustradores (23, portugueses e internacionais). Entre estes documentos, temos a árvore genealógica da família, o álbum de fotografias (com 9 fotografias recriadas da história), o LP/CD que o protagonista lança (vem incluído no final do livro) e 3 quadros que a avó pinta. Os restantes capítulos do romance gráfico dedicam-se à reinterpretação das 11 personagens pelos diferentes artistas convidados.


Acreditar e trabalhar
Num registo muito expressivo, que prendeu o público do primeiro ao último instante, Pat R explorou as várias linguagens presentes no trabalho, com a projeção de ilustrações e a audição de músicas que fazem parte das histórias de cada uma das personagens, cujos temas foram recriados por músicos a quem a autora endereçou convite.
No diálogo que manteve com os alunos, a jovem escritora salientou a importância da imaginação na leitura e valorizou a inter-relação “natural” entre a escrita e a ilustração, realçando a sinergia entre a literatura e as diferentes artes, nomeadamente, a música.
Sempre num clima descontraído, a autora partilhou ainda com os alunos o seu testemunho de vida, sublinhando que é fundamental acreditarmos nos nossos sonhos e nas nossas capacidades e, a partir daí, trabalhar incessantemente, sem nunca nos deixarmos vencer pelo desânimo.

 

Pat R
Pat R cresceu num ambiente altamente influente a nível artístico e, desde criança, desenvolveu um gosto particular pela música, cinema, fotografia e literatura.
Começou a escrever muito cedo, tendo completado o primeiro trabalho mais extenso aos 12 anos. A partir de então, dedicou-se, incessantemente, à escrita de argumentos, romances, poesia e contos, durante os anos de ensino secundário e de faculdade.
Estudou Estudos Artísticos, Publicidade e Marketing e Cinema e, em 2014, decidiu dedicar-se exclusivamente à escrita.
Para além de “Os homens nunca saberão nada disto”, já publicou também duas novelas: “Inércia” e “O Pijama da Gata”.
Biblioteca Escolar


O Sonho comanda a Vida

Os alunos do 12.º ano, turmas A e B, lançaram mãos à obra e trataram de exercitar a expressão escrita.
Sob a orientação da professora Laura Rodrigues, docente de Português, deram largas à sua criatividade, produzindo um texto sobre a importância do sonho na vida do ser humano ou, se preferirmos, sobre o valor da “loucura” na história das nossas vidas e no progresso da Humanidade.
Partilhamos seis dos trabalhos…
“(…) só me interessam os doidos, doidos por viver, por falar, desejosos de tudo, que nunca bocejam nem dizem nada banal…, mas que ardem, ardem como fogos de artifício riscando a noite.”

Por mais que tentemos algo de original, haverá sempre alguém que já o conseguiu com maior mestria (geralmente, um asiático). Por este motivo, convoquei as palavras de Kerouac, escritor a tempo parcial, sonhador a tempo inteiro.
A realidade é limitada para o indivíduo de que vos falarei. Na sua cabeça, concebe um universo onde se refugia, provando, mediante uma demonstração nada matemática, que certos infinitos são maiores que outros. Estamos perante o louco, o sonhador, o que potencia uma boa risada ao verbalizar, num tom grave e convicto, as idiotices pelas quais se rege. E é trespassado por olhares condenadores, mas permanece ileso. Reergue-se mais forte. Será ele uma praga? Com certeza. O sonho é uma epidemia que se alastra, por mais que nos administrem vacinas contra tal. E é este parasita que impele a raça humana em frente!
Em frente, não… Para cima, para os lados, para diagonais e curvas sinusoidais inimagináveis, rompendo com gráficos unidimensionais, aspirando a uma segunda, terceira, quarta, infinitas dimensões!
Num exercício meramente hipotético, se pregássemos a um quadrado a existência de um cubo, ele diria que somos doidos. Às vezes, é urgente elevarmo-nos, criando um eixo z, num mundo de pessoas quadradas.
De génio para louco, há uma fronteira intermitente.
Ousemos balouçar na corda bamba…
Sara Arezes


O sonho... é uma planta?
Vivo, diariamente, a questionar-me qual é o meu verdadeiro sonho, o que me pode fazer voar mais alto e no que realmente sou apaixonada.
Creio que sonhar faz, naturalmente, parte de nós e ter vontade de arriscar e de viver com mais cor é, sem dúvida, algo indispensável à nossa existência. Todos os caminhos precisam de uma motivação, de um trajeto, de um sonho.
Por coincidência, comecei a ler um livro que me ofereceram este Natal – "Trate a Vida Por Tu", de Daniel Sá Nogueira, um livro motivacional que, eventualmente, explica como cada um de nós pode chegar ao que sempre ou nunca sonhou, de maneiras mais ou menos "loucas" dependendo de cada um, porque cada ser humano é singular e especial.
Eu, como tantos outros jovens, idealizo o meu futuro e intriga-me pensar em como será. O sonho não me indica onde eu chegarei, mas é, claramente, a minha força impulsionadora para chegar cada vez mais alto, é uma aventura por um deserto desconhecido em busca de algo que nos parece platónico.
Finalizando, o sonho é uma planta que deve ser regada todos os dias para que cresça. Assim, cultivamos a nossa esperança, o nosso sentido de vida e o que nos faz, realmente, despertar depois de infelizes derrotas e melancolias.
Ariadna da Silva Araújo

O sonho é o comando da vida. É a partir do sonho que criamos objetivos e lutamos dia a dia para os realizar.
Fernando Pessoa, num dos seus poemas, diz “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Na minha opinião, não há maneira mais simples e fácil de descrever a importância do sonho na vida de qualquer pessoa.
Ao longo do percurso escolar, todos nós estabelecemos metas. Essas metas são criadas por nós próprios, tendo em conta um objetivo, um sonho, que para alguns passa por entrar na universidade e tirar um curso superior.
Também no passado foi o sonho e a “loucura” que fizeram de Portugal aquilo que é hoje. Não me refiro só aos Descobrimentos que foram, sem dúvida, o maior feito dos Portugueses, mas foi graças ao sonho de conquistar a liberdade que, no dia 25 de abril de 1974, muitos patriotas, com a sua ”loucura”, saíram à rua e lutaram. É por isso que Portugal é um país tal como hoje o conhecemos.
Em suma, se não fosse o sonho, o que é que guiaria a nossa vida? Como é que estabeleceríamos objetivos se não tivéssemos a “loucura” de sonhar?     
Armanda Cerqueira


Opiniões Reprimidas de um Pombo:
                O Homem é doido. Nunca vi espécie alguma a cometer tamanhas loucuras como só ele o faz. Ora agora quer isto, ora agora quer aquilo, quando dá por ela já está metido numa encruzilhada sem saída ou tem a cabeça a prémio.
 Olhem só aquelas criaturas que se foram sujeitar aos perigos do mar só porque teimaram que havia mais mundo… E o outro indivíduo? Aquele que pôs em causa todas as crenças sociais e religiosas (ou lá como se diz) só porque lhe deu para construir um telescópio? Louco! Mas o pior de tudo isto foram aqueles dois irmãos que decidiram que era possível uma pessoa voar! Se fizessem o que lhes compete! O Homem é um ser da terra, as sardinhas do mar e nós, somente nós, pertencemos aos céus. Intrometidos.
Eu já vi muito ser estúpido, mas não há espécie que lhe pare o pistão tantas vezes como a esta.
Para ser franco, sinto pena deles. Não conseguem dar prioridade às coisas verdadeiramente importantes: garantir a continuação da espécie, procurar um bom sítio para o ninho, fugir dos cães no parque… Enfim.
Carolina Fernandes


A importância da “loucura” na vida do ser humano
O ser humano tem evoluído ao longo do tempo. E essa evolução só é possível graças à “loucura”, sendo o sonho e o desejo o que nos torna suscetíveis à mesma.
Sonho e desejo, ambos imateriais, mas com a capacidade de mudar o real e fazê-lo por vezes parecer surreal. Estes, de acordo com a minha opinião, são conceitos benéficos, pois permitem a criação, a inovação e idealizam o progresso. Encontramos um bom exemplo na Guerra de Troia, onde os Gregos utilizaram o cavalo que permitiu enganar os troianos, fingindo a derrota. Essa ideia surgiu devido ao desejo de vitória e ao sonho de conquista.
Por vezes, a “loucura” é mais ousada e demonstra a sua força nos momentos mais críticos. O golo final de Éder que permitiu a Portugal ganhar o Euro2016 é um bom exemplo disso. Naquele momento, todos os Portugueses que derramavam lágrimas, os jogadores que vertiam suor, todos compartilharam da mesma “loucura”. Não havia o termo os Portugueses, pois éramos um só, éramos Portugal.
Finalizo, dizendo, apenas, que são estas qualidades que definem o ser humano e que, apesar de não podermos vê-las, podemos ver os seus efeitos. São várias as possibilidades e as portas que podemos abrir, quando estamos sob a influência da “loucura”.
Duarte Gomes


Os sonhos
Acerca dos sonhos, o que dizer? A meu ver, e na perspetiva de tantos outros, o sonho é a nossa maior esperança e, como tão bem sabemos, o sonho comanda a vida, ora positiva ora negativamente. As nossas ânsias têm a capacidade de alterar os nossos comportamentos e conceções de vida.
            Por um lado, uma vida sem sonhos equivale a uma casa sem janelas, uma biblioteca sem livros. Vivemos para o sonho e em função dele, numa busca incessante de sentido para a nossa caminhada no mundo. Refiro, a título de exemplo, o quanto lutamos e nos dedicamos para construir um futuro tão bom ou até muito melhor do que aquele que é idealizado, por exemplo, no que diz respeito à profissão. Não nos poupamos, para isso, a esforços, dominados pela expectativa de transformar o sonhado em realizado, pois não há nada de mais gratificante.
            Por outro lado, tendemos, por vezes, a elevar demasiado a fasquia das nossas ambições, sem olhar a meios para atingir os fins, ignorando que, para tal, sacrifiquemos os nossos pais e amigos, em particular, e todos os que nos rodeiam, em geral. A propósito, evoco tantos políticos que, sequiosos do poder, desrespeitam os cidadãos e os seus direitos, perseguindo aqueles que se opõem aos seus ideais e convicções, denunciando a hipocrisia das palavras que proferem e revelando o lado obscuro dos desejos.
            Em suma, afirmo, convictamente, que o sonho é o meio de construção e realização pessoal e social do Homem, alicerce do futuro e, simultaneamente, um caminho que se não for traçado com moderação e confiança pode desencadear frustração, descontentamento e abatimento, sentimentos que em nada enriquecem. Lutemos, então, incessante e cuidadosamente pelas nossas aspirações e, consequentemente, por um mundo onde é bom viver!
Inês Barbosa Costa