sábado, 20 de outubro de 2018


Alunos do 10.º ano aplaudem 
leitura musicada de Poesia Trovadoresca






Os alunos do 10.º ano participaram numa sessão de leitura encenada e musicada de poesia trovadoresca, dinamizada pelo encenador e ator Luís Almeida.



Com esta iniciativa, os discentes tiveram oportunidade de contactar mais de perto com a riqueza do ambiente em que se desenvolveu o primeiro período da nossa Literatura, ainda em galaico-português (séculos XIII-XIV), estimulando o gosto de ler e de apreciar / interpretar poesia de outros tempos.  
Considerando o distanciamento histórico e o estado da língua portuguesa à época, tratou-se de uma aposta criativa, que ajudou os alunos a compreender o ambiente em que surgiu esta poesia, levando-os a vivenciar as diversas linguagens da época medieval (poesia, música, indumentária e interpretação).
Ao longo do espetáculo, Luís Almeida interpretou diversas cantigas de amigo e de amor, algumas das quais já eram conhecidas dos alunos pelo trabalho desenvolvido na disciplina de Português, cujos conteúdos programáticos integram a unidade “Poesia Trovadoresca”.


D. João Peres de Aboim
Um aplauso especial mereceu a interpretação de poemas de D. João Peres de Aboim, uma figura da Terra da Nóbrega que, no séc. XIII, se notabilizou em várias áreas, nomeadamente, a cultural.
O espetáculo revelou-se muito produtivo, despertando grande interesse entre os participantes, na medida em que os ajudou a aprofundar o conhecimento dos conteúdos programáticos, o interesse pela leitura de poesia e o alargamento do universo vocabular.
Em termos mais gerais, proporcionou ainda a apropriação de novas vivências / experiências, o alargamento da bagagem cultural e da apetência pelo saber e o exercício da cidadania, mediante o aprofundamento da consciência da nossa identidade como povo, que valoriza e o seu passado e a sua memória.
A ação aconteceu no âmbito do programa de combate ao insucesso e abandono escolares, medida 2 – “Ler Mais para Saber Mais”, um projeto aprovado pela CIM Alto Minho, na sequência de uma candidatura resultante de uma parceria entre o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca e a Câmara Municipal.
Este vídeo, realizado pelo Curso Profissional de Multimédia (10.º C), sob a supervisão do Prof. Emanuel Cruz, mostra um pouco do ambiente criado.

Os alunos do 10.º ano

sexta-feira, 19 de outubro de 2018


Mais Poesia…

O fundo documental da Biblioteca da Escola Secundária de Ponte da Barca acaba de ser enriquecido com mais quatro títulos de poesia.
Trata-se de um gesto simpático da professora Lúcia Ribeiro, antiga docente do Agrupamento, que teve a amabilidade de oferecer os títulos, todos acompanhados de uma dedicatória.
Bem-haja!


Biblioteca Escolar

terça-feira, 2 de outubro de 2018


Raquel Ramos na apresentação do Diário de Ana Joana:
A leitura é um prazer que é preciso treinar


A iniciação à leitura exige esforço, tal como o exige aprender a andar de bicicleta ou a nadar, mas, uma vez apanhado o gosto, trata-se de uma experiência que nos proporciona uma enorme satisfação e um enriquecimento sem limites.
A mensagem foi deixada por Raquel Ramos a um grupo de alunos do 3.º ciclo da Escola Secundária de Ponte da Barca que participaram na sessão de lançamento da sua mais recente obra, “Diário de Ana Joana – 13 anos e 30 moinhos de vento”.

Num ambiente informal, mas de grande envolvimento dos participantes, a sessão ficou assinalada pelo contributo assertivo e mobilizador de um grupo de alunos do 9.º ano.
A Maria Miguel de Gusmão começou por apresentar a autora, seguindo-se um momento muito interessante em que a Maria João Cerqueira, a Luana Silva, a Rita Ribeiro e a Silvana Silva partilharam com o público a sua experiência da leitura do livro.
Dos diferentes testemunhos resultou a certeza de que uma obra pode proporcionar diferentes viagens interiores e múltiplas reflexões, consoante a sensibilidade de cada leitor, mas todas foram unânimes em sublinhar a forte personalidade e o carácter determinado de Ana Joana, a protagonista do diário.
Esta ideia foi aprofundada no período de perguntas e respostas. Confrontada com um conjunto de questões colocadas pelos alunos, Raquel Ramos explorou o lema de vida de Ana Joana – “Eu consigo!” – para sublinhar quanto é importante acreditarmos nas nossas capacidades e perseguirmos os nossos sonhos.
A autora falou ainda dos livros que marcaram a sua vida e da importância da leitura, porque um bom leitor é sempre alguém que está em vantagem, na medida em que vê mais longe.
Para além de alunos, professores, encarregados de educação e outros membros da comunidade educativa, a sessão contou ainda com a presença de um representante da editora Coolbooks (marca da Porto Editora), da Vereadora da Educação e Cultura e do Diretor do Agrupamento.
Nas suas intervenções, todos felicitaram a iniciativa e sublinharam também a importância da leitura, enquanto ferramenta que nos ajuda a crescer como pessoas e como cidadãos.
A encerrar, Raquel Ramos presenteou os seus leitores com uma sessão de autógrafos.
Biblioteca Escolar

segunda-feira, 1 de outubro de 2018


Ser Português é…

Numa das primeiras aulas de Português do presente ano letivo, dedicada a uma oficina de escrita, os alunos das turmas A e B, do 12.º ano, foram desafiados a exprimir a sua opinião sobre Portugal e os portugueses.
Denunciando uma acentuada capacidade crítica ou até um notável sentido de humor dos seus autores, eis alguns trabalhos que evidenciam as qualidades, mas também os defeitos que caraterizam o povo lusitano.
Professora Laura Rodrigues

     Ser português é carregar em si uma nação repleta de história e conhecimento, é ter nas veias o sangue e a coragem dos mais audazes, é tradição e admiração.
     Ser português é orgulhar-se da sua história e das suas origens, é sofrer com as derrotas e vibrar com as conquistas. É apoiar o nosso povo em qualquer lado e em qualquer circunstância.
     Um bom português aprecia um bom copo de vinho e um prato cheio de comida. Aprecia desde as tripas ao bacalhau, do verde ao maduro. Dança o folclore ao toque de uma concertina e canta o fado ao som de uma guitarra. Um bom português sabe sofrer e continua a lutar. Encontra paz, ao som do rebentar das ondas do mar que outrora tanta dor o fez passar.
     Português é aquele que sai levando consigo o seu país e contando em um dia regressar. É aquele que acolhe os povos que nos visitam como se fossem da família. Ser português é ajudar.
     Mas ser português é muito mais que isto, é união e amizade, é muita comida e bebida, é futebol, é música, ser português é tanta coisa. Mas acima de tudo e de qualquer outra coisa, ser português é orgulhar-se deste pequeno e belo país à beira mar plantado.
Maria Armanda Cerqueira, 12.º A
Mariana Leitão, 12.º A

No ano de 1179, por meio da Bula “Manifestis Probatum”, documento redigido pela Sede Papal do Vaticano, o equivalente à atual Organização Mundial de Saúde, foi finalmente reconhecido pela comunidade internacional o transtorno psico-fisiológico-social que hoje em dia afeta mais de onze milhões de pessoas: “ser português”.
A epidemia foi contraída pelo paciente zero, D. Afonso Henriques, que se autodiagnosticara em 1143, e alastrou-se ao longo de quase um milénio, chegando mesmo a atravessar continentes.
Sintomas de que poderá “ser português”: o doente revela uma tendência sistemática para não cumprir horários, usando expressões como “lá para as onze e pico…” ou “às duas e tal…”; o paciente demonstra um total desrespeito para com o sistema de tributação fiscal vigente, através de atitudes como fuga aos impostos e não passar fatura; o típico português é impelido a comer arroz em toda e qualquer refeição (inclusive sobremesas), ignorando a importância de outros hidratos; o infetado começa a demonstrar memória curta, elegendo líderes demagogos e irresponsáveis, cujas ações visam a satisfação do povo, a curto-prazo, sem salvaguardar o futuro; a infeção do vírus lusitano resulta ainda no perpétuo descontentamento para com a pátria, mas paradoxal amor à nação, olhando os tempos idos com nostalgia e saudade.
Ainda não existe cura definitiva, mas o tratamento mais recomendado pela Comunidade Europeia é emigrar para a França. Um dos efeitos secundários deste procedimento é a “azeitice”, que consiste na utilização constante de terços, fieiras de ouro e camisolas da Seleção Portuguesa de Futebol.
Isto é ser português…
João Sousa, 12.º A
Sara Arezes, 12.º A

Enquanto jovens cidadãs de um país tão diminuto, mas com tanto para oferecer, torna-se imperativo valorizar e, consequentemente, dar a conhecer aquilo que Portugal tem de melhor. Porque, afinal de contas, ser português é ter coragem, ambição, dedicação, espírito de aventura, amor à pátria, amor ao mundo.
Desde os tempos remotos que os portugueses se têm afirmado como seres inigualáveis, desde sempre que alcançam inúmeros e grandiosos feitos. Como prova disso, não podemos ficar indiferentes à época que se revelou como o auge do povo lusitano, os Descobrimentos, momento no qual se deram novos mundos ao mundo, no qual se enfrentaram todos e quaisquer obstáculos, o que permitiu um enriquecimento tanto a nível pessoal, para os nossos marinheiros, como económico e cultural para o país. Relembrar o passado é relembrar não só o auge como também os momentos mais difíceis e daí destacar a bravura, a união e a luta pela liberdade, pelos direitos de Portugal, pondo sempre em prática o lema “O povo unido jamais será vencido”.
E que bom é ser português neste tempo presente. E porquê? Porque continuamos a desempenhar um papel crucial. Somos os melhores nos mais variados domínios. Joana Vasconcelos na arte plástica, Cristiano Ronaldo no futebol, António Guterres e Marcelo na política, Salvador Sobral na música, por aí adiante…
Enfim, desde sempre e para sempre que é um orgulho pertencer a esta nação, porque ser português é honrar o passado, trabalhar e viver o presente e procurar melhorar o futuro!
Inês Costa, 12.º B
Joana Ferreira, 12.º B

Ser português é um fardo, é carregar uma grandiosa história aos ombros, é ter a correr nas veias o sangue de um lutador.
Portugal fora outrora dos maiores países do mundo, um país com um povo ambicioso, que levou a nação a novas conquistas e à evolução. Ser descendente destes bravos homens desperta em cada um de nós uma necessidade constante de corresponder às expectativas passadas, desperta uma vontade de ser mais, de ajudar o mundo a evoluir em nome de Portugal.
A aventura que nos vai no sangue leva-nos a partir para o desconhecido sempre que o desejo de alcançar novos horizontes fala mais alto. Somos um povo capaz e talentoso, com grandes nomes em diversas áreas, desde o Ronaldo, no futebol, até Pessoa e Saramago, na literatura.
Somos uma nação rica em cultura, “nunca lhes faltando amabilidade e vontade de ajudar o próximo”, dizem os estrangeiros. Detemos a chama da revolução. Somos uns patriotas desmedidos, de alma grande e mão ao peito.
Ser português é procrastinar, é comer bem e preservar as tradições. Ser português é ser campeão europeu. Ser português é ser um campeão no mundo.
                                                           Carolina Fernandes, 12.º B
Cristiana Tenente, 12.º B

sábado, 29 de setembro de 2018

quarta-feira, 26 de setembro de 2018


Apresentação do Diário de Ana Joana
– 13 anos e 30 moinhos de vento, de Raquel Ramos


Realiza-se na próxima segunda-feira, às 16 horas, no auditório da Escola Secundária de Ponte da Barca, a apresentação do livro selecionado para o concurso de leitura – 3.º ciclo: Diário de Ana Joana – 13 anos e 30 moinhos de vento, de Raquel Ramos.
A autora estará presente e disponível para responder a questões dos leitores e para participar numa sessão de autógrafos.
A participação na sessão – que contará com intervenções / depoimentos de alunos do 3.º ciclo – está aberta à comunidade educativa.
Biblioteca Escolar

segunda-feira, 17 de setembro de 2018


Ponte da Barca tem 53 novos estudantes
no Ensino Superior Público

Cinquenta e três estudantes que, no ano letivo 2017/2018, concluíram o 12.º ano na Escola Secundária de Ponte da Barca acabam de ver concretizado um sonho, com o ingresso no Ensino Superior Público.
De acordo com os resultados do concurso nacional de acesso de 2018, os estudantes conseguiram colocação em 36 cursos diferentes, o que mostra bem a diversidade de preferências e também a riqueza da oferta das instituições de ensino.
Turismo foi o curso com mais colocações (5), seguindo-se Design Industrial, Gestão e Arquitetura com três ingressos em cada um.
Por sua vez, para os cursos de Ciências da Comunicação, Direito, Educação Social e Gerontológica, Design de Moda, Medicina, Enfermagem, Engenharia e Gestão Industrial, Engenharia e Gestão de Sistemas de Informação entraram dois estudantes.
Os restantes 23 caloiros passaram a frequentar outros tantos cursos, a saber: Educação, Educação Básica, Línguas e Literaturas Europeias, Serviço Social, Finanças, Contabilidade e Fiscalidade, Osteopatia, Ciências Farmacêuticas, Geologia, Química, Química Industrial, Arte e Design, Engenharia Mecânica, Engenharia Têxtil, Engenharia Informática, Engenharia Biomédica, Genética e Biotecnologia, Psicologia, Matemática, Estatística Aplicada, Publicidade e Marketing, Agronomia e Marketing.

Proximidade geográfica
Em termos geográficos, o critério da proximidade acabou, mais uma vez, por ditar leis, com a Universidade do Minho a receber praticamente um terço dos novos caloiros, isto é, 17 dos 53 candidatos.
Na segunda posição, aparece o Instituo Politécnico de Viana do Castelo, com 12 ingressos, seguindo-se as Universidades do Porto e da Beira Interior com cinco colocações cada, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com três e as Universidade de Coimbra e de Aveiro com duas cada uma. 
Os restantes sete estudantes foram colocados nos Institutos Politécnicos do Cávado e do Ave (2), de Bragança (2), do Porto (1), de Leiria (1) e de Lisboa (1).
Para esta nova etapa das suas vidas, desejamos aos 53 jovens as maiores felicidades e os melhores sucessos académicos e pessoais.
Prof. Luís Arezes