Ferramenta de divulgação interativa das atividades da BE e de promoção das literacias...
quinta-feira, 31 de julho de 2025
quarta-feira, 2 de julho de 2025
Aprovada candidatura para
Clube de
Leitura do 1.º Ciclo
A
Biblioteca Escolar acaba de ver aprovada uma candidatura apresentada ao Plano
Nacional de Leitura (PNL), tendo em vista a dinamização de um Clube de Leitura
no 1.º Ciclo da Escola Básica Diogo Bernardes.
A
integração no projeto Clubes de Leitura do PNL vai traduzir-se num apoio
financeiro para aquisição de fundo documental que contribua para a
operacionalização do desígnio prioritário que é a promoção da leitura por
prazer, de acordo com os interesses e o nível de competência dos leitores.
Com
a dinamização deste projeto, pretende-se proporcionar um ambiente promotor da
interação e da socialização, do autoconhecimento e do conhecimento do mundo, da
partilha de experiências, de modos de ler e de argumentar, enfim, da autonomia
e do exercício do pensamento crítico e da cidadania.
Biblioteca Escolar
sexta-feira, 27 de junho de 2025
Trabalhos da
Educação Pré-escolar
inspirados na
obra do concurso de leitura
No âmbito do
concurso de leitura, a Educação Pré-escolar trabalhou a obra “Gilberto, o cão
poeta, anima a festa!”, de Gisela Silva, com ilustração de Ireneu Oliveira.
Em articulação
com as educadoras, o livro foi objeto de uma leitura expressiva por parte da
Biblioteca Escolar e, depois, aconteceu, uma divertida encenação teatral,
dinamizada por Mari Popó.
A dinâmica
desenvolvida ao longo do ano resultou em trabalhos magníficos inspirados na
obra e que as imagens ilustram.
Muitos
parabéns!
Mais uma vez, sublinha-se
a mensagem de união e de entreajuda, sintetizada na quadra do final do livro:
“E os meninos e as meninas sabem que mais?
A vida é uma poesia que nunca vai acabar,
Se dermos as mãos, como iguais,
Todos unidos poderemos celebrar.”
Biblioteca Escolar
terça-feira, 17 de junho de 2025
Alunos do 2.º ano participam
no
Diagnóstico da Fluência Leitora
Os
72 alunos que frequentam o 2.º ano de escolaridade no Agrupamento de Escolas de
Ponte da Barca acabam de participar no Diagnóstico da Fluência Leitora.
Ao
longo de quatro dias, as três turmas da EB Diogo Bernardes e a turma da EB de
Crasto, assim como a da EB de Entre Ambos-os-Rios, operacionalizaram esta
atividade solicitada pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), em parceria
com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE).
Envolvendo,
a nível nacional, todos os alunos do 2.º ano, a iniciativa consta como
prioridade do plano “Aprender Mais Agora”, apresentado em setembro de 2024,
focado na melhoria da aprendizagem de todos os alunos.
Para avaliar a fluência leitora, cada aluno, individualmente, procedeu à leitura de um texto, durante um minuto, cabendo à respetiva professora titular registar, numa plataforma, o número de palavras lidas (indicador da velocidade) e o número de erros cometidos (indicador da precisão).
Em simultâneo, os restantes membros da turma participaram em atividades de leitura orientadas pela Biblioteca Escolar. “A galinha dos ovos de ouro” foi a estória selecionada para o trabalho, tendo os discentes, após a audição da narrativa, desenvolvido uma atividade de expressão plástica e de escrita.Todos
os participantes deixaram um registo pessoal quanto à sua receção da estória,
destacando, quase todos, a importância de praticar o Bem e de cultivar a Amizade.
“’A galinha dos ovos de ouro’ ensina-me que é importante partilhar as coisas
que nós temos e ajudar quem precisa” foi, por exemplo, o depoimento que o
Gonçalo escreveu.
Biblioteca Escolar
segunda-feira, 16 de junho de 2025
Secretário de Estado visita Agrupamento de Escolas e aplaude trabalho de excelência
O Secretário de Estado Adjunto e da Educação
inaugurou a requalificação da Biblioteca Escolar (BE) da Escola Básica Diogo
Bernardes, uma intervenção de vários milhares de euros que só foi possível
graças ao empenho da Direção e ao apoio da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE),
mediante a aprovação da candidatura ao programa “(re)Criar a Biblioteca
Escolar”.
Alexandre Homem Cristo fez ainda questão de
conhecer pessoalmente os alunos e professores envolvidos no projeto da produção
para a “Barca FM” do programa semanal de rádio “Leituras e Companhia”, em curso desde novembro de 2012, sob a
responsabilidade da equipa da BE.
O governante inteirou-se, em pormenor, da dinâmica
do trabalho, conversou com alguns dos colaboradores, concedeu uma entrevista ao
programa e não se poupou em tecer os mais rasgados elogios à excelência do
trabalho.
A visita do Secretário de Estado surgiu na
sequência de uma promessa feita à comitiva do Agrupamento que, em Santarém, no
dia 26 de fevereiro, partilhou, no Seminário “Aprender a ler, ler para
aprender”, as suas experiências de leitura e a dinâmica do “Leituras e
Companhia”.
A receção à comitiva oficial aconteceu no
auditório da Secundária, numa sessão que, para além do Diretor, Carlos Louro, da Vereadora da Educação e Cultura, Rosa Maria Arezes, e da Coordenadora Interconcelhia da RBE, Carla Gandra, reuniu professores,
colaboradores e convidados, com o objetivo de, num ambiente informal,
proporcionar ao governante uma oportunidade para auscultar preocupações,
recolher sugestões, partilhar desafios, e também apresentar algumas linhas de
ação para os tempos mais próximos.
O programa incluiu, ainda, a inauguração, na Secundária, de um mural alusivo ao
5.º centenário do nascimento de Luís de Camões. Trata-se de
um tríptico – Camões, a Viagem e o Mostrengo –, construído pelos alunos do
Curso de Artes do Ensino Secundário, sob a coordenação dos professores José
Carlos Sousa, Emanuel Cruz e Hugo Afonso.
No final da visita, Alexandre Homem Cristo fez o balanço da sua visita, deixando a seguinte
mensagem no “Livro de Honra” do Agrupamento de Escolas
de Ponte da Barca:
“Foi um tremendo gosto visitar o Agrupamento e
testemunhar do vosso trabalho de excelência, que tanto beneficia os vossos
alunos. Apreciei particularmente o sentido de compromisso e comunidade que une
professores, técnicos, auxiliares e alunos, todos em prol de uma educação
humanista e de horizontes largos”.
Biblioteca Escolar
terça-feira, 10 de junho de 2025
V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CAMÕES
Erros meus, má fortuna, amor
ardente
Erros meus, má fortuna, amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a fortuna sobejaram,
Que para mim bastava amor somente.
Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas, que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.
Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa [a] que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.
De amor não vi senão breves enganos.
Oh! quem tanto pudesse, que fartasse
Este meu duro Génio de vinganças!
Luís Vaz de Camões, Lírica Completa II, prefácio e notas de
Maria de Lurdes Saraiva, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 1980, p.
164.
Num registo
autobiográfico, o sujeito poético faz o balanço do seu percurso de vida,
assinalando as causas da sua perdição: os erros que cometeu, o destino infeliz,
que o perseguiu, e o amor intenso, que o desgraçou.
Segundo
confessa, “Errei todo o discurso de meus anos”, assim justificando que a
“Fortuna” tenha sido tão pouco generosa consigo. Mas, para que não restem
dúvidas, garante que bastaria o amor, por si só, para a sua perdição. Uma
perdição tão atroz e irremediável, que o impede de ter qualquer tipo de
esperança, no presente…: “A não querer já nunca ser contente”.
![]() |
| Cópia
de Luís de Resende do retrato de Camões pintado por Fernão Gomes, ainda em vida do Poeta. O original perdeu-se. |
Numa
primeira leitura, apetece afirmar que estamos perante o tópico clássico do amor
como origem da desventura pessoal. Acontece que este testemunho intenso sobre o
amor, de que o sujeito poético só viu “breves enganos”, convoca-nos para uma
abordagem mais alargada. E aqui encontramos uma dimensão nova, profundamente
pessoal e sofrida.
De
facto, “o conjunto de poemas de Camões que abordam o tema da morte física ou
psicológica do amor é demasiado vasto para que os possamos considerar meros
exercícios de estilo, imitação convencional de modelos consagrados ou
encomendas de outrem. Petrarca e os poemas petrarquistas – continua Isabel Rio
Novo – influenciaram-no, seguramente; todavia, enquanto a poesia do italiano
transmite uma impressão de serenidade, a de Camões está perpassada de
agitações, impulsos, impaciências, contradições, que não advêm do sentimento do
amor em si, mas antes das circunstâncias que o rodeiam: desigualdades sociais,
afastamento, ausência, saudade, ciúme, remorso”.
Quer
dizer, neste soneto sobejamente conhecido parece estar todo o drama emocional,
existencial do Poeta, resultante do amor impossível – porque desigual… – que o
perseguiu ao longo da vida e que esteve na origem de mil e uma desventuras,
desde a prisão ao desterro.
Este
tom fortemente disfórico, de profundo extremismo no balanço da existência,
remete-nos para um outro soneto, igualmente sombrio, em que fala do início da
sua vida:
(…)
O dia em que nasci moura e pereça, (…)
(…)
Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
Camões
partiria no dia 10 de junho de 1580, já lá vão 445 anos. Morreu amargurado pela
doença e pela miséria.
Morreu…,
mas deixou-nos uma obra notável que vale uma literatura e que o afirmou como o
símbolo maior da identidade nacional e da união do mundo da lusofonia.
É no
dia da sua partida que celebramos quem somos. É a 10 de junho que comemoramos o
Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
Um bom
dia para celebrar Camões, na voz de Amália Rodrigues! “Erros meus”, um tema do
álbum “Fado Português”…
Fonte: Isabel Rio Novo, Fortuna,
Caso, Tempo e Sorte – Biografia de Luís Vaz de Camões, Lisboa, Contraponto,
2024, pp. 133 e 586-587.
A Organização
terça-feira, 3 de junho de 2025
V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE CAMÕES
As lágrimas de Inês
(…)
Passada esta tão próspera vitória,
Tornado
Afonso à Lusitana Terra,
A
se lograr da paz com tanta glória
Quanta
soube ganhar na dura guerra,
O
caso triste e dino da memória,
Que
do sepulcro os homens desenterra,
Aconteceu
da mísera e mesquinha
Que
despois de ser morta foi Rainha.
(…)
Estavas, linda Inês, posta em sossego,
De
teus anos colhendo doce fruto,
Naquele
engano da alma, ledo e cego,
Que
a Fortuna não deixa durar muito,
Nos
saudosos campos do Mondego,
De
teus fermosos olhos nunca enxuto,
Aos
montes ensinando e às ervinhas
O
nome que no peito escrito tinhas.
(…)
Vendo estas namoradas estranhezas,
O
velho pai sesudo, que respeita
O
murmurar do povo e a fantasia
Do
filho, que casar-se não queria,
Tirar
Inês ao mundo determina,
Por
lhe tirar o filho que tem preso,
Crendo
co sangue só da morte indina
Matar
do firme amor o fogo aceso.
Luís de Camões, Os Lusíadas, III, 118, 120, 122-123
A
história do amor de Inês e Pedro é, sem dúvida, uma das mais comoventes e
conhecidas da literatura portuguesa, inspirando o longo e belo episódio de Inês
de Castro, no canto III d’”Os Lusíadas”.
Dois
jovens, que se amam profunda e incondicionalmente, são vítimas de questões
políticas, caindo numa tragédia em que o ódio, a vingança e a morte destroem a sua
felicidade.
Face
às recomendações dos conselheiros e à pressão do povo, D. Afonso IV, temendo
que a relação de Inês com o príncipe D. Pedro, herdeiro do trono, pudesse acarretar
perigo para o reino, resolve cortar o mal pela raiz: a bela fidalga galega é condenada
à morte!
Quando
Inês toma conhecimento desta decisão, vai ter com o rei, rodeada dos filhos, e suplica
clemência, por se considerar inocente. Em desespero, implora ao monarca que
comute a pena por um degredo.
![]() |
| Tragédia
de Inês de Castro, de Bordalo Pinheiro (1857-1929), Museu Militar de Lisboa. |
Preocupa-a,
acima de tudo, os filhos, “que tão queridos tinha e tão mimosos, / cuja
orfandade como mãe temia” (III, 125), e, então, pede a D. Afonso IV: “A estas
crianças tem respeito” (III, 127).
Tudo
em vão! A execução de Inês de Castro aconteceu a 7 de janeiro de 1355, em
Coimbra.
Anos
depois, D. Pedro, já rei de Portugal, declarou que havia casado
clandestinamente com Inês, uns tempos antes da sua morte. E foi mais longe… Promoveu
o trasladação do seu corpo do mosteiro de Santa Clara de Coimbra para o mosteiro
de Alcobaça. E, na estátua do túmulo de Inês, impôs-lhe a coroa.
Quando
faleceu, foi sepultado junto da sua amada, a “mísera e mesquinha / Que despois
de ser morta foi Rainha”. Os seus túmulos são duas verdadeiras obras-primas da
escultura gótica em Portugal.
Neste
episódio d’”Os Lusíadas”, Camões mostra Inês como o símbolo do protesto contra
o autoritarismo do poder real e os mandamentos da Igreja, assumindo os riscos
da liberdade, qual cordeiro angélico e inocente levado ao sacrifício, numa
gesta que conduz à coroação do amor que assume a morte e, por isso, se projeta
na eternidade.
O
amor trágico de Inês e de Pedro, nomeadamente, a versão recriada por Camões, alimentou
o imaginário popular, num misto de factos, lenda e mito, transformando-se numa história
intemporal, que atraiu e inspirou, ao longo dos séculos, grande número de
poetas, escritores e outros artistas de várias nacionalidades, da música ao
bailado, da escultura à pintura e ao cinema.
Vamos
ouvir a história de Pedro e Inês na voz de Maria de Vasconcelos. A canção, da sua
autoria, chama-se “Sempre (D. Pedro e D. Inês)” e faz parte do álbum “As
canções da Maria – Especial História de Portugal”.
A Organização






















