quinta-feira, 14 de abril de 2016

Saramago ganha vida


A apresentação pública de uma peça escultórica de José Saramago, da autoria do professor José Félix, motivou uma sessão sobre o Prémio Nobel da Literatura, em que participaram a Direção do Agrupamento, professores e os alunos do 12.º ano da Escola Secundária.

Os participantes aplaudiram a escultura, tendo o Diretor, Carlos Louro, felicitado o autor da peça, uma obra singular que, segundo afirmou, constitui uma interessantíssima representação de Saramago e um desafio a um estudo mais atento do “Memorial do Convento”, por parte dos alunos do 12.º ano.
Na mesma linha se pronunciou o professor José Félix, que alargou o apelo a todos os alunos, porque – sublinhou – a Arte é um desafio para todos e é neste contexto que considero importante deixarmos, na Biblioteca Escolar, este marco de um artista das letras.

Considerando que os alunos do 12.º ano estão a iniciar o estudo do “Memorial do Convento”, a sessão incluiu um momento de tertúlia sobre esta obra.
Depois da visualização do documentário da RTP da série “Grandes Livros”, a professora Frederica Cascão falou da relevância que a arte musical assume na obra, com destaque para Scarlatti e para o poder mágico da música do seu cravo.
Por sua vez, o professor Soares Alves partilhou a sua experiência de leitor do romance, sugerindo algumas pistas de abordagem e destacando a importância do tema da justiça, ao longo da narrativa.
Aliás, o Subdiretor do Agrupamento convidou mesmo os alunos a fazerem uma leitura do “Memorial do Convento” à luz da atualidade ou vice-versa, dedicando especial atenção às arbitrariedades e às injustiças.
Promovida pela Biblioteca Escolar no âmbito da Semana das Artes, esta sessão pretendeu ser um contributo para a divulgação do único Prémio Nobel da Literatura Portuguesa e, ao mesmo tempo, despertar, entre os alunos do 12.º ano, um maior interesse pelo estudo do “Memorial do Convento”, um romance polifónico, que remete para inúmeras intertextualidades.
Prof. Luís Arezes 

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Ler é Saber +
Dando continuidade à iniciativa “Ler é Saber +”, sete alunos dos 8.º C, D e E partilham as suas experiências de leitura levadas a cabo ao longo do 2.º período.
São depoimentos sobre outros tantos livros trabalhados no âmbito do Plano Nacional de Leitura, sob a orientação da docente de Português, Professora Fátima Marques.
A avaliar pelo que afirmam, numa coisa estão de acordo: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer” (Carlos Drummond de Andrade). E uma ferramenta preciosa que ajuda a estruturar o pensamento, alarga horizontes, forma cidadãos.
Venham daí mais depoimentos para partilhar…

Biblioteca Escolar

A Lua de Joana, de Maria Teresa Maia Gonzalez

Aconselho esta obra aos meus amigos, uma vez que é um livro extraordinário, com um enorme significado, que nos faz perceber que temos de dar atenção ao que nos rodeia, ao que está dentro de nós. Ao lê-lo, percebi que “…não podemos deixar de pensar na forma como, muitas vezes, relegamos para segundo plano aquilo que é realmente importante na vida.”
Este livro mostra-nos como a solidão e o sentimento de incompreensão nos pode afetar de uma maneira trágica, fazendo-nos perder o sentido da vida.
Aqui fica uma das frases que achei mais bonita: “E percebi que os sorrisos servem para uma data de coisas, como por exemplo para tapar buracos que aparecem quando o mar das palavras se transforma em deserto.”
Luna Joana Taveira Dantas, 8.º D





Chocolate à Chuva, de Alice Vieira


“Este livro conta-nos a história de duas raparigas, Mariana e a sua melhor amiga, que se ajudam uma à outra, nos bons e nos maus momentos.
Nesta história, Rita (a melhor amiga de Mariana) passa um mau momento, uma vez que os pais se separam. Porém, ao longo da narrativa, Mariana ajuda-a a perceber que aquela separação não é o fim do mundo e que aquele pesadelo vai acabar por passar.
Mariana e Rita vão percebendo que a amizade é o melhor que a vida nos pode dar e, apesar de haver muitas outras coisas importantes, a amizade é a base de tudo e que os amigos estão sempre connosco.
Vitória Botelho, 8.º D





Contemplação da Coroa, de Maria Teresa Maia Gonzalez

Este livro fala da infância de Teresa e do momento em que descobre um homem preso numa cruz com uma coroa estranha na cabeça. Após indagar sobre as causas deste acontecimento, ela tenta ajudá-lo a sair da cruz, que tanto o faz sofrer, passando sempre por grandes dilemas nos quais se tem de enfrentar a sim mesma e às diversas situações que vão aparecendo, ao longo do tempo.
Aqui ficam algumas das frases que achei mais bonitas: “Não consegui dizer mais nada, porque os olhos dele estavam cada vez mais brilhantes e eu sabia que ele nem sequer podia chorar à vontade – só para dentro, como fazia a Augusta, segundo a Fernanda me tinha contado. E devia ser horrível chorar para dentro: ficar com o coração cheio de lágrimas, todo molhado e com frio.”
Diana Gonçalves Fernandes Gomes, 8.º D




Gangues, de Robert Muchamore

É a história de um rapaz de 8 anos, Dante, que vê a sua família ser assassinada por quem menos esperava. Depois de ele e a irmã bebé escaparem à chacina, entram para a Cherub (serviços secretos). Com 13 anos, Dante vai participar de uma missão com os irmãos Adams onde vai poder vingar a morte da sua família. Nem tudo se passa como ele esperava e o mau da fita, cabecilha de um grupo de motards, escapa mais uma vez, mas James, amigo de missão de Dante, irá, no volume seguinte, ter a oportunidade de fazer justiça.
Aconselho esta obra aos meus amigos, uma vez que as personagens são adolescentes envolvidos em missões que adultos não conseguem resolver. Aborda temas interessantes, tais como um novo conceito de família (estas crianças perderam as suas famílias, mas encontraram uma nova no seio da Cherub), a sexualidade nos jovens, a capacidade de tomar decisões acertadas na idade deles…
Nélson José Sousa da Silva, 8.º C


O Rapaz do Caixote de Madeira
de Leon Leyson, Marilyn Harran e Elizabeth Leyson


“Este livro conta-nos a história de Leon Leyson, um rapaz judeu, e da sua família.
Durante a 2.ª Guerra Mundial, a Polónia foi invadida pelos nazis; então, Leon, com apenas com 10 anos, e a sua família, foram obrigados a deslocar-se para o gueto de Cracóvia, local onde viviam os judeus.
Antes da invasão nazi, Leon era considerado uma criança normal, com uma infância feliz. Porém, a guerra veio alterar profundamente a vida do rapaz que acabou por ser separado da família e foi confrontado com situações demasiado complicadas para a sua ainda tenra idade.
Alice Moutinho, 8.º C






O Último Grimm, de Álvaro Magalhães

Este livro relata-nos a história de dois irmãos chamados William e Peter, de catorze e doze anos respetivamente. Quando foram passar férias à Quinta da Pedra Azul, William apercebeu-se de que conseguia ver duendes e fadas, mas ninguém lá em casa acreditava nem, ao princípio, o próprio irmão que dizia que “os dois eram um”, de acordo com o lema que ambos inventaram. Mais tarde, William descobriu que a sua capacidade de ver criaturas fictícias o tornava num Grimm (“aquele que vê”)!
Aconselho esta obra aos meus amigos, uma vez que, com ele, aprendi que devemos confiar nas pessoas e na amizade. O espírito de partilha e a solidariedade foram constantes ao longo do livro. Esta obra ensinou-me também a acreditar e a valorizar as pequenas coisas da vida. É uma obra repleta de aventuras transmitidas numa linguagem muito fácil de compreender. A ação é dinâmica e cativa o leitor.
Nuno Guilherme da Cruz Varela, 8.º D


Uma Criança Chamada Amor, de Mary MacCracken




“Este livro conta-nos a história de Hannah, uma menina com distúrbios de aprendizagem, considerada selvagem, pela sociedade, e da sua professora que, ao contrário das outras pessoas, não a rejeitou, dedicando-se com todo o amor, carinho e paciência a uma longa e incrível viagem de recuperação.
Aqui ficam registadas as frases que achei mais bonitas: “- Vês, Brian? Eu agora não sou estúpida. Não sou retardada. – abriu a porta, veio cá para fora e afirmou com toda a segurança: - Agora sou amor.”
Carolina Pereira, 8.º E 

terça-feira, 22 de março de 2016

UM SARAU CHEIO DE POESIA


O auditório da Casa da Cultura de Ponte da Barca foi pequeno para acolher todos quantos se quiseram associar à celebração do Dia Mundial da Poesia.
Aconteceu na noite do dia 21 de março, com um sarau poético que reuniu alunos de todos os níveis de ensino, pais/ encarregados de educação, professores e outros membros da comunidade local.

Todos fizeram questão de celebrar a Palavra feita Poesia, numa festa em que a leitura e a música se conjugaram harmoniosamente, dando aos participantes a oportunidade de partilhar as suas emoções e de provocar a reflexão.
Numa iniciativa conjunta do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal e do Agrupamento de Escolas, sob a coordenação da Biblioteca Escolar, o sarau evocou autores locais e nacionais, num ambiente intimista que despertou o envolvimento do público.
Usando da palavra, tanto Sílvia Torres, Vereadora da Cultura, Turismo, Desporto e Tempos Livres, como Manuel Soares Alves, Diretor Adjunto do Agrupamento, foram unânimes em enaltecer o trabalho em parceria entre as duas entidades, felicitando os participantes na iniciativa, assim como os seus organizadores (Biblioteca Escolar).
A organização agradece a todos quantos tornaram possível esta atividade e nela se envolveram com o entusiasmo que só a poesia é capaz de despertar.
Muito obrigado!
Prof. Luís Arezes

domingo, 20 de março de 2016

SARAU ASSINALA DIA MUNDIAL DA POESIA


Um sarau poético assinala o Dia Mundial da Poesia que, desde 1999, por decisão da UNESCO, se comemora, todos os anos, no dia 21 de março.
Numa iniciativa conjunta do Município de Ponte da Barca e do Agrupamento de Escolas, sob a coordenação da Biblioteca Escolar, o sarau acontece às 21.30 horas desta segunda-feira, na Casa da Cultura, e inclui música e leitura de poesia, evocando autores locais e nacionais.
Garantida está já a participação de alunos – do 1.º ciclo ao ensino secundário – e ainda de professores, encarregados de educação e outros membros da comunidade local.
A sessão, que é aberta ao público, pretende ser uma festa da Palavra feita Poesia…
Prof. Luís Arezes

segunda-feira, 7 de março de 2016

CONCURSO DE LEITURA DO 2.º CICLO

Realiza-se no próximo dia 16 o Concurso de Leitura do 2.º Ciclo, uma iniciativa do Grupo Disciplinar de Português em parceria com a Câmara Municipal de Ponte da Barca.
Com esta atividade, pretende-se promover o gosto pelo livro e pela leitura, porque um bom leitor é, certamente, uma pessoa com horizontes largos, mais bem preparada para a vida e para o exercício de uma cidadania ativa.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Escola Secundária de Ponte da Barca
vence distrital do Parlamento dos Jovens

A Escola Secundária de Ponte da Barca está duplamente de parabéns, pois venceu a fase distrital do Parlamento dos Jovens 2016, tanto no Básico como no Secundário.
Equipas do Secundário e do Básico,
acompanhadas da coordenadora do projeto, professora Madalena Peres
No dia 29 de fevereiro, os alunos do ensino secundário esgrimiram os seus argumentos na defesa do seu projeto de recomendação, subordinado ao tema “Portugal: Assimetrias Litoral/ Interior. Que soluções?”, evidenciando a sua capacidade de debater, analisar e argumentar.
Convenceram as restantes escolas do distrito a elegê-los como representantes do Alto Minho, na Assembleia da República, nos dias 22 e 23 de maio, em parceria com a Escola Sidónio Pais, de Caminha. Assim, a Mariana Lopes e a Ana Silva são as deputadas efetivas. Na sua companhia seguirá também a Luana Silva, a quem compete fazer a reportagem do evento, no papel de jornalista.
No dia 1 de março, foram os alunos do Básico que brilharam na representação da nossa Escola na sessão distrital. A Sara Arezes, o Vasco Ribeiro e o Guilherme Santos revelaram-se invencíveis na defesa do seu Projeto de Recomendação sobre o tema “Racismo, Preconceito, Discriminação. Ao debate!”. Sobressaíram, neste debate, a jovialidade, o espírito de partilha, a tolerância, a par da responsabilidade, do empenho e da resiliência dos nossos mais jovens deputados!
Têm já lugar assegurado rumo a Lisboa, nos dias 2 e 3 de maio, onde, mais uma vez, vão mostrar as suas capacidades no debate que terá lugar na Assembleia da República. O Guilherme Santos encarregar-se-á de fazer a reportagem. Com eles seguem também deputados eleitos da Escola de Barroselas e do Colégio de Campos, em Vila Nova de Cerveira.
Professora Madalena Peres

quarta-feira, 2 de março de 2016

Beatriz Lamas Oliveira fala da paixão
pela escrita e pela Natureza


A paixão pela leitura e pela escrita e o amor à Natureza e à vida selvagem estiveram no centro de uma interessante conversa que Beatriz Lamas Oliveira manteve com os alunos do 5.º ano da Escola Básica Diogo Bernardes.
Ao longo de duas sessões, a autora de “O Mocho Sábio” e “O Clube das Efes” partilhou com os discentes o seu fascínio pelo universo dos livros e do desenho/ pintura, segredando-lhes que para se gostar de escrever é preciso apanhar o gosto pela leitura.
Dr. Carlos Louro, Diretor do Agrupamento,
oferecendo uma lembrança à convidada
A escritora foi presenteada com um quadro pintado pela Professora Carmem Coelho:
as doninhas Faia, Flor e Freixo inspiraram o trabalho.
“Quando era miúda, descobri este mundo fantástico e comecei a ler tudo o que encontrava, lia, lia, lia, muitas vezes às escondidas, apesar de os adultos me dizerem que fazia mal aos olhos e cansava a cabeça. Foi o início da paixão pela escrita, porque ler estimula a imaginação” – explicou Beatriz Lamas Oliveira.
Convidada pela Biblioteca Escolar no âmbito do ciclo “À conversa com…”, a escritora falou em pormenor da sua mais recente obra – “O Clube das Efes” – e da aldeia no Entre Douro e Minho onde tudo acontece e onde não há o mínimo ruído que incomode os animais.
Com o apoio das ilustrações do livro – de que também é autora –, Beatriz Lamas Oliveira recontou a história a uma plateia de alunos sempre muito atenta e desperta para a importância da proteção da Natureza, bem personificada na figura do protagonista, o Filipe, e no seu interesse pela vida selvagem e pelas doninhas Faia, Flor e Freixo.
Beatriz Lamas Oliveira é médica e, desde a adolescência, desenha, pinta e escreve, atividades que considera essenciais para se sentir útil, viva e em estreita relação com a Natureza. Em 1999, esteou-se com o romance “O Inseto Imperfeito” e, recentemente, lançou uma coleção sobre vida selvagem, direcionada para crianças e adolescentes. Depois de “O Mocho Sábio” e “O Clube das Efes”, está para breve o terceiro título, “A Raposa Sebastiana”.  
Prof. Luís Arezes