terça-feira, 13 de maio de 2014

Projeto “Um Quartzo cheio de brilho”
valoriza recurso natural do Concelho 

Os alunos das turmas 7.º C e 7.º D participaram, no dia 5 de maio, numa sessão sobre a Senhora da Paz e o Museu do Quartzo, no Barral (S. João de Vila Chã). 
Dinamizada pelo coordenador da equipa da Biblioteca Escolar, a sessão aconteceu no âmbito do projeto “Um Quartzo cheio de brilho”, aprovado na 11.ª edição do Prémio Fundação Ilídio Pinho Ciência na Escola.
Os discentes envolvidos tiveram oportunidade de conhecer a história das aparições ao pastorinho Severino Alves, nos dias 10 e 11 de maio de 1917, já lá vão quase 100 anos, e ainda como o atual Centro Mariano da Senhora da Paz foi sendo construído, na sequência das celebrações do cinquentenário.
Particular atenção mereceu o Museu do Quartzo e o seu espólio de cristais de diversos tamanhos, formas e cores, tanto mais que o projeto incide sobre este equipamento, propondo-se colaborar na seleção, organização e catalogação dos exemplares existentes, num processo desenvolvido pelo Dr. Nuno Pousada, técnico da “Porta do Parque de Lindoso”, e ainda por Pedro Araújo, antigo aluno da Escola e mestrando em Ordenamento e Valorização de Recursos Geológicos.
Recorde-se que – segundo os especialistas – poderá existir na zona de Vila Chã um dos principais reservatórios de quartzo da Península Ibérica. De resto, esta rocha é devidamente valorizada na Senhora da Paz, não só pelo Museu, mas também através da capela e do altar da cripta, formado por um bloco cristalizado, com cerca de três toneladas (o maior existente em Portugal), a que importa acrescentar os monumentos ao Anjo da Guarda, à Paz e ao Sagrado Coração de Jesus.
Equipa do Projeto

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Alunas de Ponte da Barca em maioria no pódio da distrital 
                                         do Concurso Nacional de Leitura


Teve lugar, no Centro Cultural de Paredes de Coura, a fase distrital do Concurso Nacional de Leitura promovido pelo Plano Nacional de Leitura, em parceria com a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas, a Rede de Bibliotecas Escolares e a Rádio Televisão Portuguesa.

As representantes do Ensino Secundário do nosso Agrupamento foram as alunas Ana Margarida Silva (10.º B) e Mariana Antunes (11.º C), que se apuraram para a última fase do concurso, para a qual só passavam os cinco melhores alunos do distrito, num total aproximado de 30 concorrentes neste escalão, tendo alcançado os honrosos 3.º e 2.º lugares, respetivamente.
A nível do 3.º Ciclo, as nossas representantes foram as alunas Cristina Azevedo (9.º B), Sara Arezes (7.º C) e Luana Silva (9.º D), que também obtiveram uma prestação satisfatória no concurso.

Depois do nervosismo da competição, as participantes, juntamente com a professora acompanhante, Cristina Pacheco, foram descontrair um pouco, fazendo uma breve visita pela vila e deslocando-se à Biblioteca de Paredes de Coura, onde passaram momentos divertidos e animados, festejando as vitórias da nossa Escola.
É um orgulho para todos nós que o Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca esteja em maioria no pódio distrital, pois é assim que mostramos o elevado valor da nossa Escola e dos seus alunos.
Cristina Azevedo (9.º B),
participante no Concurso

domingo, 11 de maio de 2014

FOI HÁ 97 ANOS!

Aparições de Nossa Senhora da Paz


Há 100 anos, no verão de 1914, começou a I Guerra Mundial. Em pouco tempo, os horrores do conflito espalharam-se por todo o lado! E, no centro do combate, estavam Portugueses, lutavam homens de Ponte da Barca.
Longe, muito longe, de todo este mundo de aflições, vivia o pequeno Severino Alves. Tinha dez anos e todo o seu tempo de menino era ocupado a pastorear os rebanhos, nas redondezas do lugar do Barral, freguesia de Vila Chã S. João (Ponte da Barca).
No dia 10 de maio de 1917, Severino inicia a jornada, com a mesma rotina de sempre. Mal o Sol tinha acabado de espreitar nas alturas do Livramento, já o nosso pastor ia a caminho dos montes.
Nos seus dedinhos de miúdo, corriam as contas do terço que rezava devotamente, enquanto, com o olhar, tangia o rebanho a caminho do pasto. Até que, numa ramada, perto da ermida de Santa Marinha, sentiu um relâmpago... Era um clarão tão forte e tão brilhante, que o menino ficou estático, impressionado por um grande medo.
Vencida a emoção, deu alguns passos, atravessou um portelo, e olhou em redor. Severino tentava perceber o que se estava a passar...
Nesse momento, avistou uma Senhora! Tinha as mãos postas e o seu rosto era lindo, lindo como nenhum outro. Vestia-se de branco e um manto azul cobria-lhe a cabeça. Toda ela era cheia de luz e de esplendor!
Fascinado com tamanha beleza da Aparição, o nosso pastor recuou uns passos e caiu por terra, surpreendido com tal acontecimento.
Ainda exclamou “Jesus Cristo”, mas nesse mesmo momento a Visão desapareceu...
No dia seguinte, 11 de maio de 1917, uma sexta-feira, sem que sentisse relâmpago algum, quando atravessava o portelo, deparou com a mesma Senhora, que estava no mesmo sítio.
Severino caiu de joelhos. Olhou, depois, o rosto sorridente da Aparição e disse-lhe o que o seu pároco lhe havia aconselhado:
– Quem não falou, ontem, fale hoje...
Então, a voz da Aparição manifestou-se, tranquilizando-o:
– Não te assustes, menino; sou Eu!
E acrescentou: – Diz aos pastores do monte que rezem sempre o terço, que os homens e mulheres rezem o terço todos os dias e cantem a Estrela do Céu. E as mães que têm os filhos lá fora que rezem também o terço, cantem a Estrela do Céu e se apeguem Comigo, que eu hei-de acudir ao mundo e aplacar a guerra.
E, depois de uma pausa, perante o silêncio espantado de Severino que apenas respondeu “Sim, Senhora”, a Visão, olhando para uma ramada, exclamou:
– Que gomos tão lindos, que cachos tão bonitos!
O pastorinho olhou e, quando se voltou, viu que a extraordinária Aparição já tinha desaparecido.
Uma alegria imensa encheu-lhe a alma. Correu, feliz por ser protagonista de um acontecimento sobrenatural. Ele queria partilhar tão grande maravilha com os seus pais e vizinhos!
A notícia espalhou-se, de boca em boca. Dois jornais do Porto difundiram-na, pelo país. As pessoas começaram a acorrer, aos milhares, vindas das mais diversas terras. Foi assim nos primeiros anos, mas, com o tempo, a afluência começou a diminuir, a diminuir...
Nem seria de esperar outra coisa, pois, no local, nem sequer existia uma imagem, muito menos uma capela. A atenção e a devoção iam-se concentrando em Fátima, onde Nossa Senhora se começara a manifestar a Lúcia, Francisco e Jacinta, dois dias mais tarde, a 13 de maio do mesmo ano... E, assim, as aparições da Senhora da Paz, no Barral, quase caíram no esquecimento.
Quase! Porque, no cinquentenário das aparições, em 1967, a Confraria de Santa Ana decidiu construir uma capela a Nossa Senhora da Paz. O templo foi inaugurado, a 15 de setembro de 1969.
Seguiu-se a construção de uma cripta, cujo altar é formado por um grande bloco de quartzo cristalizado, o maior existente em Portugal, com cerca de três toneladas. São também erigidos monumentos ao Sagrado Coração de Jesus, ao Anjo da Guarda de Portugal e à Paz, todos constituídos por um pedestal de quartzo cristalizado.
O Cónego Avelino de Jesus da Costa, também nascido no Barral e contemporâneo do pastorinho, é o grande mentor de todo este projeto que integra ainda o Santuário de Nossa Senhora da Paz, edifício mais recente.
Em 1982, foram inaugurados a Biblioteca e o Museu do Quartzo que apresenta uma rica coleção de belos cristais de quartzo, quase todos extraídos na própria freguesia.
Hoje, este é um centro religioso e turístico com algum movimento, tal a beleza do cenário que se pode contemplar no local. O dia maior é o da peregrinação, que se realiza no último domingo de maio.

Prof. Luís Arezes 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Alunos dos 5.º e 6.º anos assistem
à representação de A Menina do Mar


Alunos dos 5.º e 6.º anos assistiram, na tarde do dia 28 de abril, a uma representação da obra A Menina do Mar, da autoria de Sophia de Mello Breyner Andresen.
O espetáculo, que decorreu no auditório municipal, na Casa de Santo António do Buraquinho, foi levado a palco pelo “Movimento Incriativo”, na sequência de uma parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Ponte da Barca e o Agrupamento de Escolas.
Esta foi uma experiência muito enriquecedora para os alunos, na
medida em que puderam contactar diretamente com os vários códigos da linguagem cénica, dos adereços ao movimento, da linguagem à música e ao som.
Prof. Luís Arezes (Biblioteca Escolar)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Amar não é pecar
Nenhuma pessoa vive sem amar.
O coração é como um cristal
Que se parte com os desgostos,
Ferido pelos punhais da vida.

Quando amamos verdadeiramente uma pessoa,
Dificilmente a esquecemos.
E quando essa pessoa beija outra
E nós vemos
Só nos apetece desaparecer
Ou até morrer.

Não podemos adiar o amor,
Não podemos,
Temos de o conquistar e conservar.
Dinis Amorim - 7º E


Melhores amigos
Melhores amigos são aqueles que nos aturam
Em momentos de tristeza e de alegria;
Eles não estão de passagem,
Eles são para toda a vida.
Os melhores amigos são aqueles que vêem
As tuas lágrimas, mesmo quanto estás a sorrir.
Mesmo nos teus piores momentos,
Eles não irão partir.
Não os queres distantes, por nada deste mundo,
Queres tê-los ao teu lado, sem perder um único segundo.

Incrível é a sua personalidade!
Podes estar a explodir, mas eles dão-te tranquilidade.
Gostas deles tal e qual como são,
Não queres que mudem,
Pois é assim que os vês: perfeitos…
Aqueles amigos que acima de tudo te respeitam.
Melhores amigos são irmãos,
Não de sangue, mas de coração:
Significa que, se um cair,
Os outros vão a seguir.
Beatriz Pestana - 7º E

sexta-feira, 28 de março de 2014

A minha poesia
A minha poesia
É escrita de noite e de dia;
Todos a querem ouvir
P´ra se rir e divertir.

É poesia, é só minha,
Mas encanta toda a gente;
São poemas bem sinceros,
Pois minha alma não mente.
Hugo Antunes - 7.º B

Os poetas
Os poetas são seres loucos,
Dizem o que mais ninguém diz
E o que os poetas dizem
Deixam qualquer um feliz.

Estes seres especiais
Têm no olhar
Um mundo perfeito
E sabem o que é sonhar.

Os poetas são como aves.
Os seus poemas?
São como pássaros a voar.
Leandra - 7.º B


A poesia
A poesia é feita por poetas,
Dando asas à imaginação
Que chega rapidamente à meta,
Fazendo rimas com inspiração.

Poetas fingidores ou não
Que falam das suas emoções,
Homens iguaizinhos aos outros
Com milhares de ilusões.
João Carlos - 7.º B



A poesia e o dicionário
Procurei no dicionário
A palavra poesia;
Consultei uma página que dizia:
“Significado desconhecido”.
Tentei, então, descobrir
No dicionário de minh’ alma
O sentido de tão misteriosa palavra…
Sentimento, amor, calma…

Agora percebo que a poesia
Só tem significado
Quando se sente
A alegria de a escrever.
Ana Filipa - 7.º B

Ser poeta
Ser poeta é ser feliz,
Ser feliz é poetar
Se algum dia estiveres triste,
Põe palavras a rimar.

As palavras são como um cristal,
Brilham no coração da gente
E quem disser o contrário
De certeza que nos mente.
Tiago Barbosa - 7.º B


Árvore poema
Vi uma árvore sozinha
Na imensidão do deserto,
Está certamente perdida,
Não está no sítio certo.

No silêncio do universo
Avistei um planeta
Com uma árvore de letras
Desenhada por um poeta.
Ana Carolina - 7.º B

quinta-feira, 27 de março de 2014

Ainda o DIA DO PAI!

Purgatório, 19 de março de 2014

                        Querido Pai,
            Espero que estejas a dar-te bem aí pelo Céu. Se estiveres, eu, cá na Terra, também estarei, apesar das saudades. Dizem que o Céu é um Paraíso e eu acredito… Assim sendo, estás no sítio certo.
            Sabes? Hoje é o Dia do Pai e passei este dia, tal como passo tantos dias da minha vida, a pensar em ti e na mãe. A mãe foi para aí muito cedo, foi pena, podia ter esperado por ti, e, desta forma, tínhamos sido uma família completa e feliz por muito mais tempo.
            Os teus netos estão bem, embora o José esteja no desemprego, porque os Estaleiros Navais fecharam, mas já estávamos a contar com isso, pois esta morte já estava anunciada, ao contrário da tua e da da mãe, que me apanharam completamente desprevenida. Sabes, pai? É que, apesar da idade, ninguém está preparado, para estas coisas… E eu não estava! Isso deixou-me inconsolável e mais pobre, pois não posso usufruir do vosso carinho.
            A Marlene continua a dar aulas, agora mais longe, mas continua com a motivação costumeira, apesar da perseguição que vem sendo feita aos funcionários públicos e em especial aos professores.
            Eu, cá, continuo à espera de muita coisa: de melhores dias, da aposentação e do dia em que me irei juntar a ti e à mãe.
            Pai, eu sei que aí não te cansas, mas eu tenho trabalhado muito, sinto-me cansada e tenho a garganta inflamada, por isso vou terminar. Para o ano, escrevo-te outra vez. Aqui vão muitos beijitos, desta filha que não consegue esquecer-te,
                                                                  Lucibei      

P.S.: Não te esqueças de dividir os beijos com a mãe que ela também é filha de Deus… O Deus que vos levou de mim, mas Ele lá sabe o que faz.