quinta-feira, 20 de outubro de 2011

5 DE OUTUBRO

“A República em Ponte da Barca “ e “Da Monarquia à República” constituíram o tema genérico dos dois painéis que, no átrio do bloco C da Escola-sede do Agrupamento, assinalaram a passagem de mais um 5 de Outubro.

O primeiro apresentou alguns dos momentos mais significativos da implantação da República no Concelho de Ponte da Barca, enquanto o segundo deu realce à explicação dos símbolos da Pátria, nomeadamente, a bandeira e o hino nacionais.

Os dois painéis resultaram de um trabalho desenvolvido sob a coordenação da Comissão para as Comemorações do Centenário da República, criada no âmbito do Conselho Pedagógico.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

SESSÃO DE FORMAÇÃO

O Novo Acordo Ortográfico
Perto de meia centena de professores do Agrupamento participaram numa sessão sobre o Novo Acordo Ortográfico que, a partir do dia um de setembro deste ano, passou a vigorar no âmbito do Ministério da Educação.

Dinamizada pelos docentes António Rocha e Luís Arezes, respetivamente coordenador do Departamento de Línguas e da Biblioteca Escolar, a formação incidiu sobre as principais alterações na grafia introduzidas pelo Acordo.
Para orientar o trabalho foi utilizado um PPT, que sistematiza os aspetos mais relevantes e que pode ser consultado na secção “Materiais de Apoio” disponível no diretório da Biblioteca, na página eletrónica do Agrupamento (www.avepb.net).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

COMPOSIÇÃO

Coisas da fantasia!
Enquanto eu estive de férias, aconteceu algo extraordinário. Os meus cadernos e os meus lápis ganharam vida.

Eu acho que eles  quiseram  esconder-se de mim, para eu não os descobrir. Provavelmente, estiveram a divertir-se, visto que eu, nas férias, não estava perto deles, porque a escola tinha terminado, não é?!

Mas eu não me importo que eles se divirtam, eles também têm direito, claro!
Bem a fantasia mostra-nos tanta coisa…

Sara Rodrigues Barreto, 5.º ano

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O CANTINHO DA POESIA

Trova

Inicialmente, a trova era qualquer poema ou canção, chamando-se trovador ao poeta – ou vate – que declamava a trova.
Depois, passou a chamar-se trova à forma fixa que hoje é empregada, isto é, o poema autónomo de quatro versos em redondilha maior.

DEFINIÇÕES DA TROVA
A trova é uma composição poética, ou seja, uma poesia (monostrófica) que deve obedecer às seguintes caraterísticas:
1- Ser uma quadra (ter quatro versos; em poesia, cada linha é denominada verso);
2- Cada verso deve ter sete sílabas poéticas (chama-se heptassílabo, o que dá origem a uma trova em redondilha maior);
3- Deve ter sentido completo e independente. O autor da trova deve colocar nos quatro versos toda a sua ideia. A trova difere dos versos da Literatura de Cordel, onde em quadra ou em sextilhas o autor conta uma história que no final pode somar mais de cem versos;
4- Tem que ter rima. A rima poderá ser do primeiro verso com o terceiro e do segundo com o quarto, no esquema ABAB, ou ainda, somente, do segundo com o quarto, no esquema ABCB. Existem trovas também com os esquemas de rimas ABBA e AABB.

Citando o escritor Jorge Amado:
"Não pode haver criação literária mais popular e que mais fale diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e por isto mesmo a trova e o trovador são imortais.
Todo o trovador é poeta, mas nem todo o poeta é trovador. Nem todos os poetas sabem metrificar, fazer o verso medido.
Poeta para ser poeta precisa de saber metrificação, saber contar o verso. Se não souber o que é escansão, ou seja, medir o verso, não é poeta.”

Para finalizar, as trovas classificam-se em três grupos principais:
filosóficas, líricas e humorísticas.

Exemplos de trova filosófica:
Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, sem parecer o que são,
São aquilo que eu pareço.
                                             António Aleixo

Cansada, a democracia…
Vai virando do avesso:
É o rosto da cobardia;
O mais perfeito abcesso.
                                      Lúcia Ribeiro

Exemplos de trova lírica:
Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.
                                                       Fernando Pessoa

Neste monte a montear,
Achei-me tão enleado,
Que donde cuidei caçar,
Eu mesmo fiquei caçado.
                                Camões

Nesta tarde leda e calma,
Brinco com teus caracóis
Dos meus desejos, anzóis
Sedas com que visto a alma.
                                                   Lúcia Ribeiro

Exemplos de trova humorística:

Minha sogra não reclama
Pelo trato que lhe dou.
Até de filho me chama...
Só não diz que filho eu sou!
                                         Elton Carvalho

Calço sempre trinta e sete,
Às vezes quarenta e quatro,
Quando no escuro da noite
Contigo esbarro no quarto.
                                            Lúcia Ribeiro

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dia o Diploma

    O Agrupamento de Escolas de Ponte da Barca celebra, no próximo dia 30 de setembro, em linha com a programação nacional do Ministério da Educação, o DIA do DIPLOMA.



    O objetivo da iniciativa é premiar os dois alunos que, no ano letivo anterior, obtiveram a melhor classificação do ensino secundário, seja do percurso geral, seja do percurso profissional.
    Ocorrerá, em simultâneo, o reconhecimento público dos alunos que, mercê do seu aproveitamento escolar no ano letivo 2010/2011, acederam ao Quadro de Mérito e de Excelência do Agrupamento.

Parabéns aos laureados e êxitos semelhantes para o futuro!


terça-feira, 13 de setembro de 2011

CONCURSO DE LEITURA


Títulos para a edição deste ano
Já estão selecionados os títulos para o Concurso de Leitura a desenvolver neste ano letivo.
Para o 2.º ciclo, a obra escolhida é da autoria de Maria Teresa Maia Gonzalez e intitula-se Sempre do Teu Lado, enquanto que, para o escalão correspondente ao 3.º ciclo, o livro sobre o qual os alunos serão convidados a mostrar a sua qualidade enquanto leitores é o Uma Questão de Cor, de Ana Saldanha. No Secundário, por sua vez, o concurso incidirá sobre O Bom Inverno, de João Tordo.

Sempre do Teu Lado, de Maria Teresa Maia Gonzalez
Editor: PI
Maria Teresa Maia Gonzalez oferece-nos aqui a vida de Guilherme, um adolescente de 12 anos, cuja vida sofre mudanças significativas com o divórcio dos pais e a entrada na adolescência. Um dia, porém, chega à sua beira um amigo muito especial que lhe trará muitas alegrias e que nunca o abandonará. O seu nome é Félix.
Guilherme e Félix tornam-se, então, companheiros inseparáveis. Partilham a mesma casa e vivem juntos momentos emocionantes de vitórias e de derrotas, de conquistas e de perdas… Ambos crescem em conjunto, tornando-se Félix o confidente de Guilherme, o amigo em quem pode realmente confiar. Por seu turno, é com Guilherme que Félix conta nos melhores e nos piores momentos.
Contudo, chega o dia em que Guilherme, já adulto, tem de sair de casa e de partir para dar início a uma nova fase da sua vida. E, desde então, Félix, sempre fiel, faz de toda a sua vida uma longa espera, que acaba por transformar num hino à amizade…

Uma Questão de Cor, Ana Saldanha
Editor: Editorial Caminho

Quando a prenda de Natal é um computador, quem quer saber do trabalho de casa de Matemática? Todo os momentos livres são necessários para jogar, de uma forma mais ou menos maluca.
Os pais de Nina é que não concordam. Nem o Danny, o primo que vem viver para casa dela.
Por que teve o Danny de mudar de escola? O que fazer em casos de ataques de criancice? E quando há falhas no sistema? E o Vítor, por que começa a comportar-se de forma tão palerma? Será que os amigos da Nina não compreendem que somos todos diferentes, mas todos iguais?

 
O Bom Inverno, de João Tordo
Editor: Dom Quixote
Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, com uma bengala e planeando uma viagem sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno.
O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem.
Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos.  Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

CONCURSO “ENTRE PALAVRAS”


Realizou-se, no dia 8 de Junho, em Santa Maria da Feira, a final da 7.ª edição do Fórum Entre Palavras, organizado pelo Jornal de Notícias.
O distrito de Viana do Castelo foi dignamente representado pelos alunos da nossa Escola e pelos alunos da Escola Carteado Mena de Darque. A Mariana Seco do 9º D, o Plácido Gomes, a Isa Tavares e a Sofia Silva, todos do 8º D, foram os nossos valentes, apresentando e debatendo a tese “ Preparar os jovens para a criação do próprio emprego é a solução”. Foram imbatíveis, esgrimindo os seus argumentos. Falaram da educação dos jovens desde tenra idade no seio da família, do envolvimento da escola e da comunidade, da necessidade de, cada vez mais, os jovens despertarem para a necessidade de terem um espírito empreendedor, da “geração camaleão” que luta pelos seus objectivos, que não se acomoda, que se adapta conforme as necessidades. Deram luta e passaram à finalíssima no topo da tabela.
A claque que nos acompanhou fez a festa. Os lenços vermelhos marcaram presença e Viana ficou no coração. Cantaram, a voz doeu e, em muitos casos, até desapareceu…
Trouxemos entusiasmo…
E um boa prestação.
Levamos uma certeza…
Ficámos no coração.

Na segunda parte do debate, a nossa equipa defendeu o seu ponto de vista na tese “Comprar produtos portugueses é o meu/nosso contributo para ultrapassar a crise”. Deram luta, mostraram a importância de apostar em produtos nacionais. Apontaram estratégias e definiram procedimentos. Lançaram um desafio a este novo governo prestes a iniciar as suas funções: “desenhar uma estratégia nacional para o país que queremos ser daqui a 20 anos”.
Conquistaram um justo segundo lugar, não facilitando a vida à equipa adversária.

Prof.ª Madalena Peres